Category Archives: Opinião

“Casos” e casos para todos os gostos

“Casos” e casos para todos os gostos

Num Portugal em que os escândalos é que vendem jornais e programas televisivos, os portugueses até se esquecem ou ignoram as boas e as verdadeiramente más notícias.

Podiam ter “pegado” no escândalo da Tecnoforma, uma empresa em que o anterior Primeiro-Ministro, Passos Coelho, era administrador e o seu amigo Miguel Relvas (lembram-se?) era secretário de Estado e responsável por um programa de fundos europeus ao abrigo do qual a Tecnoforma foi financiada entre 2000 e 2006 mas, salvo alguns jornalistas dedicados à informação, não o fizeram.

Casos antigos, males actuais

Um país por cumprir

Um país por cumprir

Na era do cinema duplex no centro comercial os cineclubes servem para vermos filmes como “Tarde Demais”, de José Nascimento, que reflecte as contradições deste Portugal da União Europeia minado por arcaísmos vários que teimam em não nos deixar. “Tarde Demais” conta-nos a história, em jeito semi-documental, de um caso que foi capa de jornais em 1995. A tragédia de quatro pescadores, náufragos, no meio do rio Tejo, com os trabalhos de terraplanagem no futuro Parque das Nações e a colocação dos pilares da ponte Vasco da Gama como pano de fundo. Apesar de estarem tão perto da cidade, dois dos pescadores acabariam por sucumbir.

O Nosso Tempo

A natureza e a mão humana

A natureza e a mão humana

Incêndios em Portugal. Mais uma tragédia, esta atrasada. O fatalismo de forças que não compreendemos e por isso não dominamos, ou o sinistro desígnio de mentes doentes e ou criminosas?

Desde o Verão que os ouvíamos e víamos, os canadair, sobrevoando a baixa altitude as nossas casas os ventres bojudos repletos de água, para ser despejada um pouco mais adiante nesses pontos de fumo que vislumbrávamos ao longe.

Portugal está em guerra!

Portugal está em guerra!

Neste Domingo fatídico, que se prolongou pela madrugada e manhã desta última segunda-feira, neste Outono de calor infernal a que as alterações climáticas nos obrigaram, Portugal ardeu!

Mais de 500 fogos activos, no dia do ano com mais incêndios florestais desde 2006, cerca de sete mil bombeiros no terreno, milhares de populares a colaborarem no ataque ao fogo, para além dos meios envolvidos no Centro e Norte de Portugal, o saldo, até ao momento é, mais uma vez, uma verdadeira tragédia: mais mortes, mais feridos, mais populações em pânico, muitos milhares de hectares de floresta ardida, casas, gado, fábricas e empresas reduzidas a cinzas.

A “poeira” das eleições

A “poeira” das eleições

Neste Outono, admiravelmente quente para uns e horrivelmente seco para outros, os portugueses dividem-se entre o prolongar do Verão estival nas praias e a preocupação com a seca e as suas consequências nas culturas vegetais, na criação do gado, na pesca, nos intermináveis incêndios, na insuficiência de água nas albufeiras, barragens, e na dificuldade em obter água potável.

Para os turistas, de todo o género, seis meses de Sol e calor colocaram Portugal na “zona do Equador” e no “top” das férias.

Crónica de Costumes

Das memórias e das modernidades

Das memórias e das modernidades

Entristece constatar alguma da memória dos macaenses de Hong Kong reduzida a uma arrastada “boua note” da etérea voz de Ray Cordeiro, que o pessoal da newsdesk da RTHK 4 – Samantha Butler, are u there? – pronunciam “Cardeiro”. Que se passa com estes bifes que jamais conseguem soletrar direito os sagrados nomes, apelidos e alcunhas que nos legaram os ancestrais? O Cordeiro a que me refiro, dinossáurico autor do espaço radiofónico “Nostalgia”, entre um Elvis e um Nat King Cole, tem a distinta ousadia de não encontrar réstia de espaço, fímbria de tempo, uma nano referência que seja para catapultar para as ondas hertzianas um samba, uma bossanovazita, um fado até, e porque não? Apesar de ser um incondicional fá do “Nostalgia” e da voz pausada e quente de Ray Cordeiro tinha de exprimir este desabafo.

O “mundo maravilhoso” da Internet

O “mundo maravilhoso” da Internet

O “mundo maravilhoso” da Internet

No universo fantástico e assustador da cibernética, em que algumas ferramentas globais de intercomunicação permitem, a elaborados informáticos, traçar perfis dos milhares de milhões dos seus utilizadores, utilizando sofisticados algoritmos que nos colocam ao alcance de todo o tipo de influências inseridas nas comunicações que chegam ao nosso conhecimento, a informação fácil e repentista, proporcionada por estes novos veículos de comunicação, obriga-nos a um esforço suplementar da procura da verdade.

Olhando em Redor

Amargos de boca

Amargos de boca

Chan Meng Kam, líder da comunidade de Fujian, e Melinda Chan, cabeça de lista da Aliança Pr’a Mudança, foram os grande derrotados das eleições legislativas de 2017.

