Category Archives: Opinião

Guardado está o bocado para quem o há-de comer

Guardado está o bocado para quem o há-de comer

Portugal está no seu melhor! Após ano e meio de governação, a chamada “geringonça” não pára de dar boas notícias aos portugueses.

No domínio das finanças, da economia e do bem-estar social, este Governo socialista, apoiado no Parlamento pela CDU e pelo Bloco de Esquerda, conseguiu inverter a situação do País, tornando-o mais próspero, mais controlado financeiramente e em conformidade com as regras que nos têm sido determinadas pela União Europeia, à qual queremos pertencer, sem a deixarmos de a poder criticar.

Já Agora!

Valores fortalecidos

Valores fortalecidos

No passado dia 13 de Maio tive a oportunidade única de estar presente em dois dos acontecimentos mais marcantes da vida do Portugal contemporâneo: a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições de Fátima, e a conquista inédita de um tetra-campeonato pelo Sport Lisboa e Benfica. A juntar a isto, devido ao facto de me encontrar num fuso horário dito “normal”, consegui assistir, em directo, à votação das canções concorrentes ao Festival da Eurovisão em Kiev, na Ucrânia, que ditou a vitória de Salvador Sobral.

Tudo está bem, quando acaba bem!

Tudo está bem, quando acaba bem!

Tudo está bem, quando acaba bem!

Devido à nossa desconfiança característica, para com as soluções apontadas para resolver os nossos problemas, dizemos habitualmente que “tudo está bem, quando acaba bem!”, ou seja, comentários finais, só no fim do jogo!

Até agora, dentro das actuais circunstâncias em que Portugal está envolvido, o Governo português (cautelosamente) tem conseguido cumprir as expectativas que criou:

A taxa de desemprego continua a descer, situando-se abaixo dos dez por cento, o que é a mais baixa desde Abril de 2009.

Portugal e os Assuntos Asiáticos

Foto: Joaquim Magalhães de Castro

Desinteresse e falta de estudo

Não encontro explicação para o contínuo estado de desinformação em Portugal quanto a matérias relacionadas com sua já ancestral presença no continente em que todos nós, residentes de Macau, escolhemos viver. Países como a Holanda, a França e a Inglaterra chegaram mais tarde à Ásia, e alguns deles, caso da Dinamarca, tiveram nela um impacto praticamente diminuto. Contudo, em todos esses países vemos grandes institutos de Estudos Asiáticos financeiramente suportados pelos próprios Governos.

25 de Abril sem preconceito

25 de Abril sem preconceito

Muitos acontecimentos nacionais e sobretudo internacionais mereceriam hoje um meu comentário, mas não podia deixar passar a data histórica do 25 de Abril de 1974, sem evocar a comemoração de um dia que representou tanto… para quase toda a gente.

E quando digo quase toda a gente estou a lembrar-me de dois tipos distintos de pessoas: os privilegiados do antigo regime, que excluo da satisfação geral pela data e muitos daqueles que, nas antigas colónias, tiveram que regressar ao País, despojados de tudo o que tinham adquirido, após uma intensa vida de labuta, culpabilizando o golpe militar por tudo o que lhes aconteceu.

Olhando em Redor

A importância de Macau

A importância de Macau

Macau é vista por muitos “opinion-makers” como um território com pouco importância no papel geoestratégico da Grande China. Isto para além da sua vocação desempenhada nas últimas seis décadas e impulsionada a partir da transferência de poderes: a indústria do Jogo.

Erro crasso para quem pensa assim. Com efeito, Macau representa mais do que um minúsculo ponto no mapa onde o capitalismo puro e duro tem dado cartas e imposto as suas regras, pese embora os derradeiros reveses sofridos com medidas bastante específicas que têm como objectivo promover a harmonia social, como foi o caso da última revisão da Lei de Terras.

Olhando em Redor

É este o caminho

É este o caminho

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, depois de o ter feito em 2013, voltou no ano passado a recomendar que, ao abrigo da Convenção da ONU contra a Corrupção, a RAEM avance com a produção legislativa de “um novo crime independente para punir os indivíduos que negoceiem com recurso ao tráfico de influências”.

A sugestão, cuja implementação visa “fortalecer e consolidar a eficácia do funcionamento dos mecanismos anti-corrupção”, foi comunicada numa reunião em Viena (Áustria), onde a RAEM participou juntamente com a delegação da China, salientava o Relatório de Actividades do CCAC em 2016, entretanto tornado público.

Esquerda, Direita e o Lusitano Autofagismo

Em nome do Portugal universal

Em nome do Portugal universal

Há pouco mais de um ano fui convidado pelo Rafael Pinto Borges, que poucos meses antes me fora apresentado por um amigo que muito prezo, o Miguel Castelo Branco, para colaborar com conteúdos para uma página do facebook que o Rafael acabara de criar. Intitulava-se Nova Portugalidade e tinha como objectivo divulgar factos pouco ou nada conhecidos, desmascarar mitos e repor a verdade histórica no que concerne o período mais fértil da nossa história e épocas seguintes. Ora, quem conhece o meu trabalho (artigos na imprensa, livros, documentários) sabe que é essa a minha praia. Resgate e divulgação do Património Português, material e imaterial, espalhado pelo mundo, tem sido o cerne da minha actividade profissional nas últimas duas décadas. Aliás, presumo que tenha sido por essa razão que o convite me foi endereçado.

