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Macaenses em Portugal festejaram o Ano Novo Lunar

Cunquates, prosperidade e boa saúde

Cunquates, prosperidade e boa saúde.

A entrada no ano do cão, como não poderia deixar de ser, foi convenientemente assinalada em Portugal pela comunidade macaense residente nas zonas centro e norte do País. As raízes chinesas que ligam estes portugueses ao território de Macau passam, certamente, pela celebração dos seus principais festivais. Assumidamente católicos, como é parte essencial do ser e sentir-se macaense, não deixam por isso de assinalar o seu lado cultural mais chinês.

O grupo de amigos Filo, Filo di Macau decidiu este ano prestar uma merecida homenagem ao grupo de pessoas que deram início a estes encontros, especialmente aos médicos Ricardo Conceição, Francisco Fong e Beatriz Vasco da Silva.

Enquanto o Cão não chega

Enquanto o Cão não chega

Entre o frio de Mira e o calor de Curaçao.

As minhas crónicas a partir de Portugal intercalam as nossas vivências na “metrópole” com assuntos ligados a Macau – observações da actualidade do território, com a devida distância que a Europa nos proporciona.

Quem me conhece e acompanha nestas coisas da escrita sabe que sempre fui crítico, muitas vezes com razão de o ser; outras vezes sem qualquer fundamento! No entanto, é a minha opinião e espero ir ao encontro de muitos leitores.

Mira, Arte Xávega e Desertificação

Salvar as futuras gerações

Salvar as futuras gerações.

O nosso futuro começa a ser definido a cada dia que passa e para isso contribui tudo o que nos rodeia, tanto as pessoas como o próprio Ambiente.

Durante este período de permanência em Portugal, por motivos de saúde como os nossos leitores sabem, estamos instalados na minha terra natal, a Vila de Mira, no distrito de Coimbra. A terra que me viu crescer, onde estão as raízes do que me define.

Quando a Minoria subjuga a Maioria

O Natal está a ser islamizado

O Natal está a ser islamizado.

Nesta primeira crónica do ano quero aproveitar para desejar a todos os leitores d’O CLARIM um excelente 2018.

Em 2017 muito aconteceu, em especial em Portugal, país onde nasci, mas onde já não vivia a tempo inteiro desde o ido ano de 1997.

A minha estada em Portugal é, como sabido, forçada por motivos de saúde e, se tudo correr como esperado, deverá terminar no início de Novembro. Nessa altura esperamos reatar a viagem de veleiro que iniciámos em Janeiro de 2014 e que tivemos de interromper em Setembro de 2016. Nunca tinha estado em Portugal tanto tempo desde o dia em que daqui sai para ir para Macau.

Monumento aos Combatentes do Ultramar

Monumento aos Combatentes do Ultramar

Estado português quer cobrar renda.

O Governo de Portugal está a exigir à Liga dos Combatentes o pagamento de uma renda anual de vinte mil euros pelo local onde está instalado o monumento aos mortos na Guerra do Ultramar, junto à Torre de Belém. A Liga dos Combatentes considera que este é um gesto que faz parte de uma cultura do esquecimento. A guerra colonial terminou há mais de quatro décadas, mas em Portugal continuam a inaugurar-se monumentos de homenagem aos militares mortos e já rondam os trezentos, como revelou o presidente da Liga dos Combatentes, general Chito Rodrigues, ao Diário de Notícias.

Maria de Fátima Fernandes

MARIA DE FÁTIMA FERNANDES

Se quero ver a Torre Eiffel, vou a França!

Maria de Fátima Fernandes fixou-se em Portugal no ano da transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, tinha 53 anos e estava quase a entrar em idade de pensar na reforma.

Nasceu na freguesia de São Lourenço e estudou na Escola de Santa Rosa de Lima e na Escola Comercial, antes de ter concorrido para o funcionalismo público. Ingressou nos Correios de Macau, mas por ali ficou «durante pouco tempo», como contou a’O CLARIM numa conversa à mesa. Não muito satisfeita com o que fazia nos Correios, decidiu concorrer para uma carreira na Conservatória dos Registos, tendo entrado e ali permanecido até rumar a Portugal.

Filomena Zuleima Cascais

Filomena Zuleima Cascais

Traquina e diferente

Filomena Zuleima Cascais é a irmã mais velha dos três irmãos Cascais. Anteriormente falámos com Luís Cascais, no encontro que se realizou na Mealhada. Desta vez, no encontro que marcou o Festival das Lanternas, conhecemos Zuleima e passámos uns momentos agradáveis a desfiar a sua vida e ligação a Macau. Laços que à semelhança do irmão nunca mais esqueceu, apesar de ter deixado o território em tenra idade.

Nasceu a 9 de Fevereiro de 1940 e veio para Portugal depois de terminar o Ensino Primário na antiga colónia portuguesa.

