Category Archives: Opinião

Furacões nas Caraíbas

Como falar de uma catástrofe?

Como falar de uma catástrofe?

Quando este texto for publicado o tremendo pesadelo que assolou as Ilhas Antilhas, nas Caraíbas Ocidentais; a ilha de Hispanhola; Cuba e a península da Florida, nos Estados Unidos, estará quase terminado. No entanto, a sua realidade irá pairar no ar por muitos meses, quiçá, anos.

Quando nos foi pedido para escrever sobre o que sentimos ao ver a catástrofe que se assolou as Antilhas Ocidentais na semana passada, fiquei com um misto de tristeza e de obrigação em explicar a tragédia que aquelas gentes viveram.

Calçada, bola e contos de fadas

A inquietante mansidão lusitana

A inquietante mansidão lusitana

Há algo de profundamente inquietante na gente portuguesa. Vejo-a cada vez mais apática e amorfa, incapaz de uma reacção decente a não ser que o árbitro roube um golo ao Benfica. Aliás, a futebol-tolice continua com audiências estratosféricas. É a maior. Há uns dias, todos os noticiários das principais estações televisivas da República insistiram nas imagens, mostradas “ad nauseam”, referentes à irregularidade de uma jogada de ataque assinalada por essa nova entidade reguladora chamada vídeo-árbitro. Como se não nos bastasse a epidemia dos comentadeiros avençados, gente que parece não saber fazer mais nada na vida, que por aí anda…

Olhando em Redor

Vendedores de promessas

Vendedores de promessas

O acto eleitoral que se aproxima, a passos largos, é revestido de especial significado, por estarmos a viver um momento crucial na vida da RAEM. Olhando para as plataformas eleitorais das listas concorrentes, pelas vias directa e indirecta, dá para entender quanta demagogia é destilada para convencer o eleitorado a votar em candidatos que nada mais desejam do que um lugar na Assembleia Legislativa, sem depois cumprirem com o que prometeram; ou lutar minimamente pelos interesses da população em geral.

Opinião

A imperfeição da síntese

A imperfeição da síntese

Deficiente é a palavra deficiência. Quando a ouvimos acerca de alguém pensamos, em abstrato, numa série de hipóteses e enfrentamo-las com o padrão ideal e perfeito. E raramente nos colocamos a pergunta sobre o que é ser perfeito física e espiritualmente. Quando recuamos em eventuais quadros da evolução do homem e tentativas de aproximação por desenho, perdemo-nos na composição da imagem e no aglomerado de qualidades intelectuais e morais que constituem a “normalidade”.

O meu detestável mês de Agosto

O meu detestável mês de Agosto

É Agosto e o panorama não mudou. Os espantalhos do ecrã pedem-nos para vertermos lágrimas pelo pobre do Usain Bolt que, coitado, na sua despedida das pistas viu-se obrigado a desistir devido a um problema físico; ou então sugerem-nos que curvemos a espinhela em memória da princesa Diana cujo desaparecimento terrestre, já lá vão vinte anos, merece documentário em horário nobre propagandeado, semanas antes da sua transmissão, na dita estação pública de televisão, rendida, como sempre, a tudo o que vem do lado de cima do Canal da Mancha. Os políticos, esses, estão a banhos e continuam a ser notícia.

Olhando em Redor

Tailândia, um país estável

Tailândia, um país estável

Chegou o mês de Agosto, e com ele o direito às merecidas férias de Verão, razão pela qual viajei há poucos dias para o meu destino preferido na Ásia. Ou seja, a Tailândia. No Aeroporto Internacional de Macau sentia-se o cheiro a férias, com famílias de várias etnias a despacharem as suas bagagens nos respectivos balcões de “check-in”.

Desta vez aterrei pouco depois do meio-dia no Aeroporto Internacional de Don Mueang, onde demorei cerca de meia hora na fila da imigração, quando não há muito pouco tempo tive “secas” de uma hora e meia, após a meia-noite.

O Nosso Tempo

O meu salvo-conduto

O meu salvo-conduto

A nossa convidada desse fim de tarde, realmente apenas a amiga de uma familiar que esperávamos, desde o princípio da conversa que tentava adivinhar-nos a origem e a ocupação.

Donde seríamos?, lia-se-lhe a pergunta no olhar. Não resistiu muito tempo e perguntou-o directamente, depois de alguma hesitação. Lá lho disse. E a reacção foi imediata, em forma de reconhecimento de que entráramos definitivamente no seu universo, no seu mundo familiar, o das coisas (suas) conhecidas.

