Category Archives: Opinião

Opinião

O “trumpismo” e as nossas escolhas

O “trumpismo” e as nossas escolhas.

Não, não vou falar sobre Trump e as suas últimas “aventuras” na cimeira da NATO, na visita ao Reino Unido ou no seu encontro com Putin, em Helsínquia. Os disparates que disse antes dos encontros são os habituais “fake news” das suas conclusões desses mesmos encontros.

Sobre este tema prefiro interrogar-me sobre a postura submissa dos dirigentes mundiais, face às provocações arrogantes deste Presidente americano, antes de iniciar as suas conversações com os outros líderes. Noutro tempo, metade dos insultos que profere já tinham dado origem a uma guerra!

Olhando em Redor

Vida humanas em risco

Vida humanas em risco

No mundo actual é cada vez maior o grau de incidência de doenças severas no Ser Humano. As razões são várias, entre as quais a crescente poluição atmosférica e a alimentação desregrada e com produtos alterados quimicamente.

Os avanços científicos da Medicina, por outro lado, têm ajudado a que o Ser Humano consiga, na medida do possível, minimizar ou ultrapassar as contrariedades resultantes da vida no planeta.

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Brexit, o pesadelo dos britânicos

Brexit, o pesadelo dos britânicos

A saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para Março de 2019, está a tornar-se num verdadeiro quebra-cabeças para a Primeira-Ministra britânica Theresa May.

Mal tinha acabado de convencer os seus ministros eurocépticos a aceitarem o seu plano de negociações para as tarifas comerciais com a União Europeia, com o objectivo de tentar convencer esta última a uma parceria comercial entre as partes, naquilo a que se convencionou chamar de “soft Brexit”, eis que o seu ministro responsável pelas negociações do Brexit, David Davis, e o seu adjunto, decidiram demitir-se por discordarem da proposta.

Opinião

A Quadratura do Círculo Europeu

A Quadratura do Círculo Europeu.

Os europeus, através das resoluções tomadas pelo Conselho Europeu da semana passada, tomaram consciência do quão difícil é resolver entre si o problema das constantes migrações que chegam à Europa, oriundas do continente africano.

No centro desta discussão estava, para uns, a política europeia de Asilo Comum dos migrantes, enquanto para outros o que estava em causa era a travagem completa dessas migrações.

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De Erdogan a Marcelo, no intervalo do futebol

De Erdogan a Marcelo, no intervalo do futebol

Erdogan, o Presidente da Turquia, foi reeleito, assumindo o poder executivo do País. O partido “Aliança do Povo”, que o apoia, ganhou a maioria no Parlamento. A partir de agora podem decidir sozinhos o orçamento, legislar como querem e até nomear todos os juízes. Está aberta a porta a mais uma futura ditadura tratada com pinças, não fora a Turquia um dos membros da NATO (mas que anda a comprar muito armamento à Rússia…).

Tratado com pinças está igualmente o novo Governo conservador da Itália, que juntamente com Malta recusa receber mais emigrantes oriundos do Norte de África, abandonando todos aqueles infelizes à deriva no Mediterrâneo e fugindo às decisões que, sobre essa matéria, foram aprovadas na União Europeia.

Olhando em Redor

“Bamos lá cambada”

“Bamos lá cambada”

Não estava lá, mas é como se estivesse! Na quarta-feira à noite (hora de Macau) houve “jogo grande” entre Portugal e Marrocos, a contar para o Campeonato do Mundo de Futebol que decorre na Rússia.

Algumas horas antes fui convidado para assistir à partida pela televisão nas instalações do Instituto Português do Oriente (IPOR), recebendo também outro convite para ir à APOMAC. Não fui ao IPOR, mas pelas fotografias que fui recebendo, via WhatsApp, tive noção que foi grande o entusiasmo e a emoção, tanto de portugueses, com destaque para o cônsul-geral Vítor Sereno, como de alguns chineses, o que denota a sã convivência reinante nesta parte do globo.

Olhando em Redor

Dois heróis, duas sensibilidades

Dois heróis, duas sensibilidades

O vídeo está na Internet e tornou-se viral nas redes sociais. Mamoudou Gassama, de 22 anos, era até há poucos dias um desconhecido africano com estadia ilegal em França.

A sorte deste maliano mudou no passado sábado, quando salvou uma criança que estava na iminência de cair de uma varanda situada no quarto andar de um prédio em Paris. E como fez ele este acto heroico? Escalou quatro andares em menos de um minuto.

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Legalização da eutanásia? Comigo não contem!

Legalização da eutanásia? Comigo não contem!

Os deputados portugueses votaram a não legalização da prática da eutanásia no nosso país. A minha posição está expressa no título deste texto. Reconheço que não se trata de um tema fácil. Porém, sinto-me no dever de partilhar algumas razões da minha posição. Declaro, desde já, que o meu não à eutanásia em nada tem a ver com a minha opção religiosa. O sentido da dignidade da vida e da morte transcende religiões, sistemas filosóficos ou ideológicos. Sendo realidades radicadas no direito natural que, por serem intrínsecas à existência humana, são intocáveis.

Ninguém pediu para nascer. Só por situações erróneas é que a vida não resulta de um acto de amor.

