Category Archives: Ásia

Domingo de Ramos em Larantuca

DOMINGO DE RAMOS EM LARANTUCA

Minggu Ramu e a Confraria do Rosário

Em Larantuca, no extremo leste da Ilha das Flores, Indonésia, a tradição pascal remonta ao século XVII, aquando da chegada de dezenas de famílias católicas, portuguesas e mestiças, refugiadas de Macassar, nas ilhas Celebes, na sequência da ocupação holandesa, em 1660. Mas antes das Celebes, a tão celebrada Malaca portuguesa, anterior a 1641, fora chão pátrio de muita dessa gente que dali trouxera tradições, ícones e a devoção a Nossa Senhora do Rosário, um culto que subsiste hoje com uma intensidade igual à de outros tempos. Orientada pelo dominicano frei Lucas da Cruz – que conseguiu reunir os valiosos objectos de culto resgatados da igreja de São Domingos de Surian, em Macassar – essa leva de refugiados veio reforçar a comunidade católica já existente em Larantuca.

Religiões do subcontinente indiano

Os nossos orientalistas ignorados

Os nossos orientalistas ignorados

No que diz respeito à divulgação das religiões não-cristãs na Europa, os portugueses precederam, em duzentos e trezentos anos, os orientalistas franceses, belgas e ingleses, se bem que nos estudos publicados ao longo dos séculos XIX e XX muito raramente os seus nomes são mencionados.

Diogo de Couto, na sua obra “Década da Ásia”, no capítulo dedicado à História da Índia, e a propósito do Pico de Adão, no Ceilão, identifica o célebre São Josaphate, ou São Josafá, até à altura considerado cristão, com Buda Sidarta Gautama. Na realidade, a lenda de Josafá é uma versão medieval da vida de Buda. A história seria inicialmente islamizada, como “a lenda de Bilahwar e Budasaf”, e, em seguida, passará para a ficção cristã, como “a lenda de Barlaão e Josafá”.

Pré-Quaresma no seminário de Ledalero

A força do vínculo religioso

A força do vínculo religioso.

Aqui há uns anos, aquando a minha viagem pela Indonésia em busca do legado português naquele arquipélago, assisti a um casamento entre dois membros da comunidade luso-descendente de Maumere, capital da ilha das Flores. Estávamos a breves dias do início da Quaresma e essa era a última cerimónia mundana antes do período de reflexão e jejum, preceitos que aquela comunidade católica leva bastante a peito.

O padre que presidiu ao casamento quis saber coisas acerca de Portugal pois iria passar um ano em Lisboa, «para aprender Português». Moçambique era terra de futura missão.

Lembrar o apoio da Igreja Católica a Aung San Suu Kyi

LEMBRAR O APOIO DA IGREJA CATÓLICA A AUNG SAN SUU KYI

Um momento histórico.

Numa altura em que o povo de Myanmar vira uma importante página da sua história conduzindo ao poder Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz e incansável lutadora pela democracia naquele país, evoquemos aqui a oposição à ditadura militar manifestada desde sempre pela Igreja Católica local, aqui representada pelo já falecido bispo de Mandalay, D. Alphonse U Than Aung, descendente de portugueses.

Quando o conheci, no âmbito das minhas investigações sobre a comunidade bayingyi (luso-descendentes), lembrou-me que os generais tinham as universidades fechadas há mais de um ano.

500 anos da chegada dos portugueses a Timor

O Factor Étnico

O Factor Étnico

Em Timor nada é o que parece. Nem nada acontece por acaso. Tão pouco surpreendem os constantes e confusos conflitos inter-étnicos que deixam baralhado o visitante menos informado. Mesmo após a chegada dos portugueses, em 1514, em busca do sândalo, e até às campanhas no interior do governador José Celestino da Silva, já nos finais do século XIX, mantinha-se constante o estado de guerra entre as diversas etnias que habitavam a ilha, sendo o poder exercido, nesse tipo de sociedade, através das linhagens encabeçadas pelos liurais, os chefes tribais. A dança Loro-sa’e, por exemplo, é uma dança guerreira que celebrava uma vitória a qual, outrora, terminava com o corte das cabeças aos prisioneiros inimigos. Essa rivalidade étnica é hoje um verdadeiro calcanhar de Aquiles numa nação que teima em se encontrar.

500 anos da chegada dos portugueses a Timor

Da Grande Guerra à Independência

Da Grande Guerra à Independência

Com a entrada dos japoneses na Segunda Guerra Mundial (1941) as tropas australianas e holandesas desembarcaram em Díli alegando uma ameaça iminente para a Austrália, apesar dos protestos do Governo português. Foi o pretexto para os japoneses invadirem Timor e ai permanecerem desde Fevereiro de 1942 até Setembro de 1945, com consequências catastróficas para a população local. Os régulos Dom Aleixo Corte-Real e Dom Jeremias de Lucas, dois dos mais ilustres timorenses, pagaram com a vida a sua fidelidade a Portugal. Fala-se de um liurau que enfrentou o pelotão de fuzilamento envolvido na bandeira nacional.

