Category Archives: Centrais

Subjectivização do Mundo, do Homem e da Natureza

SUBJECTIVIZAÇÃO DO MUNDO, DO HOMEM E DA NATUREZA

Sexo, droga e rock and roll

O século XIX viu germinar no seu seio algumas ideologias políticas que marcaram a modernidade e haviam de desencadear uma profunda crise cultural, aliada ao espoletar do desenvolvimento e endeusamento do progresso da ciência, prometendo um futuro mais feliz, mais digno do homem que se concebia com autonomia, eficácia e liberdade suficiente para não depender dum Ser Criador, mas considerando-se um aperfeiçoamento evolutivo da sua condição de primata especial a caminho do super-homem.

Um facto, lamentável sem dúvida, é que o século XX mergulhou inicialmente numa guerra mundial tremenda, a primeira, aquela que havia de acabar com a paz no mundo.

Jornada Mundial da Juventude 2019

Virgem Peregrina vai estar no Panamá

Virgem Peregrina vai estar no Panamá.

O Santuário de Fátima vai enviar a Imagem Peregrina n.º 1 para a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, agendada de 23 a 27 de Janeiro de 2019, onde o Papa Francisco irá estar presente.

O encontro mundial de jovens vai realizar-se na Cidade do Panamá e decorre pela primeira vez na América Central, com o tema “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc., 1,38), escolhido pelo Santo Padre.

Pio XII – Defensor do Homem

Recordações e Testemunhos

Recordações e Testemunhos.

“Não têm faltado, nos meios mais dados a análises superficiais dos acontecimentos e a leituras mais apressadas da vida das pessoas, juízos de valor a questionar a imparcialidade e a pôr em causa a rectidão das atitudes de Pio XII na sua relação com a acção política na Alemanha, ao tempo de Adolf Hitler, e mais concretamente com a sua perseguição aos judeus. (…)

Não foi caminho fácil, por isso, aquele que Eugénio Pacelli teve de percorrer desde jovem padre como cidadão de uma pátria, a Itália, à procura da sua própria identidade e do seu necessário horizonte de vida no concerto dos povos da Europa e do mundo.

Passeios por Havana – 4

O parente de Espinoza e os luso-canários

O parente de Espinoza e os luso-canários

A avenida Paseo del Prado, divisória da zona histórica, a dita Habana Vieja, é uma área com muitos edifícios já recuperados que desemboca no Capitólio, antiga sede do Governo e actual Academia das Ciências, talvez a parte mais nobre da cidade. Até 1863 conviveu de perto com a antiga muralha (demolida nesse ano), situando-se outrora ali a estação ferroviária de Villanueva. Se seguirmos em sentido contrário, entramos directos na boca do porto de Havana, que mais parece um lago com cinco reentrâncias e ao qual se acede por um canal apropriadamente denominado Canal de Entrada. São escassas e pequenas as embarcações que naquelas calmas águas pairam, simples barcoitas de pesca artesanal. Para lá me dirijo, não sem antes ter anotado no meu caderno de campo o nome Emma Rosa Chuy escrito numa pequena placa afixada na fachada amarela de uma escola de educação especial que mais tarde decifraria.

Passeios por Havana – 3

A sínica costela de Fulgêncio

A sínica costela de Fulgêncio

Prossigo a minha caminhada ao longo de um El Malecon pouco movimentado e o próximo edifício a chamar-me a atenção (a surpreender-me, será mais correcto dizer) é um arranha-céus envidraçado de uma vintena de andares. Em primeiro plano, em jeito de saliência de fino pano, bem arvorado, avisto o celebérrimo estandarte das estrelas e das listras. Eis a embaixada norte-americana! E porque me surpreendo eu? Sim, é verdade. Por pouco esqueço o recente reatamento das relações diplomáticas entre os desavindos propínquos. O cenário serve na perfeição, até porque o enquadro no visor da máquina fotográfica juntando-lhe os automóveis descapotáveis que com regularidade passam na estrada.

