Category Archives: Opinião

Olhando em Redor

Especulação imobiliária, de novo

Especulação imobiliária, de novo

De acordo com “estimativas esboçadas por gestores e investidores internacionais”, tudo aponta para o “crescimento da rentabilidade dos títulos bolsistas de empresas focadas no sector da habitação da RAEM”, tendo o economista Albano Martins alertado que “o mercado imobiliário em Macau irá continuar a ser bastante apetecível para os especuladores, pelos menos até ao próximo ano”, noticiava o Ponto Final na passada segunda-feira.

“Para o fundo CF Miton Worldwide Opportunities, poucos títulos vão dar tanto lucro em 2017 como (…) os da Macau Property Opportunities (MPO), companhia cotada e transaccionada no Reino Unido, mas com foco no mercado imobiliário da RAEM”, referia a mesma publicação.

O desacordo do acordo ortográfico

O DESACORDO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

O seu ao seu dono

O malfadado Acordo Ortográfico, poucos anos após a sua aplicação efectiva, volta à discussão pública. É claro que não posso concordar com o dito. Mais: considero-o uma falsa questão e uma imensa perda de tempo. Os argumentos utilizados nunca me convenceram; vejo mais vantagens nas diferentes formas de escrever o idioma de Camões do que numa uniformização castradora. Cá por mim, prefiro guardar as consoantes ditas supérfluas, pois há muita coisa supérflua que se guarda e não é por isso que vem mal ao mundo.

Olhando em Redor

O poker nipónico

O poker nipónico

O Japão prepara-se para entrar numa nova era, após a aprovação de legislação para a abertura de casinos, o que terá inevitáveis consequências para o sector em Macau.

Tal como Singapura, o País do Sol Nascente vai ter de começar do zero, porque terá que construir de raiz os resorts-integrados, conforme aprovados por lei, a publicar dentro de seis a dozes meses, isto se não contarmos com a potente indústria do Pachinko.

Carta aos Leitores

Homenagem à memória de um grande humanista

Homenagem à memória de um grande humanista

Acompanhei com pesar a doença e morte do Dr. Mário Soares. Como Primeiro-Ministro, nos anos 70, apoiou a consolidação da Universidade Católica Portuguesa (UCP), quando o ensino superior atravessava um período particularmente conturbado em Portugal. Mais tarde, como Presidente da República, incentivou a UCP e a Diocese de Macau a criar o Instituto Inter-Universitário de Macau (IIUM), hoje Universidade de São José (USJ). Já simples cidadão, deslocou-se a Macau para a inauguração das instalações do Instituto na Rua de Londres 16 (NAPE), ainda hoje sede da USJ.

2017 e Mário Soares

2017 e Mário Soares

Nesta minha primeira crónica do ano de 2017 pensei falar-vos do efeito económico, no mundo em geral e nos Estados Unidos em particular, provocado pelas declarações triunfalistas de Donald Trump, ao aumentar as especulações dos mercados financeiros, em fazer subir as taxas de inflação e consequentes juros nos mercados mundiais, nomeadamente nos da União Europeia. Neste momento teme-se as consequências directas sobre Portugal, onde os juros da dívida pública já ultrapassaram a barreira psicológica dos 4%, nas dúvidas sobre se o Banco Central Europeu vai continuar a comprar títulos portugueses e se a agência de notação financeira DBRS vai continuar a considerar o País acima de “lixo”, continuando a fazer-nos beneficiar do programa de compra de dívida do BCE.

Macau, três anos depois

MACAU, TRÊS ANOS DEPOIS

Sinceramente pior

Eram nove horas da manhã quando, passados três anos, meti pé em Macau e senti exactamente o mesmo que me levou a deixar o território há uns anos. A cidade continua intratável a nível de condições de vida e sem grandes ideias para mudar esse fatalismo.

Apanhei um autocarro da TRANSMAC, por sinal precisamente do mesmo tipo em que circulava quando vivia no território, com destino à Avenida Almeida Ribeiro, tendo o percurso demorado pouco mais de 32 minutos.

Antigo Primeiro-Ministro Português já tomou posse

O Desafio de Guterres

O Desafio de Guterres

António Guterres, ex-Primeiro-Ministro de Portugal, foi escolhido pela Assembleia-Geral da ONU para o cargo de secretário-geral da organização. A partir de 1 de Janeiro de 2017, o antigo alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados enfrentará uma das tarefas mais difíceis da diplomacia internacional: fazer a paz entre inimigos que muitas vezes não a querem.