Durante a ocupação japonesa, o governador Manuel de Abreu Ferreira Carvalho ficou confinado no palácio de Lahane, incapaz de comunicar com o Governo da República através de Macau, porque os japoneses tinham sob seu controlo a estação de rádio.

500 anos da chegada dos Portugueses a Timor

O corte do cordão umbilical com Macau

O corte do cordão umbilical com Macau

Prosseguimos esta semana com a passagem em revista da história de Timor e a sua relação com Macau no último meio milénio.

Em 1769 os holandeses ocuparam a metade ocidental de Timor e pressionaram os portugueses aquartelados em Lifau, no enclave de Ocussi, forçando o governador António José Teles de Meneses a transferir a capital para Díli. A situação de conflito permanente perdurou em Timor até 1912, embora o avanço dos holandeses tenha estancado em Atapupu, ocupada em 1818, hoje parte de Timor Oeste.

500 anos da chegada dos Portugueses a Timor

500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES A TIMOR

Macau e a Ilha do Sândalo.

Após a conquista de Malaca, em 1511, o caminho para as ilhas Molucas e outras áreas de produção das tão apetecidas especiarias torna-se acessível ao empreendimento português. A primeira expedição comercial rumo às Índias Orientais data de 1512 e tem como destino as Molucas, sendo pouco provável que tivesse havido uma paragem em Timor, onde havia abundância de sândalo. A chegada oficial dos portugueses a esta ilha ocorreu em 1515. Além do sândalo, o mel e a cera eram outros produtos locais bastante apetecíveis. Produtos – transaccionados por objectos em algodão e metal, facas, espadas e machados – que tinham Malaca como destino.

Cristãos no Médio Oriente

CRISTÃOS NO MÉDIO ORIENTE

Uma comunidade desunida

Nos últimos tempos, sobretudo após a implantação, nas férteis planícies da Mesopotâmia, do tenebroso Estado Islâmico, as esquecidas comunidades cristãs de tão instável região têm sido notícia, e não pelos melhores motivos. A contabilidade é pesada: são aos milhares, as vítimas dos fanáticos e cruéis algozes. Homens, mulheres e crianças que pouco contam para as agências noticiosas internacionais, habituadas a resumir as questões do Médio Oriente ao conflito israelo-árabe, à eterna dicotomia muçulmano-judeu. Como se não bastasse, esses cristãos padecem de uma enorme maleita: a desunião.

Museu do Oriente: Arte têxtil indonésia em exposição

MUSEU DO ORIENTE: ARTE TÊXTIL INDONÉSIA EM EXPOSIÇÃO

A linguagem dos ikat

Encontra-se patente no Museu do Oriente, até 25 de Janeiro, uma interessante e inédita mostra de arte popular. “Linguagens Tecidas” é a primeira exposição a nível mundial exclusivamente consagrada, com um pendor intencionalmente pedagógico, aos têxteis ikat de tradição indonésia. Extremamente onerosos e de difícil confecção, continuam tão misteriosos como há quinhentos anos, aquando a sua “descoberta” pelo olhar dos ocidentais.

Portugal – Vietname, 500 anos de História

PORTUGAL – VIETNAME, 500 ANOS DE HISTÓRIA Os aliados Putao-Nhá

Os aliados Putao-Nhá

Com o alto patrocínio da Presidência da República, assinalam-se, em 2015, os 500 anos das relações históricas entre Portugal e o Vietname, a outrora Conchichina.

Obama e Xi Jinping reuniram em Pequim

OBAMA E XI JINPING REUNIRAM EM PEQUIM

Aproximação estratégica

Os Presidentes da China e dos Estados Unidos reuniram-se no Grande Palácio do Povo, em Pequim, para uma nova ronda de conversações.

Xi Jinping e o homólogo norte-americano, Barack Obama, tiveram um primeiro encontro informal na terça-feira à noite, após a cimeira anual da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico), que reuniu na capital chinesa líderes de 21 países e regiões do anel do Pacífico.

Visita do Papa à Coreia do Sul

VISITA DO PAPA À COREIA DO SUL

Ásia: um continente, vários caminhos do Cristianismo

Nas Filipinas e em Timor quase todos são cristãos. Já no Japão só 1%. A Coreia do Sul é uma nação missionária. E a China surpreende. É assim o continente que o Papa visita desde ontem até segunda-feira.

Se na Europa o número de católicos tem vindo a diminuir o mesmo não se pode dizer do que se passa no outro lado do globo. A Ásia é a região com maior crescimento da população católica, indicam dados do Vaticano relativos ao ano de 2012.

D. Duarte Pio condecorou a comunidade Luso-Tailandesa em Banguecoque

D. DUARTE PIO CONDECOROU A COMUNIDADE LUSO-TAILANDESA EM BANGUECOQUE

Real portugalidade

O herdeiro da Coroa Portuguesa, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, condecorou na passada sexta-feira a comunidade luso-tailandesa da Imaculada Conceição, em Banguecoque, com a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

«Nós, os luso-descendentes, estamos muito orgulhosos da nossa herança e da nossa fé em Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que nos tem dado desde 1674 a sua bênção, quando esta terra foi concedida pelo Rei Narai, o Grande, aos portugueses para a construção desta comunidade de fé», disse Net Wongngernyuang Dias, em representação da comunidade local.