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Mensagem de Natal de 2016 do Bispo de Macau

Mensagem de Natal de 2016 do Bispo de Macau

Voltamos ao abraço do Pai.

Enquanto estamos a olhar e contemplar o rosto do Menino Jesus, que está deitado na manjedoura – Deus omnipotente e Rei transformado em homem sob a forma de um bebé indefeso – experimentamos e testemunhamos, pessoalmente e colectivamente como humanidade, a Misericórdia de Deus. Não há nada que a humanidade precise mais do que a Misericórdia Divina, o amor benevolente e compassivo, que eleva o homem acima da sua fraqueza para a altura infinita da santidade de Deus.

Natal antigo dos Macaenses da Diáspora

NATAL ANTIGO DOS MACAENSES DA DIÁSPORA

União familiar.

Os macaenses que agora estão na diáspora tinham várias formas de celebrar a quadra natalícia durante a infância, quer vivessem em Macau ou em Hong Kong. O CLARIM falou com Cíntia do Serro, Alice da Luz, Mickey da Roza, Alberto Noronha, Arthur Achiam e Francis Xavier. E percebeu que a união familiar era o mais importante.

Mesa farta e presentes sem o Pai Natal em casa da avó são algumas recordações de infância de Cíntia do Serro, que reparte agora o seu tempo entre o Canadá, onde vive há quinze anos, Portugal e Macau.

Natividade de Jesus segundo a visão da Beata Anna Catharina Emmerich (1774-1824)

«Vi o nosso Salvador resplandecente...»

«Vi o nosso Salvador resplandecente…».

Maria suspensa no ar em êxtase, com os braços cruzados sobre o peito, contemplava o Menino. O Filho do Homem, concebido pelo Espírito Santo, no ventre da Imaculada Virgem Maria, pela sua divina concepção – gerado, não criado – não poderia nascer como o comum dos mortais. O Senhor quis dar a Maria – Sua primeira morada, o primeiro “sacrário” – a perpétua virgindade, conservando-lhe a sua santidade e pureza, para toda a eternidade. Nossa Senhora teve um parto pelas “mãos” do Altíssimo, onde o céu desceu ao estábulo, e naquele humildade lugar resplandeceu a gloria de Deus, e os anjos em forma humana, representantes celestes, adoravam o menino, que nascia envolto em luz divina.

Natal de Cristo

O Nascimento da Luz do Mundo

O Nascimento da Luz do Mundo

Terá Jesus Cristo nascido de facto no dia de Natal? O mais provável é que não! Mas se não, então porque é que celebramos o nascimento de Cristo no dia 25 de Dezembro. A resposta mais simples, é que o importante é celebrarmos o nascimento de Cristo independentemente da data ser ou não a correcta. Também os ingleses celebram todos os anos no segundo sábado de Junho o aniversário da rainha de Inglaterra, o conhecido “Trooping the Colour”, mas a rainha nasceu no dia 21 de Abril.

Igreja Ortodoxa Russa

IGREJA ORTODOXA RUSSA

Um Natal diferente?

Estamos quase no Natal! De acordo com boa parte das Igrejas cristãs, celebrar-se-á no dia 25 de Dezembro, destacando aqui a Igreja Católica e as Igrejas reformadas (Protestantes), entre outras. Mas entre os cristãos ortodoxos não é bem assim. Hoje vamos recordar, por isso, o Natal entre os ortodoxos russos. Com efeito, na Rússia, como na Ucrânia ou na Bielorrússia, o Natal é celebrado a 7 de Janeiro. É pois nesta precisa data que os cristãos de rito ortodoxo de todo o mundo assinalam e festejam o nascimento de Jesus.

Natal de 2015

Mensagem do Bispo de Macau

Mensagem do Bispo de Macau.