O Mundo é um lugar perigoso, onde os mais elevados sentimentos do ser humano são constantemente contrariados pelos seus mais baixos instintos e ambições.

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Aperta-se o cerco nas Filipinas

Aperta-se o cerco nas Filipinas

Pode ter caído como uma bomba a ordem do Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, para a detenção de Jack Lam, líder do Grupo Jimei, um dos maiores operadores de “junkets” da Ásia a operar em várias sala de jogo VIP em Macau.

Se olharmos para os acontecimentos mais recentes, percebe-se que a postura de Duterte não foi assim tão descabida, visto ter sido tomada após a recente visita oficial a Pequim, onde se encontrou com Xi Jinping.

Donald Trump. Made in USA

Donald Trump. Made in USA

Independentemente dos juízos de valor que se possam fazer sobre a personagem que acabou por ser eleita para Presidente dos Estados Unidos da América, ela é aquilo a que nos habituámos a reconhecer como o típico americano, da apelidada “América profunda”. Fanfarrão, grotesco, vivaço, pouco culto, homofóbico e presbiteriano, este rico empresário da construção civil e herdeiro de grande fortuna usou toda a sua influência financeira e mediática para conquistar a presidência do país mais poderoso do mundo, os Estados Unidos, do qual se viu sempre afastado pelo tipo de personalidade que representava.

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Caça ao dinheiro voador

Caça ao dinheiro voador

Caiu que nem uma bomba a detenção de 18 funcionários da australiana Crown Resorts, por crimes relacionados com o jogo que terão sido praticados no continente chinês.

O incidente foi de certa forma desvalorizado por Paulo Martins Chan. «Até ao momento não vemos qualquer impacto em Macau.

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Muito para além da lusofonia

Muito para além da lusofonia

A 5ª Conferencia Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, vulgo Fórum Macau, foi encarada pela Imprensa generalista da RAEM como um retumbante sucesso. É verdade, sem dúvida, mas nem tudo foi dito aos Órgãos de Comunicação Social, pois há algo para além da lusofonia que ficou por aflorar…

Os “velhos” e os “novos”

Os “velhos” e os “novos”

5 de Outubro de 2016: a República de Portugal festeja 106 anos de existência. Mais de um século de altos e baixos (mais baixos do que altos…) com muitos dos portugueses a definharem-se por dias melhores e a envelhecerem com a dignidade que lhes é permitida por crises económicas que não criaram e pelos achaques próprios da sua idade. Uma população idosa deste país com uma pensão mínima de velhice com mais três euros do que há quarenta anos atrás, em que noventa por cento das pessoas com 65 ou mais anos seriam pobres sem as transferências sociais e que, mesmo com elas, a sua taxa de risco de pobreza é de 17 por cento.

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Glutões

Glutões

Depois dos “Panama Papers”, eis que aparecem os “Bahamas Leaks” com a merecida pompa e circunstância que demostra o quanto monstruoso e corrompido anda o mundo, por estar a saque dos poderosos e detentores do poder, invariavelmente associados ou reféns das teias oligárquicas e do “establishment”.

Les uns et les autres!

Les uns et les autres!

Já sabemos, há muito, que as preocupações quotidianas dos políticos e dos financeiros são quase sempre diferentes das dos comuns cidadãos e, em Portugal, esta situação não foge à regra. Por muito que uns tentem influenciar os outros, levando-os a atormentar-se com as suas inquietações, os portugueses estão tão fartos dos jogos de poder que influenciam as posições públicas, que duvidam cada vez mais de qualquer certeza.

O “fantasma” dos impostos

O “fantasma” dos impostos

Andam por aí alguns portugueses muito preocupados e exaltados com a intenção do Governo em lançar mais impostos sobre a riqueza, no próximo Orçamento Geral do Estado para 2017, declarando permanentemente que Portugal caminha para o abismo.

Referindo-me ao tão badalado imposto, antes mesmo de se conhecer os detalhes e o conteúdo desta nova fiscalidade, dizem que é “um acto criminoso”, que é “um ataque à classe média”, que é “um atentado à economia de Portugal”, etc….