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Padre João Eleutério

PADRE JOÃO ELEUTÉRIO

É preciso maturidade eclesial para dar resposta às necessidades.

Uma entidade inteira, mas activa e irreverente. É esta a visão da Igreja que o padre João Eleutério alimenta. O antigo director da Faculdade de Teologia da Universidade de São José regressa a Portugal no final de Janeiro, depois de quase dez anos em Macau. Doutorado em Teologia e em História das Religiões, o sacerdote vai coordenar o programa de doutoramentos da Universidade Católica Portuguesa. Da passagem pela Ásia, o padre João Eleutério leva o registo de uma realidade desafiante e também um enorme capital de esperança. O ainda professor da USJ acredita que o acordo entre a Santa Sé e o Vaticano anunciado em Setembro abre as portas à reconciliação dos católicos chineses e defende que a criatividade do Espírito Santo é o melhor trunfo de que a Igreja dispõe para chegar ao coração dos fieis.

A música como fonte evangelizadora, Lugar de culto e oração

Hinos de louvor

Hinos de louvor.

A música ocupa um lugar privilegiado no nosso dia-a-dia, transportando-nos muitas vezes no tempo; liga-nos a momentos que despertam em nós sentimentos, por vezes adormecidos, nostálgicos e marcantes das nossas vidas. A música é um verdadeiro palco de emoções – alegria, tristeza, paz… No campo espiritual, a música é capaz de elevar-nos, transforma a nossa oração e amplia o nosso amor por Deus. Quando louvamos a Deus pelo canto e pela música, louvamos sempre com emoção. Como disse Santo Agostinho, «quem canta, reza duas vezes».

Doutrina Social da Igreja pode tornar iniciativa de Pequim mais humanas e sustentável

“Faixa e Rota”, para além da economia

“Faixa e Rota”, para além da economia.

A Doutrina Social da Igreja pode dar à iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” uma dimensão mais humana e ajudar a fazer com que o crescimento económico, associado ao programa de criação de infra-estruturas impulsionado pelo Governo de Pequim, adquira uma faceta mais sustentável.

O contributo da Igreja Católica para a “Faixa e Rota” esteve no final da semana passada em análise ao longo de dois dias, no âmbito de um simpósio promovido pelo Instituto Ricci de Macau. Subordinada ao tema “Explorar a iniciativa Uma Faixa, Uma Rota: O Desafio da Comunicação e do Intercâmbio Cultural”, a iniciativa reuniu no território académicos e especialistas em representação de diversos quadrantes e oriundos de vários pontos do planeta.

Sociedade Missionária Irlandesa celebrou Cem Anos

Columbanos reafirmam compromisso com a China

Columbanos reafirmam compromisso com a China.

Uma missa solene de Acção de Graças, celebrada no passado dia 23 de Novembro, na catedral da Imaculada Conceição, em Hong Kong, encerrou as comemorações do centenário da Sociedade Missionária de São Columbano, uma congregação religiosa criada na Irlanda com o ambicioso desígnio de evangelizar a China.

A Eucaristia, celebrada no dia em que a Igreja Católica comemora a festa de São Columbano, foi presidida pelo bispo de Hong Kong, D. Michael Yeung, e teve como concelebrante o cardeal D. John Tong. Na cerimónia participaram vários sacerdotes diocesanos e ainda missionários de outras comunidades religiosas, explicou a’O CLARIM o novo director da Sociedade Missionária de São Columbano em Hong Kong.

Opinião

Grupo Arriva e outros quotidianos

Grupo Arriva e outros quotidianos.