Caríssimos Amigos,

Nesta altura do ano, a natureza e o ambiente à nossa volta, a azáfama e as melodias típicas natalícias, dizem-nos que chegou a quadra festiva do Natal, e recordamos o nascimento de Jesus Cristo bem como a alegria que um bebé inocente nos traz. A infância é a primeira etapa da vida e um período precioso, pois como diz a máxima popular “Quem é bom, já nasceu feito”, mas a verdade é que embora a pessoa seja virtuosa por natureza, a vida vai moldar essa mesma pessoa. Pais, professores e educadores devem ensinar com o exemplo pessoal e assim ajudar a criança a crescer saudavelmente. Já Confúcio insistia na necessidade de formação nas três virtudes, a saber: sabedoria, afecto e vontade.

Recordar o Natal em Macau, Moçambique e na Áustria

Devoção, tolerância e afecto

Devoção, tolerância e afecto.

Quando era pequenino, os pais de José Chan, presidente de três confrarias católicas de Macau, levavam-no com os seus irmãos às igrejas da Sé, de Santo António, ou de São Domingos, para assistirem à Missa do Galo.

«Normalmente, íamos à igreja de São Domingos porque o meu pai nasceu nessa zona e o meu tio tomava conta da igreja. Havia também um amigo meu, chamado Francisco do Rosário, e o meu padrinho, Francisco Sales Poupinho, secretário de duas confrarias, que me ensinaram a trabalhar na missão católica», recordou o presidente das confrarias de Nossa Senhora do Rosário, do Senhor Bom Jesus dos Passos e de Santo António.

O que foi Ungido

A Manjedoura, a Cruz e o Tabernáculo

A Manjedoura, a Cruz e o Tabernáculo.

Giovani Pierluigi da Palestina (1525-1594) compôs uma polifonia encantadora, para coro masculino, com os versos de um hino atribuído a São Bernardo de Clairvaux (1090-1153). Aqui deixamos parte dessa obra.

Iesu, Rex admirabilis / et triumphator nobilis, / dulcedo ineffabilis, / totus desiderabilis.

Iesu, dulcedo cordium, / fons vivus, lumen mentium, / excedens omne gaudium / et omne desiderium.

“Jesus, Rei Maravilhoso, nobre vencedor, indescritível doçura, tudo o que o coração alguma vez possa almejar”.

A viagem transatlântica do Bolo-Rei

A VIAGEM TRANSATLÂNTICA DO BOLO-REI

Do monarca para o povo.

Para os leigos na matéria, saiba-se que o bolo-rei nasceu na Pastelaria Nacional na Praça da Figueira em Lisboa depois de uma visita a Paris do seu proprietário, Balthazar Castanheira Júnior, que ali degustou o “Gâteau des Rois”. Inspirado nessa receita, cuja origem remonta às saturnais romanas – festividades dedicadas ao deus Saturno, tendo em vista o aumento da duração dos dias logo após o Solstício de Inverno – engendra uma nova receita a que chama bolo-rei que surgiria nas prateleiras das confeitarias da capital do reino por volta de 1870. Parece que o seu sucesso imediato se deveu a opinião favorável de D. Fernando II, ao que conta grande apreciador da doçaria.

“A minha história de Natal – A magia das cartas”

“A MINHA HISTÓRIA DE NATAL – A MAGIA DAS CARTAS”

Isto de escrever…

Pediram-me que falasse sobre o que escrevi para este Natal, mas não é fácil… Talvez possa começar por dizer que acredito que a minha escrita, seja para os mais jovens ou para os adultos, cumpre uma missão: a de partilhar a minha visão do mundo. Mais! Desejo fazê-lo com uma tal abertura que permita, a quem me lê, escolher se concorda comigo ou não, ou só em parte.

Fazer isto não é simples. Muitas vezes, na literatura para crianças e jovens, tenta-se que o leitor “aprenda” a lição transmitida, inundando e rematando os textos com frases moralizantes e cheias de sabedoria (que ambição), impedindo que o leitor forme a sua própria opinião.

