Category Archives: Opinião

Olhando em Redor

“Occupy Central” em Macau?

“Occupy Central” em Macau?

O poderoso lóbi do sector imobiliário deve ser combatido pelo Governo de Macau e pela Assembleia Legislativa, sob pena do território correr o sério risco de se tornar numa versão menor do “Occupy Central” de Hong Kong.

A minha afirmação nada tem de bombástica, muito menos de subversiva, pois nada mais é do que o meu entendimento sobre o desenrolar dos acontecimentos registados nos últimos anos. Há pois que alertar quem de direito, visto também ser uma das atribuições do Quarto Poder a contribuição para a paz e estabilidade social.

E o Agosto está a chegar!

E o Agosto está a chegar!

O mês de Agosto está a bater-nos à porta e uma grande parte dos portugueses vai abri-la para férias. É assim cada ano que passa, é assim uma tradição baseada no mês que, salvo algumas partidas da natureza, é o período do ano mais quente e mais propício para as férias familiares.

Milhares de portugueses que por toda essa Europa trabalham reúnem os “tarecos” e os euros poupados e viajam para Portugal na procura do merecido descanso anual.

Olhando em Redor

Os galgos precisam de nós

Os galgos precisam de nós

Não lembro bem ao certo qual a razão, mas na década de 90, cumpria eu serviço militar no CFMTFA, antiga Base da Ota (Portugal), acolhemos na secção cinófila um galgo, ao qual demos o nome de “birote” (com pronúncia do norte).

Nos meses que sucederam até à sua adopção, autorizados pelo nosso “chefe” Luís Mota Correia, cuidámos do “birote” – demos-lhe comida, um canil e cuidados veterinários – como se fosse um dos nossos pastores alemães, com a excepção de não lhe darmos qualquer tipo de treino militar. O “birote” ficou depois em boas mãos, segundo soube, o que me deixou descansado, sem nunca mais pensar nele… até hoje!

Um mês depois

Um mês depois

Não tenho por hábito voltar a falar dos mesmos assuntos a que antes me referi, não só porque estas minhas crónicas se destinam a dar conhecimento aos leitores da minha visão da actualidade de Portugal e do mundo, como receio tornar-me fastidioso com a repetição dos temas. No entanto, há situações não resolvidas que, pela sua importância e impacto público, justificam voltar a falar sobre elas.

Se o caso do considerado assalto aos paióis do exército em Tancos ainda não foi clarificado por quem de direito, depois de tanto falatório nacional e internacional, já o facto do Chefe do Estado-Maior do Exército ter readmitido os cinco oficiais que tinha suspendido provisoriamente (para não prejudicar as investigações) traduz algumas conclusões hipotéticas.

Uma horrível tragédia!

Uma horrível tragédia!

Um enorme e devastador incêndio no centro de Portugal, que irrompeu em Pedrogão Grande e alastrou para os concelhos limítrofes causou, até agora, 64 mortos (a maior parte dos quais carbonizados dentro e fora das viaturas, numa estrada regional encurralada pelas chamas), entre eles treze bombeiros e mais de 130 feridos, destruindo muitas habitações e fazendo com que muitos hectares de floresta passassem a cinza.

Embora (mal) habituados a assistir a centenas de incêndios em Portugal, durante o período estival, este fogo atingiu proporções nunca vistas na destruição de vidas humanas e bens materiais.

As marchas populares

As marchas populares

Neste Portugal pacificado por uma governação atenta aos seus principais problemas, mas que, de vez em quando, deixa algumas migalhas mal digeridas para “entreter” a oposição que, poucas vezes com razão e muitas vezes sem ela, faz o seu papel de vigilância ao Governo do País, os portugueses divertem-se com as suas tradições, marchando em tom crítico aos seus fulambós.

As aventuras do “pato” Donald

As aventuras do “pato” Donald

De cada vez que me refiro a Donald Trump recordo-me de uma alegre figura da banda desenhada que dava pelo nome de “Pato Donald”. Não tanto pela semelhança do seu carácter com Trump (o pato era muito mais sociável), talvez pela “penugem” da cabeleira, mas muito mais pela fortuna acumulada por este Donald, associada à sua controversa personalidade, que o torna um verdadeiro “pato bravo”, reencarnando o papel de Tio Sam, mas transformado em Tio Patinhas.

Mas, embora irrascível, ignorante e egoísta, Trump não é estúpido ou não quer passar por sê-lo.