Olhando em Redor

CAEAL patriótica

CAEAL patriótica

Algo nunca visto e impensável até há pouco tempo, na ainda curta história da RAEM, é o facto de termos um “braço armado”, vulgo Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), para controlar as eleições legislativas que se avizinham.

Ante de prosseguir o meu raciocínio, esclareço que a expressão “braço armado” não é referente a qualquer célula terrorista – como se torna bastante evidente pela actuação da própria CAEAL – mas sim a um órgão que se faz valer de alguma legislação em vigor para legitimar a sua conduta.

O Nosso Tempo

Europa: o Verão quente de 2017

Europa: o Verão quente de 2017

Quando os líderes vão de férias, como fica o mundo? Como fica a Europa? Quem governa?, pergunta ironicamente o meu alter ego, neste Verão quente de 2017.

Só por mera diversão mental formulo, claro, tal pergunta, já que a resposta, as respostas são óbvias. A natureza tem horror do vazio…

Olhando em Redor

Conheço-lhes as palavras, espero as boas acções

Conheço-lhes as palavras, espero as boas acções

O Chefe do Executivo, Chui Sai On, foi na passada quarta-feira responder às perguntas dos deputados na Assembleia Legislativa (AL), sendo de realçar dois importantes pontos que saíram do seu discurso: o fim da crise económica e a preocupação em saber por que razão a população apresenta índices de felicidade insatisfatórios.

O fim de uma recessão económica é sempre vista como um indicador positivo para qualquer país ou região, visto dar confiança aos mercados e potenciar a iniciativa privada.

O Nosso Tempo

Portugueses: os vários incêndios do Verão

Portugueses: os vários incêndios do Verão

Refiro-me aos incêndios que reduzem a cinza as florestas. E os incêndios políticos que reduzem a nada a expectativa dos jovens e a vida toda dos mais velhos. Estou a pensar, respectivamente, em Portugal e na Venezuela.

Portugal está a arder? Sim, como quase todo o sul da Europa, onde as temperaturas altas e mãos criminosas destroem o que representa património comum, de há séculos, dos países e de seus povos.

Olhando em Redor

“Occupy Central” em Macau?

“Occupy Central” em Macau?

O poderoso lóbi do sector imobiliário deve ser combatido pelo Governo de Macau e pela Assembleia Legislativa, sob pena do território correr o sério risco de se tornar numa versão menor do “Occupy Central” de Hong Kong.

A minha afirmação nada tem de bombástica, muito menos de subversiva, pois nada mais é do que o meu entendimento sobre o desenrolar dos acontecimentos registados nos últimos anos. Há pois que alertar quem de direito, visto também ser uma das atribuições do Quarto Poder a contribuição para a paz e estabilidade social.

E o Agosto está a chegar!

E o Agosto está a chegar!

O mês de Agosto está a bater-nos à porta e uma grande parte dos portugueses vai abri-la para férias. É assim cada ano que passa, é assim uma tradição baseada no mês que, salvo algumas partidas da natureza, é o período do ano mais quente e mais propício para as férias familiares.

Milhares de portugueses que por toda essa Europa trabalham reúnem os “tarecos” e os euros poupados e viajam para Portugal na procura do merecido descanso anual.

Olhando em Redor

Os galgos precisam de nós

Os galgos precisam de nós

Não lembro bem ao certo qual a razão, mas na década de 90, cumpria eu serviço militar no CFMTFA, antiga Base da Ota (Portugal), acolhemos na secção cinófila um galgo, ao qual demos o nome de “birote” (com pronúncia do norte).

Nos meses que sucederam até à sua adopção, autorizados pelo nosso “chefe” Luís Mota Correia, cuidámos do “birote” – demos-lhe comida, um canil e cuidados veterinários – como se fosse um dos nossos pastores alemães, com a excepção de não lhe darmos qualquer tipo de treino militar. O “birote” ficou depois em boas mãos, segundo soube, o que me deixou descansado, sem nunca mais pensar nele… até hoje!

Um mês depois

Um mês depois

Não tenho por hábito voltar a falar dos mesmos assuntos a que antes me referi, não só porque estas minhas crónicas se destinam a dar conhecimento aos leitores da minha visão da actualidade de Portugal e do mundo, como receio tornar-me fastidioso com a repetição dos temas. No entanto, há situações não resolvidas que, pela sua importância e impacto público, justificam voltar a falar sobre elas.

Se o caso do considerado assalto aos paióis do exército em Tancos ainda não foi clarificado por quem de direito, depois de tanto falatório nacional e internacional, já o facto do Chefe do Estado-Maior do Exército ter readmitido os cinco oficiais que tinha suspendido provisoriamente (para não prejudicar as investigações) traduz algumas conclusões hipotéticas.