Category Archives: Opinião

Opinião

Uma boa notícia... para alguns

Uma boa notícia… para alguns

O anúncio da possível extensão dos mandatos presidenciais na China não caiu bem em vários sectores da vida pública de Macau. A consolidação de poder nunca é vista com bons olhos, ainda por cima num país como a República Popular da China que, embora não seja uma democracia, tem primado pelo rejuvenescimento das suas lideranças.

Ao que tudo indica, a filosofia do Partido Comunista Chinês terá mudado de rumo.

Basta! Portugal não quer voltar a arder

Basta! Portugal não quer voltar a arder

Depois dos incêndios florestais do Verão e do Outono, que causaram mais de uma centena de vítimas humanas e imensos prejuízos materiais, superiores a mil milhões de euros, dos quais apenas um quarto estavam cobertos por seguros, Governo e populações em geral parecem ter “acordado” para o combate ao drama destes incêndios que nos flagelam há muitas décadas.

Já Agora

Por que não se ouve a Igreja Anglicana em Hong Kong?

Por que não se ouve a Igreja Anglicana em Hong Kong?

Nas últimas semanas várias foram as notícias sobre a deslocação do cardeal D. Joseph Zen ao Vaticano. Também o actual bispo de Hong Kong, Michael Yeung, esteve na Santa Sé, embora esta visita não tenha recebido o mesmo destaque por parte dos Órgãos de Comunicação Social.

Muito se escreveu – e pouco se esclareceu – sobre as declarações proferidas em Roma por D. Joseph Zen, principalmente no que respeita ao posicionamento da Igreja Católica em relação à República Popular da China.

Opinião

Um pequeno passo para Macau

Um pequeno passo para Macau

Numa época em que Macau tem passado por graves problemas de poluição atmosférica, o Governo anunciou a abertura de um concurso público para a concessão de cem alvarás para táxis, com a particularidade de serem movidos a energia eléctrica. Trata-se de uma excelente notícia, tendo em conta que não só vai ao encontro de uma promessa plasmada nas Linhas de Acção Governativa para 2018, como a nova medida promove um ambiente – diria – mais saudável a todos os níveis.

Opinião

Renascer das cinzas

Renascer das cinzas

Uma família portuguesa de Macau passou por uma situação de grande aflição na madrugada do passado dia 10 de Janeiro, devido a um incêndio que destruiu o apartamento onde habitava, no edifício Cattleya do complexo residencial Ocean Gardens.

Os pertences, sonhos, esperanças e esforços deste casal terão sido levados pelas labaredas das chamas, mas apesar de toda a tragédia, que se lamenta, está o facto de poder refazer a vida sem nada de mais grave ter ocorrido (infelizmente houve um gato que não resistiu à inalação dos fumos).

O futebol político

O futebol político

Gosto de ver futebol, embora quase sempre o faça sentado num sofá frente à televisão. Não conheço o nome da maior parte dos jogadores e raramente sei identificar o clube a que pertencem, a não ser pela cor das camisolas. Não sou sócio de nenhum clube desportivo, embora nutra um especial carinho por um clube que acompanhou a minha infância e que fica sempre na metade inferior da tabela. Fico tenso, grito e esperneio, contente ou triste, quando acompanho o jogo da minha verdadeira equipa, a Selecção Nacional!

Tudo isto para dizer que gosto de futebol bem disputado, entre equipas que competem e não se combatem.

O mau, o bom e o assim, assim

O mau, o bom e o assim, assim

Com a aproximação do Fórum Económico Internacional, que vai juntar em Davos (Suíça), nos fins de Janeiro, os principais líderes políticos e empresariais do mundo, foi publicado um relatório internacional de uma organização não-governamental, a Oxfam, que nos dá conta dos profundos desequilíbrios sociais no mundo.

Mais de 80 por cento da riqueza criada no mundo em 2017 foi “engordar” os mais ricos, que representam apenas 1 por cento da população mundial. A riqueza obtida em 2017, por esse grupo restrito de multimilionários, dava para acabar, mais de sete vezes, com a pobreza extrema que grassa no nosso planeta.

Olhando em Redor

Poluição para inglês ver

Poluição para inglês ver

Macau voltou esta semana a ser afectada por uma enorme poluição atmosférica, registando concentrações máximas de partículas no ar muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Já em Maio do ano passado idêntico problema tinha surgido, sem que as autoridades governamentais da RAEM tivessem, desde então, feito algo de significativo para minimizar o problema, o qual é de difícil solução mas pode ser minimizado.

