Sinos de Belém vão tocar pela paz

Terra Santa

Sinos de Belém vão tocar pela paz

O Patriarcado Latino de Jerusalém anunciou que os sinos das igrejas de Belém vão tocar amanhã pela «paz, justiça e dignidade» e convidou «todas as igrejas do mundo» a associar-se à iniciativa.

No seu sítio online, o Patriarcado Latino de Jerusalém explica que devido ao «clima geral que prevalece na Terra Santa», o Município de Belém fez algumas alterações aos eventos previstos para a «cidade da encarnação, onde decorrem preparativos para a Festa de Natal».

Desta forma, depois de acenderem a iluminação da Árvore de Natal, na Praça da Manjedoura (em frente à Igreja da Natividade, construída sobre a gruta onde Jesus nasceu), não vai haver fogo-de-artifício, mas vão replicar os sinos das igrejas.

Todas as igrejas do mundo foram convidadas a associar-se a este «gesto simbólico», enviando um e-mail com algumas informações para o endereço info@bethlehem-city.org

«Belém é uma cidade de paz e na aproximação do Natal devemos rezar mais do que nunca por esta paz», explicou a presidente do município.

O Município de Belém decidiu ainda anular o «habitual jantar» que se realiza depois da árvore estar iluminada; as decorações são mais discretas e os concertos «não se realizam».

 

Cristãos perseguidos

A Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), em parceria com a HM Television, está a promover uma campanha de sensibilização pelos cristãos perseguidos no Médio Oriente, sobretudo na Síria e no Iraque.

“Wake Up! Acordem!”, é este o mote de uma iniciativa online que quer «despertar a sociedade» para o drama que as comunidades cristãs enfrentam diariamente, vítimas de discriminação e violência devido à sua fé.

A ideia é divulgar vídeos na Internet e incentivar as pessoas a partilharem-nos através das redes sociais e de outras ferramentas de comunicação.

Num dos trabalhos já colocados, escutamos o testemunho do padre Douglas Bazi, um sacerdote católico iraquiano que foi raptado e torturado por extremistas islâmicos em 2006 e que é o actual pároco do campo de refugiados “São Elias”, em Erbil, no Iraque.

«Se as pessoas ficarem caladas, é o mesmo que dizer que concordam com aqueles que nos perseguem. Por isso não se calem. Se puderem, não sejam meros espectadores, ajam e acordem», pede o sacerdote.

O vídeo inclui uma série de depoimentos de responsáveis católicos e de outras igrejas cristãs do Oriente, que chamam a atenção para a gravidade do que está a acontecer aos cristãos na região, devido à acção do grupo Estado Islâmico.

Histórias de sofrimento mas também de coragem, de perdão e de esperança, como refere D. Emil Shimoun Nona, antigo arcebispo dos caldeus (rito católico) em Mossul, no Iraque.

«Na verdade os cristãos aqui estão tristes, por um lado, porque perderam as suas casas, as suas terras e propriedades, perderam tudo. Mas por outro lado, têm muita confiança em Deus, têm esta confiança de que Deus não os abandona, em qualquer lugar que se encontrem no mundo», realça.

D. Shimoun Nona está agora em Sidney, na Austrália, depois de ter visto a sua diocese ser tomada pelos radicais muçulmanos.

 

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