  1. Ainda há quem tenha o descaramento de afirmar que a má-educação e a desconfiança é toda nossa. Não, não é. Até somos um povo bem educado. É vê-los, aos turistas, assim como não querem a coisa, a passarem à frente dos residentes nas filas dos transportes públicos sem que estes – mansos – lhes travem o passo. O cenário é bastante comum numa das mais concorridas paragens da Costa de Caparica, destino servido pelo consórcio britânico Arriva, subsidiário da Deutsche Bahn, empresa alemã especializada em transportes públicos, e agora dona da TST – Transportes Sul do Tejo. Aproveitariam os boches, com este negócio, para dar vazão aos autocarros usados lá da terra deles que à nossa chegaram com os ares condicionados avariados e a suspensões estouradas. Já os vi circular com o visor indicativo do destino avariado e, como alternativa, essa fundamental informação impressa (quando não é rabiscada a lapiseira) numa folha A4 plastificada afixada ao vidro da frente. E isto, para não falarmos da já crónica falta de pontualidade. Há dias éramos umas sessenta pessoas a aguardar durante uma hora e meia a chegada de um autocarro que é suposto passar de vinte em vinte minutos. Quando pergunto ao motorista qual a razão do atraso, este ironiza. «Só uma hora!? Olhe, e eu estou aqui há duas horas e meia!». Digo-lhe então, enquanto mostro o bilhete recarregável, «desta não vez não pago», e ele encolhe os ombros: «faça como quiser!». Bem o entendo. Como todos os utentes, também o motorista é vítima de uma péssima gestão que confortavelmente se esconde atrás de uma dita “eficiência germânica” que não admite contestações.

Capa 30-11-18

Capa 30-11-18

Cantata Macau 2018 arranca a 6 de Dezembro

O maior de sempre

O maior de sempre

A terceira edição do Festival Internacional de Coros de Macau, Cantata Macau 2018, vai ter lugar entre os dias 6 e 9 de Dezembro.

Nas edições anteriores, o Festival conseguiu atrair a presença de alguns dos mais reputados coros de nível internacional.

Este ano irão estar em Macau mais de quatrocentos coristas, integrados em catorze coros, provenientes de oito países. Segundo a organização, trata-se do maior festival de coros realizado até ao momento.

Passeios por Havana – 8

PASSEIOS POR HAVANA – 8

Comandante Abrantes e a Punta del Macao

Em Havana as estátuas e as placas de rua parecem ter vida própria. E também nesta cidade, como acontecera anos antes no Rio de Janeiro, deparo com veios de escorreita filosofia de parede. Na carioca urbe era um tal de Profeta Gentileza a cobrir os cinzentos e frios pilares do viaduto junto ao Terminal Rodoviário Novo Rio com quadras suas; aqui, na capital cubana, são, de autor incógnito, umas quantas máximas assertivas num nicho de parede. Letras ligadas umas às outras; a diferenciá-las cores apenas; o seguinte está inscrito: “O bom pai ensina o seu filho a trabalhar e a ter vergonha para que tenha honradez e educação porque assim para ele a porta do bem está aberta. O mau pai ensina o seu filho a ser uma pessoa vulgar sem escrúpulos e por isso espera-o aberta a porta do castigo ou a cadeia ou o cemitério”.

Papa afirmou na Solenidade de Cristo-Rei

PAPA AFIRMOU NA SOLENIDADE DE CRISTO-REI

«O Universo não avança ao acaso»

O Papa assinalou, no passado Domingo, a Solenidade de Cristo-Rei, com que se conclui o ano litúrgico na Igreja Católica, e disse que o Universo «não avança ao acaso».

Falando desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação do Angelus, Francisco sublinhou que esta celebração «recorda que a vida da criação não avança ao acaso, mas dirige-se para uma meta final, a manifestação definitiva de Cristo, Senhor da história e de toda a criação».

Numa reflexão sobre a realeza de Cristo e do seu reino, o Papa referiu que, em toda a sua vida, foi «evidente» que Jesus «não teve ambições políticas. Para Jesus, o reino é algo diferente e não se realiza, certamente, com a revolta, a violência e a força das armas».

Rota dos 500 Anos

Rota dos 500 Anos

Natal é em Suffisant

Uma semana se passou no ancoradouro de Spanish Waters, aqui em Curaçao, sem que muito tenha sido feito no que respeita a preparativos para as próximas etapas.