Mensagem de Natal de D. José Manuel Cordeiro

MENSAGEM DE NATAL DE D. JOSÉ MANUEL CORDEIRO

“A celebração do Santo Natal é oportunidade feliz e desafiante para um novo humanismo em Jesus Cristo.

Deus é carne (Jo 1,14) e quis nascer numa família humana. Maria e José acolhem a Graça Maior da divindade e da humanidade. A encarnação de Deus na vida e na história das pessoas abriu uma inédita relação do ser com e para os outros nos caminhos da santidade e da misericórdia.

O mistério do nascimento de Jesus Cristo, a Luz que nasce da Luz, espicaça constantemente a uma Igreja alegre, servidora e pobre ao serviço de todos, especialmente dos que mais precisam.

Jesus: História, Tradição, Fontes – 2

E o Verbo incarnou

E o Verbo incarnou

Jesus nasceu! O Messias veio habitar entre nós! O Nascimento de Jesus, chamado também de Natividade, é um dos mais importantes acontecimentos da história da Humanidade, um marco essencial, um dos fundamentos civilizacionais mais decisivos e essenciais na marcha de vida do mundo. Todavia, como já se referiu, o Jesus da História, o fundador do Cristianismo, diríamos, não é uma das figuras mais contempladas pelas fontes históricas, mais documentadas. O seu nascimento é ainda mais enigmático, mas não deixa de ser uma certeza histórica, noticiada por autores graves e inquestionáveis. As referências bíblicas ao nascimento de Jesus encontram-se principalmente nos Evangelhos de Lucas e Mateus, mas também em alguns textos apócrifos. Lucas (2,1-7) é mais explicativo, embora sem grandes pormenores.

Natal

Manifestação da misericórdia de Deus

Manifestação da misericórdia de Deus

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). Esta afirmação do profeta Isaías abre a Liturgia da Palavra da noite de Natal. É assim que se apresenta ao mundo o nascimento do Salvador: uma luz que ilumina as trevas e que enche de esperança aqueles que a contemplam.

O Natal é luz. É uma irrupção da luz de Deus neste nosso mundo cheio de trevas. Trevas exteriores: violências, guerras, ódios, irmãos que não se perdoam, não se falam, não convivem, não se aceitam mutuamente.

Há dois mil anos

Maria

Maria

Há mais de dois mil anos, uma mulher, de nome Maria, concebeu e deu à luz Jesus Cristo, o Filho de Deus. Graças a ela, todos nós existimos na fé cristã e a ela devemos também a existência de Cristo. Uma gravidez que mudou o rumo da História, da Fé e do Mundo. Um acreditar inequívoco, uma graça plena e divina que quebrou barreiras, desafiou regras e inundou a Humanidade de um amor eterno, infinito e misericordioso.

A ela lhe foi dada a mais bendita e difícil missão, a de ser Mãe de Jesus Cristo, aquele que foi o mais humilde dos homens e o mais poderoso dos reis. Ela que nunca duvidou da confiança que em si foi depositada, que amou o seu Filho acima de todas as coisas e que consentiu a sua partida como um bem maior.

Basílica da Estrela em Lisboa

Um presépio nada iconoclasta

Um presépio nada iconoclasta

Neste tempo de Natal, vou tentar aproximar-me do mais famoso presépio de Machado de Castro que pode ser contemplado na Basílica da Estrela, em Lisboa. A razão é um novo livro de cabeceira publicado pela PAULUS Editora, em 2015, “Encarnação e Imagem. Uma abordagem histórico-teológica a partir dos três discursos em defesa das imagens sagradas de São João Damasceno”, de Isabel Maria Alçada Cardoso.

Esse presépio é um imenso povoado composto por 500 figuras. Hoje em dia, em Portugal, já não há aldeias com tanta gente a poder ver-se ao mesmo tempo, como naquele presépio. Ali tudo é divinamente humano e tudo humanamente divino.