Category Archives: Opinião

Olhando em Redor

Ventos de Norte, dificuldades a Sul

Ventos de Norte, dificuldades a Sul

O Chefe do Executivo chegou recentemente de Pequim com instruções bem precisas sobre o rumo que Macau deve trilhar nos próximos tempos. Alegra-me que, durante uma sessão de apresentação das conclusões das duas reuniões da Assembleia Popular Nacional (APN) e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), Fernando Chui Sai On tenha sido bastante incisivo quanto ao que, verdadeiramente, é preciso fazer.

Entre outras medidas importantes para o futuro da Região, os dirigentes de todos os serviços da Administração Pública devem concretizar, sem falhar o alvo, os objectivos do Governo Central, devendo ser também melhorada a governação pública e acelerada a reforma legislativa da Administração Pública.

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O primeiro sistema

O primeiro sistema

Em 2014, aquando da visita de uma delegação de jornalistas ocidentais às instalações da Associação de Jornalistas de Toda a China, com sede em Pequim, um deles perguntou a um alto responsável daquela entidade se havia no continente chinês censura de notícias.

A resposta que obteve por via da tradução foi, no mínimo, desconcertante: «Aqui não fazemos censura. O que há é gestão da informação». E foi assim que o grupo ficou a entender um pouco melhor a forma como se gere e lida com determinadas questões no primeiro sistema, como é o caso da tão propalada falta de liberdade de imprensa.

Dia Internacional da Mulher (8 de Março)

Ode ao cabelo ao vento

Ode ao cabelo ao vento

Temos assistido nos últimos tempos a uma campanha internacional que pretende vangloriar os benefícios e virtudes do “hijab”, essa forma “moderada” de véu islâmico. São rostos da campanha a norte-americana de origem palestina Linda Sarsour, uma das organizadoras da mais recente marcha das mulheres, iniciativa financiada pelo bolso sem fundo do “polvo” George Soros, e Yassmin Abdel-Magied, australiana de origem sudanesa, ex-engenheira civil e actual presidente da ONG “Youth Without Borders” (lá está o Soros outra vez), mulher de três em um: blogger, escritora e apresentadora de televisão. Ambas têm aparecido nos media tradicionais e nas redes sociais, bem vestidas, bem maquilhadas, espalhando charme a rodos, pois são ambas bastante atractivas.

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O “banco” da Fundação Macau... e do Governo

O “banco” da Fundação Macau… e do Governo

“A Fundação Macau, cuja gestão dos elevados fundos é frequentemente questionada, tem uma reserva de mais de 29 mil milhões de patacas, disse o presidente do conselho de administração da Fundação Macau (FM), Wu Zhiliang, em entrevista à agência Lusa”, li num diário português, na passada segunda-feira.

“Até agora, todo o dinheiro que temos é de 29,2 mil milhões de patacas, valor mais de 16 vezes superior ao inicial, ou seja, de 2001, afirmou [Wu Zhiliang], tornando público o valor da reserva reportado aos Serviços de Finanças”, acrescentava a notícia.

Os fait-divers da política

Os fait-divers da política

Gostaria hoje de vos poder dar novidades sobre o mais importante do que se destaca actualmente em Portugal mas,… não se passa praticamente mais nada do que aquilo que já vos tenho relatado nas minhas crónicas.

A saúde económica do País continua a progredir, com a dívida externa líquida de 2016 a baixar para os mínimos de 2012 e o Governo a antecipar o pagamento do empréstimo ao FMI (o “parceiro” da Troika que cobra juros mais elevados), ficando o total do empréstimo reduzido a metade.

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Especulação imobiliária, de novo

Especulação imobiliária, de novo

De acordo com “estimativas esboçadas por gestores e investidores internacionais”, tudo aponta para o “crescimento da rentabilidade dos títulos bolsistas de empresas focadas no sector da habitação da RAEM”, tendo o economista Albano Martins alertado que “o mercado imobiliário em Macau irá continuar a ser bastante apetecível para os especuladores, pelos menos até ao próximo ano”, noticiava o Ponto Final na passada segunda-feira.

“Para o fundo CF Miton Worldwide Opportunities, poucos títulos vão dar tanto lucro em 2017 como (…) os da Macau Property Opportunities (MPO), companhia cotada e transaccionada no Reino Unido, mas com foco no mercado imobiliário da RAEM”, referia a mesma publicação.

O desacordo do acordo ortográfico

O DESACORDO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

O seu ao seu dono

O malfadado Acordo Ortográfico, poucos anos após a sua aplicação efectiva, volta à discussão pública. É claro que não posso concordar com o dito. Mais: considero-o uma falsa questão e uma imensa perda de tempo. Os argumentos utilizados nunca me convenceram; vejo mais vantagens nas diferentes formas de escrever o idioma de Camões do que numa uniformização castradora. Cá por mim, prefiro guardar as consoantes ditas supérfluas, pois há muita coisa supérflua que se guarda e não é por isso que vem mal ao mundo.

