Category Archives: Apontamento

O Nosso Tempo

Se São Francisco fosse jornalista...

Se São Francisco fosse jornalista…

A Paz é a verdadeira notícia – tal é o mote da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2018.

E a “ oração” que se segue, adaptada da conhecida prece de São Francisco pela Paz, está incluída na mensagem do Pontífice, publicada no Vaticano a 26 de Janeiro último e que só muito recentemente li.

Dia Mundial da Língua Materna Versus Saber Escrever

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA MATERNA VERSUS SABER ESCREVER

Para professores, pais e avós

O Dia Internacional da Língua Materna foi proclamado pela UNESCO em 1999, sendo comemorado a 21 de Fevereiro, com o objectivo de promover, preservar e proteger todas as línguas faladas pelos povos em todo o mundo. A escolha do dia 21 de Fevereiro para comemorar o Dia Internacional da Língua Materna serve para lembrar a população mundial da tragédia que ocorreu em Fevereiro de 1952, na cidade de Daca, no Bangladesh. Vários estudantes foram mortos pela polícia enquanto protestavam pelo reconhecimento da sua língua – o Bengalês – como um dos dois idiomas oficiais do então Paquistão.

O Nosso Tempo

Todos os caminhos vão a Ele...

Todos os caminhos vão a Ele…

Estou a ler, do Padre James Martin SJ, um livro muito interessante que tem um título apelativo, como hoje se diz: “Um guia jesuíta sobre (quase) tudo”.

Trata-se de como aplicar, no quotidiano das nossas vidas, a espiritualidade de Santo Inácio de Loiola, o fundador da Companhia de Jesus. E o princípio fundamental de tal caminhada é este: ver Deus em tudo. O que significa naturalmente que se multiplicam as nossas vias para chegar a Ele.

Eutanásia: entre a vida e o suicídio legalizado

Projecto de morte

Projecto de morte.

O suicídio assistido – vulgo eutanásia – não é mais do que uma alternativa barata a cuidados paliativos de qualidade e em quantidade.

Não fazer dano é um dos princípios da ética médica, e quem tenta suicidar-se deve ser assistido com compaixão e ajuda.

“O suicídio não é algo que deva ser promovido, nem muito menos assistido.

Revista Mensal do Apostolado da Oração

Conheça a Cruzada

Conheça a Cruzada

Fundada em 1930, é uma revista mensal, ilustrada, com 32 páginas. Pensada, inicialmente, para as crianças e jovens, acabou por fazer sucesso junto de leitores de todas as idades. Esta revista é um dos órgãos de comunicação da Igreja Católica em Portugal com maior difusão.

Está presente junto de muitos emigrantes portugueses, tendo assinantes em 82 países. Mantém desde há longos anos uma secção mensal – “Testemunhos Vivos” – destinada a publicar cartas de leitores que testemunham o poder da fé e da confiança em Deus, nas mais diversas e, por vezes, dramáticas circunstâncias.

Humanidade em risco de aniquilação

Amnésia familiar

Amnésia familiar.

Numa época de enorme amnésia familiar e social, a Associação Famílias sugeriu um dia de “Memórias da Família”, o qual é celebrado todos os anos, no primeiro Domingo de Dezembro.

“Preservar e promover a memória familiar colectiva é trabalhar por famílias mais equilibradas e por uma sociedade contemporânea mais estável”.

Conversão de São Paulo (25 de Janeiro)

CONVERSÃO DE SÃO PAULO (25 DE JANEIRO)

Apóstolo sem fronteiras

A cidade de Tarso, situada no Sudeste da Turquia, conhecido entreposto comercial onde o Oriente e o Ocidente se encontravam para as suas trocas comerciais, viu nascer um rapaz franzino que desde pequeno se habituou a ver passar, para Damasco e Jericó, mercadores carregados de bálsamos e de especiarias.

Nele se terá ateado o desejo de conhecer aqueles caminhos, de ir por aí além em busca de outros horizontes, mas o seu caminho estava pensado para ser portador de uma outra mercadoria: ir por todo o mundo anunciar a Boa Nova do Amor de Deus-Pai por cada ser humano, escravo ou livre.

O Nosso Tempo

Como os construtores de catedrais

Como os construtores de catedrais

Com a imagem que o título desta crónica sugere, concluiu o Santo Padre, há dias, a magnífica “lição de sapiência” em que se traduziu a sua tradicional mensagem de Ano Novo, dirigida ao corpo diplomático acreditado na Santa Sé.

