Daily Archives: June 1, 2018

China – Vaticano: Arcebispo de Taipé revela conversa com Papa Francisco

Pequim e Santa Sé intransigentes nos principais dossiês

Pequim e Santa Sé relutantes nos principais dossiês.

D. Hung Shan-Chuan, arcebispo de Taipé, disse à Radio Veritas Asia que o Papa Francisco conhece muito bem a realidade da China continental e de Taiwan, e que a atitude de Pequim e do Vaticano «é bastante persistente», o que dificulta a assinatura de um acordo histórico entre ambas as partes.

O prelado referiu que «a Santa Sé não tem qualquer medida de compromisso, porque os ensinamentos e as doutrinas da Igreja, bem como o seu ponto de vista, devem ser defendidos». Ao sublinhar que «o direito e o poder da nomeação dos bispos está ainda nas mãos do Papa», D. Hung Shan-Chuan acrescentou que «a Igreja não está com certeza a desistir [desta prerrogativa]».

Advogado Frederico Rato traça o panorama Político de Região Ásia-Pacífico

Frederico Rato

Coreia do Norte faz roque no xadrez diplomático.

O advogado Frederico Rato disse ontem a’O CLARIM que a cimeira entre Kim Jong-un e Donald Trump irá mesmo realizar-se em Junho. «Vai juntar duas personalidades autoritárias, apoiadas por outras personalidades também de natureza autocrática [casos de Xi Jinping e Vladimir Putin], o que em termos paradoxais poderá representar o primeiro passo para uma mais estável situação de paz e segurança mundial», sublinhou.

«O teatro está bem montado e os comediantes sabem exactamente quais são os seus papéis», referiu o advogado em tom figurado, ao comentar a recente posição de Trump em cancelar a cimeira com o homólogo norte-coreano.

Arquitecto Luis Nagy (1934-2018)

Luis Tomás Piñeiro Nagy

Faleceu o pai da igreja de São José Operário.

O arquitecto Luis Tomás Piñeiro Nagy faleceu no passado dia 4 de Maio, vítima de doença prolongada, no hospital de Cascais, em Portugal. Tinha 83 anos de idade.

Nascido a 24 de Junho de 1934, era natural de Lisboa. Licenciou-se em arquitectura na Escola Superior de Bela-Artes de Lisboa (actual Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa). Esteve em Macau entre 1983 e 2000, tendo assinado trabalhos para o Governo, Diocese e sector privado.

A China e as Europas Asiáticas

Macau, local de iniciação

Macau, local de iniciação.

A Macau do século XVI era um centro de aprendizagem das línguas chinesa e japonesa. Era o local onde o europeu começava a conhecer a Ásia Oriental, mas era também, para chineses e japoneses, o único vínculo com a Europa e onde se podia ter contacto com a Cristandade europeia. O actual Jardim de Camões simboliza bem esse universalismo lusitano que esteve na génese de tantas fusões de culturas. É hoje, como bem sabe o leitor, um dos locais de leitura pública mais apetecíveis da cidade. De leitura, e não só.

«Em pleno século XVI, a intensidade de relações entre Portugal e a Ásia Oriental era enorme», diz a propósito o historiador Luís Filipe Barreto.

Museu do Oriente organizou 1º Festival de Street Food

Comida asiática à beira-Tejo

Comida asiática à beira-Tejo.

No passado dia 20 de Maio, em Lisboa, o Museu do Oriente (Fundação Oriente) organizou, pela primeira vez, um festival de Street Food dedicado à comida asiática.

O evento integrou as comemorações dos trinta anos da Fundação Oriente e da primeira década do Museu do Oriente, que tiveram início a 16 Março e que terminaram no dia 27 de Maio, sob o lema Museu em Festa.

Capa 01-06-18

Capa 01-06-18

Vaticano tem regras

Como fazer o Vinho e o Pão de Missa

Como fazer o Vinho e o Pão de Missa

Sabe como é feito o pão e o vinho que comungamos na missa? Sabe de onde vêm os ingredientes, ou como são preparados para que tenham aquela cor, sabor e outras particularidades? Se não sabe, venha daí. Nós também não sabíamos, mas fomos aprender.

Quando esteve entre nós, Jesus deixou um testemunho de amor e entrega ao próximo que, até hoje, muitos procuram seguir, na medida das suas possibilidades. Ao deixar-nos, esteve com os seus discípulos e disse-lhes que celebrassem a sua morte não com tristeza, mas em memória do que Ele tinha feito por eles. Assim, e ao redor da mesa, local onde se reuniam as comunidades naquele tempo, Jesus pegou no pão, partiu-o e deu-o aos seus discípulos. De seguida, distribuiu o vinho por eles.

Olhando em Redor

Dois heróis, duas sensibilidades

Dois heróis, duas sensibilidades

O vídeo está na Internet e tornou-se viral nas redes sociais. Mamoudou Gassama, de 22 anos, era até há poucos dias um desconhecido africano com estadia ilegal em França.