Ser e estar em Macau

Em nome de um direito próprio

Em nome de um direito próprio

Está comprovado que na península que hoje é Macau, em termos de estabelecimento humano, nada existia até à chegada dos portugueses. Em Coloane, pelo contrário, como o confirmaram escavações arqueológicas, há vestígios que nos conduzem ao período neolítico. O que trouxe os portugueses a esta parte do mundo foram os chamados “negócios da China”, expressão que perdurou até à actualidade. Conquistada Malaca, a China era o grande mundo a descobrir, daí a sucessiva vaga de mercadores, em busca de oportunidade, que ao longo de cinquenta anos buscaram poiso pelos portos e ancoradouros da costa chinesa e nas ilhotas do mar do sul da China.

Olhando em Redor

Corrupção eleitoral e afins

Corrupção eleitoral e afins

Aliciamento através do Wechat, excursões a Zhuhai (onde são praticados subornos eleitorais), compra de votos em Macau mediante vários estratagemas, e envio de subtis mensagens SMS, são algumas das formas que indivíduos ligados a determinadas candidaturas têm usado para convencer parte significativa do eleitorado a nelas votar, conforme denúncias efectuadas nos últimos tempos pela Imprensa local.

A corrupção eleitoral não é um problema novo em Macau, mas ganha extrema importância tendo em conta os ventos que correm de Norte, que – ao que tudo indicam – já não se compadecem com práticas que minam a integridade do País como um todo.

Acalmia em Portugal, agitação no mundo

Acalmia em Portugal, agitação no mundo

Nada de assinalável se passou esta semana em Portugal. A economia nacional permanece de boa saúde e a confiança dos consumidores continua em alta, tal como a dos nossos emigrantes, cujas remessas atingiram um máximo de saldo igual há 15 anos atrás.

Por outro lado, há talvez algumas curiosidades que vendem páginas de jornais e discussão entre bloguistas.

Guardado está o bocado para quem o há-de comer

Guardado está o bocado para quem o há-de comer

Portugal está no seu melhor! Após ano e meio de governação, a chamada “geringonça” não pára de dar boas notícias aos portugueses.

No domínio das finanças, da economia e do bem-estar social, este Governo socialista, apoiado no Parlamento pela CDU e pelo Bloco de Esquerda, conseguiu inverter a situação do País, tornando-o mais próspero, mais controlado financeiramente e em conformidade com as regras que nos têm sido determinadas pela União Europeia, à qual queremos pertencer, sem a deixarmos de a poder criticar.

Já Agora!

Valores fortalecidos

Valores fortalecidos

No passado dia 13 de Maio tive a oportunidade única de estar presente em dois dos acontecimentos mais marcantes da vida do Portugal contemporâneo: a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições de Fátima, e a conquista inédita de um tetra-campeonato pelo Sport Lisboa e Benfica. A juntar a isto, devido ao facto de me encontrar num fuso horário dito “normal”, consegui assistir, em directo, à votação das canções concorrentes ao Festival da Eurovisão em Kiev, na Ucrânia, que ditou a vitória de Salvador Sobral.

Tudo está bem, quando acaba bem!

Tudo está bem, quando acaba bem!

Tudo está bem, quando acaba bem!

Devido à nossa desconfiança característica, para com as soluções apontadas para resolver os nossos problemas, dizemos habitualmente que “tudo está bem, quando acaba bem!”, ou seja, comentários finais, só no fim do jogo!

Até agora, dentro das actuais circunstâncias em que Portugal está envolvido, o Governo português (cautelosamente) tem conseguido cumprir as expectativas que criou:

A taxa de desemprego continua a descer, situando-se abaixo dos dez por cento, o que é a mais baixa desde Abril de 2009.

Portugal e os Assuntos Asiáticos

Foto: Joaquim Magalhães de Castro

Desinteresse e falta de estudo

Não encontro explicação para o contínuo estado de desinformação em Portugal quanto a matérias relacionadas com sua já ancestral presença no continente em que todos nós, residentes de Macau, escolhemos viver. Países como a Holanda, a França e a Inglaterra chegaram mais tarde à Ásia, e alguns deles, caso da Dinamarca, tiveram nela um impacto praticamente diminuto. Contudo, em todos esses países vemos grandes institutos de Estudos Asiáticos financeiramente suportados pelos próprios Governos.

25 de Abril sem preconceito

25 de Abril sem preconceito

Muitos acontecimentos nacionais e sobretudo internacionais mereceriam hoje um meu comentário, mas não podia deixar passar a data histórica do 25 de Abril de 1974, sem evocar a comemoração de um dia que representou tanto… para quase toda a gente.

E quando digo quase toda a gente estou a lembrar-me de dois tipos distintos de pessoas: os privilegiados do antigo regime, que excluo da satisfação geral pela data e muitos daqueles que, nas antigas colónias, tiveram que regressar ao País, despojados de tudo o que tinham adquirido, após uma intensa vida de labuta, culpabilizando o golpe militar por tudo o que lhes aconteceu.