Não esperava – confesso – tão retumbante insucesso na estratégia da plataforma eleitoral de Chan Meng Kam, embora tivesse a convicção que iria de alguma forma ressentir-se pelo facto de não contar com a sua candidatura. Chan Meng Kam pretendia eleger quatro deputados, mas ficou-se por dois. Que leitura a fazer?

A Mudança Equinocial

Drones e pechas avulsas

Drones e pechas avulsas

Uma das questões mais badaladas nos Meios de Comunicação Social portugueses no decorrer do Verão que já era, foi a questão da necessidade ou não de se legislar sobre os drones. Essas maquinetas – que são tudo menos brinquedos, recorde-se – foram, inclusive, o prato forte da conversa numa das edições do debate televisivo “Prós e Contras”. Na minha modesta opinião, acho que, neste caso, a questão do pró e do contra nem sequer se devia colocar. É claro que é preciso – é urgente – legislar. E, uma vez posta a lei em letra, fazê-la cumprir.

Furacões nas Caraíbas

Como falar de uma catástrofe?

Como falar de uma catástrofe?

Quando este texto for publicado o tremendo pesadelo que assolou as Ilhas Antilhas, nas Caraíbas Ocidentais; a ilha de Hispanhola; Cuba e a península da Florida, nos Estados Unidos, estará quase terminado. No entanto, a sua realidade irá pairar no ar por muitos meses, quiçá, anos.

Quando nos foi pedido para escrever sobre o que sentimos ao ver a catástrofe que se assolou as Antilhas Ocidentais na semana passada, fiquei com um misto de tristeza e de obrigação em explicar a tragédia que aquelas gentes viveram.

Calçada, bola e contos de fadas

A inquietante mansidão lusitana

A inquietante mansidão lusitana

Há algo de profundamente inquietante na gente portuguesa. Vejo-a cada vez mais apática e amorfa, incapaz de uma reacção decente a não ser que o árbitro roube um golo ao Benfica. Aliás, a futebol-tolice continua com audiências estratosféricas. É a maior. Há uns dias, todos os noticiários das principais estações televisivas da República insistiram nas imagens, mostradas “ad nauseam”, referentes à irregularidade de uma jogada de ataque assinalada por essa nova entidade reguladora chamada vídeo-árbitro. Como se não nos bastasse a epidemia dos comentadeiros avençados, gente que parece não saber fazer mais nada na vida, que por aí anda…

Olhando em Redor

Vendedores de promessas

Vendedores de promessas

O acto eleitoral que se aproxima, a passos largos, é revestido de especial significado, por estarmos a viver um momento crucial na vida da RAEM. Olhando para as plataformas eleitorais das listas concorrentes, pelas vias directa e indirecta, dá para entender quanta demagogia é destilada para convencer o eleitorado a votar em candidatos que nada mais desejam do que um lugar na Assembleia Legislativa, sem depois cumprirem com o que prometeram; ou lutar minimamente pelos interesses da população em geral.

Opinião

A imperfeição da síntese

A imperfeição da síntese

Deficiente é a palavra deficiência. Quando a ouvimos acerca de alguém pensamos, em abstrato, numa série de hipóteses e enfrentamo-las com o padrão ideal e perfeito. E raramente nos colocamos a pergunta sobre o que é ser perfeito física e espiritualmente. Quando recuamos em eventuais quadros da evolução do homem e tentativas de aproximação por desenho, perdemo-nos na composição da imagem e no aglomerado de qualidades intelectuais e morais que constituem a “normalidade”.

O meu detestável mês de Agosto

O meu detestável mês de Agosto

É Agosto e o panorama não mudou. Os espantalhos do ecrã pedem-nos para vertermos lágrimas pelo pobre do Usain Bolt que, coitado, na sua despedida das pistas viu-se obrigado a desistir devido a um problema físico; ou então sugerem-nos que curvemos a espinhela em memória da princesa Diana cujo desaparecimento terrestre, já lá vão vinte anos, merece documentário em horário nobre propagandeado, semanas antes da sua transmissão, na dita estação pública de televisão, rendida, como sempre, a tudo o que vem do lado de cima do Canal da Mancha. Os políticos, esses, estão a banhos e continuam a ser notícia.

Olhando em Redor

Tailândia, um país estável

Tailândia, um país estável

Chegou o mês de Agosto, e com ele o direito às merecidas férias de Verão, razão pela qual viajei há poucos dias para o meu destino preferido na Ásia. Ou seja, a Tailândia. No Aeroporto Internacional de Macau sentia-se o cheiro a férias, com famílias de várias etnias a despacharem as suas bagagens nos respectivos balcões de “check-in”.

Desta vez aterrei pouco depois do meio-dia no Aeroporto Internacional de Don Mueang, onde demorei cerca de meia hora na fila da imigração, quando não há muito pouco tempo tive “secas” de uma hora e meia, após a meia-noite.