Bandeira cubana içada em Washington

Um dia histórico

Bandeira cubana içada em Washington

20 de Julho, um dia, vários momentos históricos nas relações entre os Estados Unidos e Cuba. Depois de um corte de relações de 54 anos entre os dois países, a bandeira cubana foi desfraldada em Washington. Ambos os países reabriram as suas embaixadas em Havana e Washington. O secretário de Estado norte-americano deu as boas-vindas ao seu homólogo cubano, na sede do Departamento de Estado, em Washington, naquela que foi a primeira visita deste tipo de um diplomata de Havana, desde 1958. São os mais recentes episódios do restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba. Em Cuba, cujos destinos são presididos por Raúl Castro, irmão de Fidel, ainda não se realizou a cerimónia do hastear da bandeira norte americana.

O embaixador de Portugal em Cuba, Fernando Tavares de Carvalho, disse à Renascença que a população cubana encara o actual momento com esperança e a esmagadora maioria já indicou ser maioritariamente favorável ao reatar dos laços há mais de 50 anos quebrados.

«Foi publicada uma sondagem segunda a qual 97% da população em Cuba apoiaria esse reatar de relações e a aproximação entre os dois países. É preciso não esquecer que há uma comunidade cubana muito importante nos Estados Unidos. As relações são muito intensas entre os dois lados do estreito da Flórida», afirmou o diplomata.

«Foi uma atitude corajosa, tanto por parte de Obama, como do Presidente Raul Castro, a abertura deste novo capítulo nas relações entre estes dois países», disse.

 

Fim do embargo

O embaixador português reconhece que para a população o regresso das relações diplomáticas entre os dois países representa a esperança do fim do embargo a Cuba, decisão que está nas mãos dos Estados Unidos.

«As autoridades cubanas esperam o levantamento do embargo e essa é uma decisão que só o Congresso dos Estados Unidos pode tomar. As medidas que a administração Obama tomou em Janeiro do ano passado vão nesse sentido», defendeu Tavares de Carvalho.

Antes disso, terá ainda de ser hasteada a bandeira dos Estados Unidos em Cuba, um momento ao qual devem assistir líderes norte-americanos e que ainda não foi marcado.

 

FECHAR GUANTANAMO

A Casa Branca está a concluir um plano para encerrar a prisão de Guantanamo para suspeitos de terrorismo e, desta forma, cumprir uma das promessas do Presidente Barack Obama.

«A administração está na fase final de elaboração de um plano para fechar, em segurança e de forma responsável, a prisão de Guantanamo e vamos apresentar esse plano ao Congresso», disse o porta-voz da Casa Branca.

Josh Earnest espera que a proposta cause um «curto-circuito» na oposição republicana, para que a cadeia situada numa base militar norte-americana em Cuba possa fechar portas.

Os republicanos travaram a transferência dos reclusos de Guantanamo para estabelecimentos prisionais nos Estados Unidos. A administração Obama também tem enfrentado a resistência do Pentágono no repatriamento de reclusos que ainda podem constituir uma potencial ameaça de segurança.

A prisão de Guantanamo foi criada depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, contra as Torres Gémeas e o Pentágono, que provocaram mais de três mil mortos e foram reivindicados pela rede terrorista Al-Qaeda.

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