A sorte deste maliano mudou no passado sábado, quando salvou uma criança que estava na iminência de cair de uma varanda situada no quarto andar de um prédio em Paris. E como fez ele este acto heroico? Escalou quatro andares em menos de um minuto.

Dia de São Domingos na Escola São Paulo

DIA DE SÃO DOMINGOS NA ESCOLA SÃO PAULO

Professores e alunos distinguidos nas artes e no desporto

A Escola São Paulo, administrada pelos padres dominicanos, celebrou na passada sexta-feira o Dia de São Domingos, com missa e cerimónia de reconhecimento e distinção de alunos e professores que representaram o estabelecimento de ensino no ano lectivo 2017-2018.

Na homilia, o director-adjunto da Escola São Paulo, padre Athanasius Chan, destacou três pontos principais que foram utilizados na missa mensal, na meditação dos estudantes e nos debates entre professores: a importância dos estudos, a devoção a Nossa Senhora e a recitação do Rosário.

Japonês é o autor do desenho Arquitectónico da nova Universidade de São José

O Campus da Ilha Verde, segundo Koji Yagi

O Campus da Ilha Verde, segundo Koji Yagi

O conceituado arquitecto japonês Koji Yagi, responsável pelo desenho arquitectónico do novo campus da Universidade de São José (USJ), foi o orador de uma palestra, realizada naquela instituição de Ensino Superior no passado dia 23 de Maio, sobre o desenvolvimento da pesquisa e concepção das novas instalações situadas na Ilha Verde.

“O novo campus da USJ tem vários elementos de inspiração japonesa, como os portões e os cubos de vidro extrudidos no prédio.

Filosofia, uma dentada de cada vez (66)

As boas intenções são suficientes para fazer uma boa acção?

As boas intenções são suficientes para fazer uma boa acção?

Já estudámos as normas objectivas (a lei moral) e subjectivas (a consciência) da moralidade. A próxima pergunta é: quais os aspectos da acção (“acção” pode significar “pensamentos”, “desejos”, “atitudes”) que deverá a consciência examinar para determinar se uma acção é boa ou má? Se uma pessoa pensa “bem”, se a sua intenção ou motivação (em Latim, finis operantis) é boa, será suficiente para classificar uma acção como “boa”? Algo mais ou menos como isto: se alguém tirar o meu dinheiro, sem me pedir, mesmo que a sua intenção seja a de ajudar alguém necessitado, consideraríamos essa acção como boa? Talvez não. São Bernardo de Clairvaux (1090-1153) disse: “L’enfer est plein de bonnes volontés ou désirs” (“O inferno está cheio de boas intenções ou desejos”). Então, se as boas intenções não são suficientes, que outros elementos de uma acção deverão ser tidos em conta?

Opinião

Legalização da eutanásia? Comigo não contem!

Legalização da eutanásia? Comigo não contem!

Os deputados portugueses votaram a não legalização da prática da eutanásia no nosso país. A minha posição está expressa no título deste texto. Reconheço que não se trata de um tema fácil. Porém, sinto-me no dever de partilhar algumas razões da minha posição. Declaro, desde já, que o meu não à eutanásia em nada tem a ver com a minha opção religiosa. O sentido da dignidade da vida e da morte transcende religiões, sistemas filosóficos ou ideológicos. Sendo realidades radicadas no direito natural que, por serem intrínsecas à existência humana, são intocáveis.

Ninguém pediu para nascer. Só por situações erróneas é que a vida não resulta de um acto de amor.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – LXVIII

A Questão Social – II

A Questão Social – II

O século XVIII viu surgir e consolidar-se um ambiente de secularização, de anticlericalismo e de acentuada descristianização, principalmente nos sectores intelectuais, mas alastrando-se depois às massas populares, à sociedade em geral. A credibilidade das igrejas cristãs foi sendo enfraquecida, por vários filósofos e pensadores, depois por boa parte da sociedade. Eram-lhes apontadas contradições, reais ou aparentes, além da influência negativa que exerciam sobre as populações. À Igreja era apontado ainda o travão que impunha ao progresso e à modernização da sociedade, sendo acusada de tradicionalista, conservadora.

Família e Fé

Os defeitos dos outros

Os defeitos dos outros

Era já de provecta idade. Considerava-se, com toda a humildade, um verdadeiro especialista em obras de arte.

Um dia, foi visitar um museu com um grupo de amigos. Logo no início da visita, começou a manifestar as suas contundentes opiniões. Inadvertidamente, tinha-se esquecido dos óculos em casa. Mesmo assim, não se coibiu de satirizar as diferentes pinturas com a sua veemência característica.

Bartolomeu I recebido por Francisco no Vaticano

Patriarca de Constantinopla quer «agenda cristã comum»

Patriarca de Constantinopla quer «agenda cristã comum»

O Patriarca Ecuménico de Constantinopla defendeu, no passado sábado, uma agenda cristã comum perante os desafios que o mundo enfrenta.

A posição foi assumida durante a conferência internacional que juntou cerca de quinhentos participantes da Fundação Centesimus Annus – pro Pontifice, que reflectiu sobre “novas políticas e formas de vida na era digital”.