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Quando leões saem da jaula

Quando leões saem da jaula

Como já tive ocasião de afirmar antes, não sou adepto de nenhum clube de futebol em particular, embora nutra alguma simpatia por alguns. Já foi ver jogos aos estádios do Porto, do Benfica, do Sporting e do Belenenses, mas prefiro assistir aos jogos no sofá da minha sala. Não sou um “doente” da bola, mas vibro de alguma maneira sempre que assisto aos jogos da Selecção Nacional ou de clubes portugueses, indiferentemente de quem são, sempre que jogam com clubes estrangeiros. Acho que há sempre coisas mais importantes em que pensar, que não o futebol, mas não posso deixar de considerar que esta actividade desportiva é um enorme polo de atenção social e, como tal, deve merecer o meu reparo.

Da Gentrificação à OPA

DA GENTRIFICAÇÃO À OPA

O país que já não é meu.

Chegar a um país que já não é meu. Os anúncios nos aeroportos – primeiro em Baku; depois em Budapeste – ao Banco da China e ao renmimbi, pré-anunciando uma paridade ao dólar há muito desejada, serviriam de interlúdio ao “outdoor” à entrada do metro de Saldanha referente a uma exposição em grande dos guerreiros de terracota de Xian. Será que há melhor metáfora para definir quem é já um dos mais influentes novos senhorios deste rectângulo à beira-mar naufragado? Dou um doce a quem adivinhar… Pensando bem, não dou nada, até porque é demasiado fácil perceber quem ele é e também não é nada difícil deduzir que nenhum dos outros candidatos é português.

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São apenas sete décadas

São apenas sete décadas.

Quando este texto for publicado, estaremos – eu mais a minha mulher – a dois dias da primeira data importante do calendário de Fátima, o 13 de Maio, que marca o arranque das comemorações das Aparições de Nossa Senhora na Cova de Iria, em 1917. Como sempre, nestas datas entre Maio e Outubro, os grupos de peregrinos de vários pontos de Portugal multiplicam-se e, uns de mais longe, outros de mais perto, lá vão caminhando rumo ao Santuário.

Cumprindo uma promessa feita por mim há alguns anos, desta vez decidimos fazer a caminhada juntos, mas tendo em conta o estado de saúde da NaE optámos por etapas semanais. Iremos caminhar todas as quartas-feiras do mês de Maio, com o objectivo de percorrer os pouco mais de cem quilómetros que separam a nossa vila do local das aparições aos pastorinhos.

Os poderes da Imprensa Livre

Os poderes da Imprensa livre

Quem como eu viveu nos tempos da censura em Portugal não pode deixar de se sentir agradecido às transformações que o País sofreu com o 25 de Abril de 1974. Nem tudo o que se passou entretanto merece a minha maior consideração, mas o facto de dispormos hoje de uma Imprensa que não está sujeita ao lápis azul dos antigos censores da ditadura, e não termos de interpretar as entrelinhas de alguns jornais sérios da época para conseguir perceber o que se passava no País e no mundo, tem um alcance que vai muito para além da liberdade de Imprensa em si mesma.

Nem sempre concordo com muitos dos critérios jornalísticos actuais, alguns mais preocupados com as vendas do seu “papel”, interessados no abastardamento da opinião pública e na manipulação dos leitores em função dos desejos dos seus editores, mas sou obrigado a considerar que o papel da Imprensa livre, apesar dos seus defeitos, é um elemento fundamental para que existam cidadãos livres e, naturalmente, críticos.

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Um outro Primeiro de Maio

Um outro Primeiro de Maio.

A semana que agora termina sempre foi uma das minhas preferidas em Macau, devido à oportunidade de deixar o território rumo a um destino de praia, a duas ou três horas de avião.

A semana dourada do Dia do Trabalhador traz uma orde, cada vez maior, de turistas do Continente, que aproveitam para entupir, cada vez mais, o já estagnado e apertado espaço que existe na península. Ainda se salva a Taipa e Coloane, que conseguem respirar um pouco, mas mesmo assim as ilhas já não são o que eram antigamente.

Que se passa no paralelo 38?

Que se passa no paralelo 38?

Após um clima amistoso e sorridente entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, durante os jogos de Inverno que se disputaram neste ultimo país, ainda oficialmente em guerra com o primeiro, o mundo ficou deveras surpreendido com as manchetes dos jornais internacionais a anunciarem a paz entre as duas Coreias e a súbita disposição do Presidente da Coreia do Norte em desnuclearizar a península coreana.

Depois de sucessivas ameaças e provocações com mísseis e testes nucleares, por parte do líder norte-coreano Kim Jong-Un, das declarações pré-guerra de Donald Trump e do medo provocado à população mundial pela iminência de um conflito nuclear em larga escala, a situação de repente parece ter-se virado para “beijos e abraços” entre as partes antes em conflito, levantando dúvidas sobre as suas verdadeiras intenções ou se toda a retórica belicista anterior não passava da orquestração de um grande “bluff”, destinado a atingir este fim.

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Ponhamos os olhos no Benfica de Macau

Ponhamos os olhos no Benfica de Macau

Há alguns anos perguntei a um deputado, também membro do Conselho do Desporto, por que razão não se investia forte na formação de atletas locais e no desporto em geral.

A resposta que obtive foi bastante elucidativa, referindo ele, em traços gerais, que o desporto local não gerava lucros avultados para os homens de negócios, sendo por essa razão que despertava pouco interesse o investimento na profissionalização, por exemplo, do futebol.