Passeios por Havana – 2

O Nacional e a lembrança do Maine

O Nacional e a lembrança do Maine

É tal a voga turística pró-Cuba dos nossos dias que se não reservarmos estada para várias noites na cidade de Havana corremos o risco de termos de procurar novo poiso logo após a primeira dormida. É o que me acontece a mim. Mas, «no hay problema», tranquiliza a mãe do Mykel. Que comesse a omelete descansado que ela encontraria alternativa para os dias seguintes. Um par de telefonemas bastaram. Eis-me levado, quase ao colo, pela mãe, pelo próprio – ao qual se deve o empreendimento familiar – pai e até pela esposa do Mykel. O destino é a casa de uma vizinha, onde pelo mesmo preço (uns meros dez dólares) usufruo dum quarto maior e com janela.

Passeios por Havana – 1

Descapotáveis e alojamento local

Descapotáveis e alojamento local.

Percorro meia El Malecon com o passeio bastante maltratado, ainda por recuperar da devastação provocada pelo Irma, o furacão vedeta do ano transacto, e não me canso de ver passar, uns atrás dos outros, Chryslers, Dodges, Cadillacs, Buicks e Chevrolets de cromados bem polidos e flâmula desfraldada no topo da antena colocada na rectaguarda da viatura, verdadeiras beldades descapotáveis levadas a passear por motoristas trajados a rigor. Apetrechos obrigatórios: camisa floreada e panamá na cabeça. Estas viaturas são e continuarão a ser pelas décadas a devir, talvez, o mais importante “ex-libris” da capital cubana e motivo de atracção turística, pois há quem visite a ilha de Fidel apenas para poder usufruir dos seus espaçosos assentos com estofos de napa. É Havana, porventura, o local do planeta onde deparamos com a maior concentração por metro quadrado de carros vintage norte-americanos.

Desmistificando a “Mensagem Cristã” da Sétima Arte

Mais próximos de Harry Potter do que de Jesus

Mais próximos de Harry Potter do que de Jesus

Um fascínio inquietante é exercido pela série “Il miracolo” (O milagre), e, ao mesmo tempo, atrai e incomoda, nisto semelhante a outra série “religiosa” de grande sucesso, “The Young Pope” (O Jovem Papa). Se procurarmos compreender o que têm em comum, encontramos em ambas a religião apresentada como mais próxima do género “mistery” que do Cristianismo. Por este motivo podem ser definidas pós-cristãs: do Cristianismo permanece a aparência – as devoções, as imagens de plástico e as procissões de aldeia, o clero representado de formas quase caricaturais mesmo se com as características dramáticas de uma crise evidente – mas nada do essencial, ou seja, do ensinamento evangélico.

O Papa reza por elas na Intenção de Oração para o mês de Agosto

Políticas familiares adequadas

Políticas familiares adequadas

«As grandes escolhas económicas e políticas protejam as famílias como um tesouro da humanidade». É um verdadeiro apelo a uma «adequada política familiar» a intenção de oração do Papa Francisco contida na mensagem vídeo para o mês de Agosto, confiada à rede mundial de oração (www.thepopevideo.org).

«Falando das famílias – confidencia o Pontífice – muitas vezes vem à mente a imagem de um tesouro». Mas – reconhece – o «ritmo da vida actual, o stress, a pressão do trabalho e até a pouca atenção por parte das instituições podem pô-las em perigo».

Teólogo Paul Thigpen fala sobre o seu livro “Santos que enfrentaram Satanás”

Paul Thigpen

Rejeitar a veracidade dos factos é cego e irracional

Numa entrevista concedida à Aleteia, o escritor, teólogo e professor Paul Thigpen falou do seu livro “Saints Who Battled Satan”, publicado em Novembro de 2015, que considerou ser uma continuação do (também seu) best-seller “Manual for Spiritual Warfare”. A existência de Satanás e de outros espíritos malévolos está muito presente nas Sagradas Escrituras e é atestado pelo Catecismo da Igreja Católica, assim como por escritos dos Padres da Igreja. A presença destas entidades é também confirmada pelo testemunho de inúmeros santos, sendo este o tema central do livro de Paul Thigpen. Nesta obra conta-nos as histórias de dezassete santos (homens e mulheres de Deus) – escolhidos entre muitos outros – que enfrentaram o Demónio em diversos contextos históricos e geográficos.