A ideia-síntese que tal imagem encerra é a de que, como os obreiros dos magníficos templos cristãos medievais, espalhados pela Europa, que sabiam não poder muitas vezes sobreviver (tão curta a vida para tão grande obra), para testemunhar a própria conclusão: também os seres humanos e as comunidades onde se inserem são chamados a trabalhar para um bem comum que os transcende e se projecta no futuro.

O Nosso Tempo

Os quatro Reis Magos

Os quatro Reis Magos.

Não, não me enganei, nem li mal a narrativa bíblica da Natividade. Eram três Reis Magos visíveis. Um era invisível. Não se vê no presépio. E não oferece nada comparável com ouro, incenso e mirra. Tem estado oculto e é cada um de nós, com as nossas ofertas de sempre: de dúvidas, angústias, tropeções, quedas, mesmo descrença. E por vezes, pequenos sucessos de abnegação e generosidade. Foi aliás o rei mago invisível, esta pobre humanidade que nos é comum, que selou o destino do Menino e o levou à Cruz. Assim acreditamos nós ,os cristãos.

Pura e Simplesmente Natal

PURA E SIMPLESMENTE NATAL

O Evangelho ressalta: «O Verbo que se fez carne e habitou entre nós».

A Encarnação do «Verbo» foi a maior revelação de Deus. Na face de Cristo brilha em plenitude a glória do Pai. (Jo., 1, 1-18).

É um Hino cristológico, pelo qual a comunidade cristã expressava a sua fé em Cristo enquanto Palavra viva de Deus, a sua origem divina, a sua influência no mundo e na história, possibilitando aos homens que o acolhem e escutam tornarem-se “filhos de Deus”.

Muito de nós é família

Muito de nós é família

Os meus filhos são únicos. São mesmo únicos e, apesar do esforço para que as regras e os valores sejam iguais para todos, não é verdade que eu sou a mesma mãe para todos e que a nossa educação é igual para todos. Educar é ajudar a crescer e, para crescer, cada filho precisa de coisas distintas, com ritmos diferentes, em doses específicas. Talvez, por isso, importe ir parando para olhar para cada um deles com toda a atenção.

Todos são completamente diferentes em temperamento, modo de fazer, nível de confiança e apetências (pelo menos, naqueles que já é possível apreciar este tipo de questões), mas todos têm algo que me transporta para mim própria, que me transporta para o meu marido ou para algum familiar mais próximo.

O Nosso Tempo

Conversas comigo mesmo

Conversas comigo mesmo

Quem gosta de converter em texto escrito as suas reflexões sobre a vida, sobre os acontecimentos, sobre as pessoas, sobre o modo enfim como cada um questiona os caminhos do mundo e assim interpela o seu próprio tempo – quem gosta de fazer isso cai muitas vezes na tentação de simplificar. Isto é, de tentar abrir as portas do entendimento com uma única chave: a da economia, a da política, a da filosofia, a da literatura, a das artes em geral, etc. etc.

Para os respectivos fiéis ou praticantes, cada uma destas vias tem valor quase absoluto.

Capa 17-11-17

Capa 17-11-17

O Nosso Tempo

Quem pode contar as estrelas?

Quem pode contar as estrelas?

Uns vivem só o presente, acreditando na estrita realidade do coração que pulsa, enquanto pulsa. A morte? É o sono de que não se desperta, a noite sem dia seguinte. Outros apostam na Ciência e acreditam que um dia poderemos contar as estrelas. Todas.

Depois há os falsos profetas. Jesus alertou os seus contemporâneos, e as gerações futuras, para o perigo dos falsos profetas.

O Nosso Tempo

Crónica do juiz distraído

Crónica do juiz distraído

Correu há tempos, nas redes sociais em Portugal, apelando à adesão de subscritores (e foram milhares os que responderam…), uma petição pública para que fosse sujeito a reprovação disciplinar o juiz que, em processo clamoroso de violência doméstica, interposto por mulher agredida pelo marido e pelo amante – em estranho conluio – resolveu perorar, na sentença, sobre o adultério. E criticar a adúltera, em vez de fustigar a agressão e de punir os agressores.

Isto é, o Meritíssimo enganou-se de perspectiva e julgou-se Deus…