Olhando em Redor

Ventos de Norte, dificuldades a Sul

Ventos de Norte, dificuldades a Sul

O Chefe do Executivo chegou recentemente de Pequim com instruções bem precisas sobre o rumo que Macau deve trilhar nos próximos tempos. Alegra-me que, durante uma sessão de apresentação das conclusões das duas reuniões da Assembleia Popular Nacional (APN) e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), Fernando Chui Sai On tenha sido bastante incisivo quanto ao que, verdadeiramente, é preciso fazer.

Entre outras medidas importantes para o futuro da Região, os dirigentes de todos os serviços da Administração Pública devem concretizar, sem falhar o alvo, os objectivos do Governo Central, devendo ser também melhorada a governação pública e acelerada a reforma legislativa da Administração Pública.

Olhando em Redor

O primeiro sistema

O primeiro sistema

Em 2014, aquando da visita de uma delegação de jornalistas ocidentais às instalações da Associação de Jornalistas de Toda a China, com sede em Pequim, um deles perguntou a um alto responsável daquela entidade se havia no continente chinês censura de notícias.

A resposta que obteve por via da tradução foi, no mínimo, desconcertante: «Aqui não fazemos censura. O que há é gestão da informação». E foi assim que o grupo ficou a entender um pouco melhor a forma como se gere e lida com determinadas questões no primeiro sistema, como é o caso da tão propalada falta de liberdade de imprensa.

Dia Internacional da Mulher (8 de Março)

Ode ao cabelo ao vento

Ode ao cabelo ao vento

Temos assistido nos últimos tempos a uma campanha internacional que pretende vangloriar os benefícios e virtudes do “hijab”, essa forma “moderada” de véu islâmico. São rostos da campanha a norte-americana de origem palestina Linda Sarsour, uma das organizadoras da mais recente marcha das mulheres, iniciativa financiada pelo bolso sem fundo do “polvo” George Soros, e Yassmin Abdel-Magied, australiana de origem sudanesa, ex-engenheira civil e actual presidente da ONG “Youth Without Borders” (lá está o Soros outra vez), mulher de três em um: blogger, escritora e apresentadora de televisão. Ambas têm aparecido nos media tradicionais e nas redes sociais, bem vestidas, bem maquilhadas, espalhando charme a rodos, pois são ambas bastante atractivas.

Olhando em Redor

O “banco” da Fundação Macau... e do Governo

O “banco” da Fundação Macau… e do Governo

“A Fundação Macau, cuja gestão dos elevados fundos é frequentemente questionada, tem uma reserva de mais de 29 mil milhões de patacas, disse o presidente do conselho de administração da Fundação Macau (FM), Wu Zhiliang, em entrevista à agência Lusa”, li num diário português, na passada segunda-feira.

“Até agora, todo o dinheiro que temos é de 29,2 mil milhões de patacas, valor mais de 16 vezes superior ao inicial, ou seja, de 2001, afirmou [Wu Zhiliang], tornando público o valor da reserva reportado aos Serviços de Finanças”, acrescentava a notícia.

Os fait-divers da política

Os fait-divers da política

Gostaria hoje de vos poder dar novidades sobre o mais importante do que se destaca actualmente em Portugal mas,… não se passa praticamente mais nada do que aquilo que já vos tenho relatado nas minhas crónicas.

A saúde económica do País continua a progredir, com a dívida externa líquida de 2016 a baixar para os mínimos de 2012 e o Governo a antecipar o pagamento do empréstimo ao FMI (o “parceiro” da Troika que cobra juros mais elevados), ficando o total do empréstimo reduzido a metade.

Olhando em Redor

Especulação imobiliária, de novo

Especulação imobiliária, de novo

De acordo com “estimativas esboçadas por gestores e investidores internacionais”, tudo aponta para o “crescimento da rentabilidade dos títulos bolsistas de empresas focadas no sector da habitação da RAEM”, tendo o economista Albano Martins alertado que “o mercado imobiliário em Macau irá continuar a ser bastante apetecível para os especuladores, pelos menos até ao próximo ano”, noticiava o Ponto Final na passada segunda-feira.

“Para o fundo CF Miton Worldwide Opportunities, poucos títulos vão dar tanto lucro em 2017 como (…) os da Macau Property Opportunities (MPO), companhia cotada e transaccionada no Reino Unido, mas com foco no mercado imobiliário da RAEM”, referia a mesma publicação.

O desacordo do acordo ortográfico

O DESACORDO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

O seu ao seu dono

O malfadado Acordo Ortográfico, poucos anos após a sua aplicação efectiva, volta à discussão pública. É claro que não posso concordar com o dito. Mais: considero-o uma falsa questão e uma imensa perda de tempo. Os argumentos utilizados nunca me convenceram; vejo mais vantagens nas diferentes formas de escrever o idioma de Camões do que numa uniformização castradora. Cá por mim, prefiro guardar as consoantes ditas supérfluas, pois há muita coisa supérflua que se guarda e não é por isso que vem mal ao mundo.