Beatificações e Canonizações

A santidade tem truque

A santidade tem truque

Algumas pessoas pensam que a santidade não tem truque, que é inteiro mérito de um super-homem, ou de uma super-mulher. Aparentemente, ser santo implicaria aguentar a dor, como um faquir, controlar o medo como um domador de leões, vencer o cansaço como um atleta da maratona e, talvez, somar a estas proezas a eloquência dos políticos. Tudo isto sem truque.

A Igreja tem uma perspectiva diferente da santidade, a tal ponto que só canoniza alguém quando a intervenção de Deus é manifesta, através de um milagre. A pessoa pode ter realizado com mérito um milhão de proezas, mas isso não chega.

Departamento Postal de Francisco

DEPARTAMENTO POSTAL DE FRANCISCO

«Querido Papa, escrevo-te…», e eles lêem.

Padres, religiosas e também mães. Abrem a correspondência, distribuem-na e respondem às cartas, uma a uma. Porque ele assim quis: «Deve fazer-se assim com todos, não é?».

Os sacos chegam logo de manhãzinha, ao terceiro andar do Palácio Apostólico, um departamento da Secretaria de Estado. Ali há uma porta e uma escada que desce para o andar logo abaixo, que está em posição intermédia. No passado, eram salas onde se podiam fazer boas sonecas estas onde agora se abre o correio dirigido ao Papa.

Pároco do Campo Grande, em Lisboa, dá a resposta

O que é a Doutrina Social da Igreja?

O que é a Doutrina Social da Igreja?

  1. O século XIX foi caracterizado por três grandes correntes que influenciaram profundamente toda a organização social: o racionalismo, que vinha já do século XVIII; o marxismo que, em meados do século XIX pôs em questão toda a referência religiosa; a industrialização, que provocou a transferência de populações rurais para as fábricas.

É neste contexto que nasce a “questão social”, isto é, a procura de uma forma justa de lidar com os trabalhadores e com as empresas, onde estes desenvolvem actividade. Entram em confronto dois aspectos fundamentais: o capital, que detém o poder económico, e o trabalho, que garante a produção, indispensável ao lucro da empresa.

Ciberguerra

O Futuro já

O Futuro já

É muitas vezes qualificada como a arma dos pobres, mas são os Estados mais poderosos que a usam com mais perícia. Os ciberataques vão muito além da simples pirataria dos primórdios da Internet, em que jovens atrevidos penetravam, só pelo desafio, em redes informáticas que lhes estavam vedadas. Hoje, o ciberespaço é um domínio essencial da guerra moderna – e com isso tornou-a permanente, tanto mais que é quase sempre travada nas sombras.

Imagine que a rede eléctrica de um país inteiro vem abaixo e demora horas a ser restabelecida. Ou que as bolsas de valores e os bancos deixam de conseguir fazer as suas transacções de um momento para o outro, sem aviso prévio.

Entre tecnologias novas e tradicionais

Entre tecnologias novas e tradicionais

DISCURSO DE PAOLO RUFFINI, PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA A COMUNICAÇÃO DA SANTA SÉ, POR OCASIÃO DA XIX ASSEMBLEIA PLENÁRIA DOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS DA ÁFRICA ORIENTAL (AMECEA)

Mesmo tendo sido nomeado há pouco pelo Santo Padre prefeito do Dicastério para a comunicação da Santa Sé, eu não podia perder esta ocasião da vossa importante assembleia.

Permiti que eu comece expressando, em nome do Dicastério para a comunicação da Santa Sé, como nos sentimos felizes por termos sido convidados para participar na XIX assembleia plenária dos membros da Associação das Conferências Episcopais da África Oriental (Amecea).