António da Silva Rosário

António Sequeira da Silva Rosário

Quase beijava o chão

É bonito quando se encontra alguém com incondicional amor e dedicação a Macau, sem sequer lá ter nascido.

Natural de Miragaia, nas raias da cidade invicta do Porto, António Sequeira da Silva Rosário nasceu em 1951. Conta com uma vida repleta de peripécias, e de dificuldades; uma vida de operário, mas sem grandes queixas.

Festival do Bolo de Bate-Pau em Portugal

FESTIVAL DO BOLO DE BATE-PAU EM PORTUGAL

Quilómetros para matar a saudade.

Como já vem sendo hábito nos últimos anos, o grupo de amigos “Filo Filo di Macau” organizou um encontro para assinalar o Festival das Lanternas, ou Festival do Bolo Lunar, que se festejou no passado dia 5 de Outubro.

Este ano, com a vantagem de ser também feriado em Portugal, a participação foi ainda mais notória. Foram reservados lugares para quarenta e quatro pessoas, sendo que, no final, apareceram quarenta e duas. Estiveram também presentes no convívio duas crianças, da Zona Centro e do Norte de Portugal.

Teresa Chen Jiahui

Teresa Chen Jiahui

Frustração valeu bilhete para Leiria

A última jovem que O CLARIM entrevistou no Instituto Politécnico de Leiria chama-se Chen Jiahui. Veio de Xangai mas gosta de ser conhecida como Teresa, nome português que escolheu quando começou a estudar a língua de Camões.

Nascida a 31 de Agosto de 1997, a dois anos da transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, não se lembra do processo e do sentimento nacionalista que se viveu nessa altura. No entanto, diz que se lembra que olhou para Macau como um excelente exemplo da convivência sã entre as culturas ocidental e oriental.

Maria Arcelina

Maria Arcelina

Cinco anos inesquecíveis.

Maria Arcelina Chantip Clementino de Santiago nasceu em 1953 no Hospital Conde de São Januário. Foi registada na freguesia da Sé. Na grande parte do tempo que passou em Macau andou entre a zona das Portas do Cerco e a Rua da Madrezinha, onde viviam os avós. Depois dos primeiros anos na península mudou-se para Coloane, passando a viver dentro do acantonamento militar porque o seu pai fazia parte do contingente português ali estacionado.

A mãe, sino-mexicana, que para além do Espanhol materno também dominava o Chinês paterno e o Português, conheceu o pai nos primeiros anos que este serviu em Macau como militar.

Luís Cascais

Luís Cascais

Macau: um adeus que se vai eternizando.

Nascido em 1944, na freguesia de São Lourenço, Luís Cascais é filho de um militar português que chegou a sub-chefe de esquadra da Polícia de Segurança Pública. O pai casou com uma senhora chinesa de Cantão e do casamento nasceram três filhos. A mãe foi para Macau ao cuidado de uma tia que era muito católica, por isso também foi educada de acordo com os rigores da educação católica da época, tendo depois conhecido o futuro marido.

Luís Cascais estudou na Escola Primária de Santa Rosa de Lima, na então avançada para a época “classe bebé”.

Maria Felisbela Bandeira

Maria Felisbela Bandeira

Saudades do passado.

Nascida na década de quarenta do século passado, na freguesia de Santo António, em Macau, Maria Felisbela Bandeira é uma figura conhecida da comunidade macaense, tanto no território como na diáspora. Presença assídua dos encontros que os macaenses vão realizando em Portugal, Maria Felisbela viveu bem perto todo o processo de transição. Sentiu-o como todos os macaenses: um novo passo no caminho em direcção ao futuro da terra que a viu nascer. No entanto, a sua proximidade, pela parte do marido, ao poder colonial de Macau fê-la viver o processo de transição mais por dentro.

Teresa Wei Zirui

TERESA WEI ZIRUI

De Macau para a Wordzilla.

Teresa Wei Zirui saiu de Macau para estudar um ano de Português em Leiria. Regressa agora ao território depois de assinar um contrato de trabalho com uma empresa portuguesa, a Wordzilla.

São exemplos como o desta jovem da província de Hubei que fazem com que a aposta do Instituto Politécnico de Macau (IPM) na Língua Portuguesa seja uma decisão acertada.

Primeiro Food Truck Tailandês de Portugal

Uma Singha na Praia de Mira

Uma Singha na Praia de Mira

Até Agosto do ano passado tínhamos toda a nossa energia focada em realizar um sonho: dar a volta ao mundo de veleiro, visitando todos os países e territórios lusófonos. No entanto, em meia-dúzia de dias, a vida deu meia-volta e trocou-nos o passo.

O que bastou foi a descoberta de um problema de saúde na minha esposa. No prazo de uma semana, tirámos o veleiro da água, fizemos as malas e tratámos de mudar a nossa vida para Portugal, nunca esquecendo, claro, o nosso companheiro de quatro patas que nos acompanha, juntamente com a nossa filha.