Opinião

Drones na cadeia

Drones na cadeia

Depois de descoberto um caso de tráfico de droga envolvendo dois detidos em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Coloane e um terceiro indivíduo que aguardava julgamento em liberdade, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, anunciou – e bem – a revisão das medidas de inspecção e detecção aplicadas ao pessoal que se movimenta nas zonas prisionais.

Ao que indica a investigação, foram usados quatros telemóveis contrabandeados para dentro da prisão, que colocavam os dois detidos em contacto com o cúmplice que estava em liberdade, expediente este utilizado para gerirem um esquema de tráfico de estupefacientes.

Ganhou o PSD. Perdeu o PPD.

Ganhou o PSD. Perdeu o PPD.

Ganhou o PSD. Perdeu o PPD.

O Partido Social Democrata tem novo presidente!

No último sábado, com uma diferença de dez pontos percentuais em relação ao seu adversário, os militantes do PSD elegeram Rui Rio para presidir aos destinos do seu partido. Para trás ficou, mais uma vez, o “persistente” Santana Lopes e… RRR (Rui Rio ‘Riu’)!

Em crónica anterior já havia tecido algumas considerações sobre a pobreza dos debates televisivos entre os dois candidatos à liderança daquele que é, por enquanto, o maior partido político português.

Rui Rio ou Santana Lopes? O “diabo” que escolha!

Rui Rio ou Santana Lopes? O “diabo” que escolha!

O recente debate televisivo entre os dois candidatos à liderança do PSD português confirmou aquilo que já se pressentia. Qualquer dos candidatos estava mais interessado em não ferir as susceptibilidades do seu eventual eleitorado no interior do partido, avaliado por vários estudos internos, do que falar sobre o seu próprio projecto para Portugal, no caso de sair vencedor destas eleições internas e, mais tarde, ser o partido vencedor das próximas eleições legislativas nacionais, assumindo o lugar de primeiro-ministro.

De qualquer forma e independentemente das reservas dos candidatos quanto ao essencial do futuro político e económico do País, foram notórias as diferenças de estilos entre os dois.

Bagaceiros, encenador Lagarto e o Paiva na NASA

Bagaceiros, encenador Lagarto e o Paiva na NASA

Em tempos assisti a um interessante documentário sobre uma casta muito especial de madeirenses. Falo dos ilhéus convertidos ao protestantismo no século XIX que, vítimas de perseguição, abandonaram o arquipélago em 1846, tendo buscado refúgio no continente americano numa peregrinação rumo a oeste. Primeiro em Trinidad e Tobago. Depois em Springfield, no Estado de Illinois. Daí para São Francisco foi um passo. E da Califórnia para o Havai, outro. Nessa ilha do Pacífico passaram a ser conhecidos por “bagaços” ou “bagaceiros”. Os responsáveis pelo termo pejorativo eram outros portugueses, madeirenses como eles, mas católicos, que tinham rumado ali em vagas sucessivas para trabalhar nas plantações da cana-de-açúcar na sequência de um acordo assinado entre os monarcas havaiano e português.

A questão do Graffiti

O que é arte e o que não é

O que é arte e o que não é.

Aqui há uns anos foi elevada à condição de manifestação artística uma das mais destrutivas formas de vandalismo que impunemente tem vindo a atentar contra o património arquitectónico e a poluir visualmente Portugal de norte a sul, com maior incidência nas zonas metropolitanas. Refiro-me aos graffiti sem nexo desenhados em tudo que seja parede acabada de pintar, granito secular, monumento, fachada de igreja, câmara municipal ou painel de azulejo de tradição muito nossa.

Segundas mãos e outras máquinas

Segundas mãos e outras máquinas

Num desses fascículos publicados nos jornais numa época em que se recorria a mil e tantas tentativas de vendas – sim, os tais que se encadernavam posteriormente dando origem a excelentes enciclopédias – fui confrontado com uma série de feitos da humanidade em determinadas áreas, facto que me provocou logo comichão na extremidade do lóbulo da orelha esquerda, sinal de curiosidade espevitada. Ora, apesar de se destinarem a leitores nacionais, embora a proveniência seja estrangeira (valham-nos os intérpretes!), nesses fascículos não se fazia uma única menção a portugueses ou a qualquer personagem que em Portugal tenha medrado.

Os bons, os maus e os assim, assim

Os bons, os maus e os assim, assim

De um tórrido e prolongado Verão que secou Portugal e criou condições para uma das maiores vagas de incêndios, que mataram dezenas de portugueses e desfizeram em cinzas uma grande parte das florestas, casas, fábricas e gado, passando pela recente tempestade denominada “Ana” que, ao passar pelo País, causou um morto, vários feridos e bastantes prejuízos materiais, Portugal tem sido uma vítima bem castigada pelas alterações climáticas, que alguns responsáveis pelo actual estado de coisas tentam minimizar.