O veleiro, que aparentava estar em boas condições, revelou problemas no motor, que de uma forma ou de outra eram já esperados, pois o mesmo aconteceu em 2016. Tal obrigou-nos a fazer o percurso entre a capital de Curaçao, Willemstad, e a lagoa de Spanish Waters – são cerca de dez milhas – sempre à vela contra o vento.

Fotolegenda

USJ VISITOU GABINETE DE LIGAÇÃO

USJ VISITOU GABINETE DE LIGAÇÃO

Uma delegação da Universidade de São José, liderada pelo reitor da instituição, padre Peter Stilwell, foi recebida pelo vice-director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau. Durante o encontro, Xue Xiaofeng manifestou apreço pelo contributo significativo da USJ na formação de talentos locais e no desenvolvimento da sociedade de Macau.

Teologia, Uma dentada de cada vez (10)

TEOLOGIA, UMA DENTADA DE CADA VEZ (10)

Credenciais

Jesus afirma ser Deus. E como é que Ele o prova? Que credenciais é que apresenta? Podemos apresentar duas: Milagres e Profecias.

MILAGRES – Jesus não demonstrou apenas grande sabedoria. Ele apoiava as Suas palavras com acções prodigiosas. São Marcos diz-nos «como Ele começou a ensinar na sinagoga num sábado [Sabbath – sábado, dia sagrado dos judeus], e muitos dos que o ouviam ficaram espantados, questionando “onde é que este Homem foi buscar tudo isto? De onde Lhe veio todo este conhecimento? [ou: quem foi que Lhe deu todo este conhecimento?] Que obras prodigiosas serão feitas pelas Suas mãos!”. (Marcos 6:2)».

Bengala e o Reino do Dragão – 54

BENGALA E O REINO DO DRAGÃO – 54

A ilha dos tubarões

No local onde buscaram refúgio os fugitivos de Hugli, a ilha de Saugar (Sagar), todos os anos se realizava uma festividade hindu no decurso da qual os mais devotos, num gesto extremo de sacrifício aos seus sedentos deuses, se lançavam aos tubarões para que estes os devorassem. Este género de práticas vem retratado várias vezes nas páginas da “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto. Nessa ilha onde ninguém ousava viver com medo das incursões dos levantados portugueses de Dianga encontrou porto seguro a gente de Hugli. Abundava água de boa qualidade e era grande a quantidade de árvores de fruto. Uns quantos templos, visitados uma vez por ano pelos peregrinos, apresentavam-se como as únicas construções visíveis e em termos estratégicos o sítio rondava a excelência – não o podia atacar exército algum vindo por terra. Do ponto de vista comercial sobravam vantagens: estava Saugar a curta distância da aldeia de Hijli, frente à qual naufragara o navio onde viajava frei Sebastião Manrique, a caminho de Hugli.

Leon Tolstói – “A Morte de Ivan Ilitch”

LEON TOLSTÓI – “A MORTE DE IVAN ILITCH”

Do consumismo ao vazio

Um pequeno grande livro, um romance em que o autor aborda quase tudo sobre a vida e a morte, num reduzido número de páginas.

A cadência duma vida normal de trabalho, de família e de sucesso, fazem do herói desta obra um homem vulgar, banal, satisfeito, feliz e serenamente instalado, sem necessidade de se interrogar sobre o sentido da sua existência.

Monsenhor Bernard PetitJean, MEP

MONSENHOR BERNARD PETITJEAN, MEP

O Renascimento Missionário no Japão

Ao ouvir estas duas frases, «Nós temos o mesmo coração que tu!» e «Onde está a imagem de Santa Maria?», o seu coração estremeceu, o seu zelo missionário abrasou-se e o seu amor pelo Japão não mais esmoreceu. O padre Bernard-Thadée Petitjean, das Missões Estrangeiras de Paris (MEP), experimentou aqui, na primeira pessoa, o ponto de chegada dos elos de transmissão de uma fé escondida, encriptada ao longo de séculos. No Japão, uma terra linda, uma aguarela natural, mas que se revelara agreste e fechada para a novidade do Evangelho. Mas a semente caiu à terra…