Jornal O Clarim

Semanário Católico de Macau

Cultura

Bengala e o Reino do Dragão – 42

A partida para o Tibete Em 1627, Estêvão Cacela parte para Xigatsé, onde chega em Novembro desse ano. “Resolvemo-nos a fazer esta mudança porque achamos que todos os favores do Lama Rupa eram traças para nos impedir nosso intento, movido…

Bengala e o Reino do Dragão – 41

As tentativas de conversão No decorrer da estada dos dois jesuítas na corte butanesa, Shabdrung ordenaria que três dos seus monges os acompanhassem em permanência. Dois deles eram muito jovens ainda. Um de doze anos, “muito ingénuo e de habilidade”,…

Bengala e o Reino do Dragão – 40

O Horizonte Perdido É muito provável que James Hilton, autor do romance “Horizonte Perdido”, escrito em 1933, tenha tido acesso a algumas das cartas enviadas pelos jesuítas portugueses no já distante primeiro quartel do século XVII, fosse a “Relação” de…

Bengala e o Reino do Dragão – 39

A identificação do Shangri-La No decorrer das suas investigações em torno do mítico reino do Cataio, que até então não tinham logrado identificar, os jesuítas João Cabral e Estêvão Cacela ouviriam falar de um outro misterioso reino. “É porém aqui…

Bengala e o Reino do Dragão – 38

O arco e a flecha Estêvão Cacela traça-nos um retrato dos butaneses apresentando-os como gente branca, “ainda que a pouca limpeza com que se tratam faz que o não pareçam tanto”. O cabelo traziam-no comprido, cobrindo-lhes as orelhas e parte…

Bengala e o Reino do Dragão – 37

Butão e os reinos vizinhos Estêvão Cacela reserva algumas das páginas do seu relato para nos fazer uma descrição geral do reino que tiveram o privilégio de calcorrear. Diz-nos que o Butão “é assaz grande e estendido e muito povoado,…

Bengala e o Reino do Dragão – 36

A aprendizagem do Butanês Também ficamos a saber, ao ler a “Relação”, que os nossos padres logo desde o período inicial de itinerância deram os primeiros passos no idioma local. Como confessa Cacela, “em estes meses procuramos com toda a…

Bengala e o Reino do Dragão – 35

Diálogos teológicos Durante a nossa curta visita a Chagri tenho a oportunidade de compartilhar com os guelões locais – para seu deleite, devo dizê-lo – a extraordinária aventura de Estêvão Cacela e João Cabral. E também eles me fornecem preciosos…

Bengala e o Reino do Dragão – 34

A arte e o intelecto do monarca Os eremitérios espalhados pelos montes em redor do mosteiro de Chagri continuam hoje a ser ocupados por eremitas que ali permanecem vários meses em recatado silêncio e sem qualquer contacto com os seus…

Bengala e o Reino do Dragão – 33

O retiro de Shabdrung Pelo depoimento prestado por Estêvão Cacela, depreende-se que os jesuítas viajaram com Shabdrung em diferentes partes do reino antes de ficarem definitivamente hospedados em Chagri. Lembra o padre Cacela que “nestas serras e noutras o acompanhamos…

Bengala e o Reino do Dragão – 32

Punakha e o fácies ocidental do ministro Fugido à perseguição religiosa no Tibete, no século XVII, o rei Ngawang Namgyel (esse o verdadeiro nome de Shabdrung Rinpoche, literalmente, “aquele a cujos pés todos se prostram”) teve o mérito de criar…

Bengala e o Reino do Dragão – 31

Os canhões da unificação Situada a dois mil metros de altitude naquele que é considerado um dos mais belos vales do País, Paro foi desde tempos imemoriais relevante rota de comércio que ligava o Tibete ao subcontinente indiano e hoje…

Bengala e o Reino do Dragão – 30

Os dzongs defensivos A costumeira itinerância do monarca butanês deve-se também ao período conturbado da época. Datam dessa altura os inúmeros dzongs (mosteiros-fortalezas) que vemos espalhados pelo País, muitos dos quais construídos por iniciativa do monge guerreiro. Aliás, deve-se a…

Bengala e o Reino do Dragão – 29

O encontro com o rei monge Há muito que a notícia da presença dos padres no reino tinha chegado a Shabdrung. Após três dias de marcha, Cacela e Cabral depararam com uma aldeia onde os aguardava um outro lama que…

Bengala e o Reino do Dragão – 28

A capela escondida de Kyichu Em Paro, Cacela e Cabral enfrentaram novas dificuldades. O homem que os acompanhava roubou-lhes tudo o que levavam para sustento e alojou-os numa casa muito escura onde ficaram numa situação de quase cativeiro. Informa-nos a…