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O poker nipónico

O poker nipónico

O Japão prepara-se para entrar numa nova era, após a aprovação de legislação para a abertura de casinos, o que terá inevitáveis consequências para o sector em Macau.

Tal como Singapura, o País do Sol Nascente vai ter de começar do zero, porque terá que construir de raiz os resorts-integrados, conforme aprovados por lei, a publicar dentro de seis a dozes meses, isto se não contarmos com a potente indústria do Pachinko.

Carta aos Leitores

Homenagem à memória de um grande humanista

Homenagem à memória de um grande humanista

Acompanhei com pesar a doença e morte do Dr. Mário Soares. Como Primeiro-Ministro, nos anos 70, apoiou a consolidação da Universidade Católica Portuguesa (UCP), quando o ensino superior atravessava um período particularmente conturbado em Portugal. Mais tarde, como Presidente da República, incentivou a UCP e a Diocese de Macau a criar o Instituto Inter-Universitário de Macau (IIUM), hoje Universidade de São José (USJ). Já simples cidadão, deslocou-se a Macau para a inauguração das instalações do Instituto na Rua de Londres 16 (NAPE), ainda hoje sede da USJ.

2017 e Mário Soares

2017 e Mário Soares

Nesta minha primeira crónica do ano de 2017 pensei falar-vos do efeito económico, no mundo em geral e nos Estados Unidos em particular, provocado pelas declarações triunfalistas de Donald Trump, ao aumentar as especulações dos mercados financeiros, em fazer subir as taxas de inflação e consequentes juros nos mercados mundiais, nomeadamente nos da União Europeia. Neste momento teme-se as consequências directas sobre Portugal, onde os juros da dívida pública já ultrapassaram a barreira psicológica dos 4%, nas dúvidas sobre se o Banco Central Europeu vai continuar a comprar títulos portugueses e se a agência de notação financeira DBRS vai continuar a considerar o País acima de “lixo”, continuando a fazer-nos beneficiar do programa de compra de dívida do BCE.

Macau, três anos depois

MACAU, TRÊS ANOS DEPOIS

Sinceramente pior

Eram nove horas da manhã quando, passados três anos, meti pé em Macau e senti exactamente o mesmo que me levou a deixar o território há uns anos. A cidade continua intratável a nível de condições de vida e sem grandes ideias para mudar esse fatalismo.

Apanhei um autocarro da TRANSMAC, por sinal precisamente do mesmo tipo em que circulava quando vivia no território, com destino à Avenida Almeida Ribeiro, tendo o percurso demorado pouco mais de 32 minutos.

Antigo Primeiro-Ministro Português já tomou posse

O Desafio de Guterres

O Desafio de Guterres

António Guterres, ex-Primeiro-Ministro de Portugal, foi escolhido pela Assembleia-Geral da ONU para o cargo de secretário-geral da organização. A partir de 1 de Janeiro de 2017, o antigo alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados enfrentará uma das tarefas mais difíceis da diplomacia internacional: fazer a paz entre inimigos que muitas vezes não a querem.

O Mundo é um lugar perigoso, onde os mais elevados sentimentos do ser humano são constantemente contrariados pelos seus mais baixos instintos e ambições.

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Aperta-se o cerco nas Filipinas

Aperta-se o cerco nas Filipinas

Pode ter caído como uma bomba a ordem do Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, para a detenção de Jack Lam, líder do Grupo Jimei, um dos maiores operadores de “junkets” da Ásia a operar em várias sala de jogo VIP em Macau.

Se olharmos para os acontecimentos mais recentes, percebe-se que a postura de Duterte não foi assim tão descabida, visto ter sido tomada após a recente visita oficial a Pequim, onde se encontrou com Xi Jinping.

Donald Trump. Made in USA

Donald Trump. Made in USA

Independentemente dos juízos de valor que se possam fazer sobre a personagem que acabou por ser eleita para Presidente dos Estados Unidos da América, ela é aquilo a que nos habituámos a reconhecer como o típico americano, da apelidada “América profunda”. Fanfarrão, grotesco, vivaço, pouco culto, homofóbico e presbiteriano, este rico empresário da construção civil e herdeiro de grande fortuna usou toda a sua influência financeira e mediática para conquistar a presidência do país mais poderoso do mundo, os Estados Unidos, do qual se viu sempre afastado pelo tipo de personalidade que representava.

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Caça ao dinheiro voador

Caça ao dinheiro voador

Caiu que nem uma bomba a detenção de 18 funcionários da australiana Crown Resorts, por crimes relacionados com o jogo que terão sido praticados no continente chinês.

O incidente foi de certa forma desvalorizado por Paulo Martins Chan. «Até ao momento não vemos qualquer impacto em Macau.