Eleição de António Guterres é “orgulho para Portugal”

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Eleição de António Guterres é “orgulho para Portugal”

A diocese do Funchal saudou a eleição de António Guterres no Conselho de Segurança da ONU para secretário-geral das Nações Unidas.

“Felicidades para as Nações Unidas e para o Eng. António Guterres. É um orgulho para Portugal e para todos nós”, refere uma mensagem publicada no perfil da Diocese na rede social Facebook.

O ex-Primeiro-Ministro português foi o mais votado no Conselho de Segurança das Nações Unidas para secretário-geral da ONU.

Os quinze embaixadores dos países com assento no Conselho de Segurança falaram aos jornalistas para anunciar o nome de António Guterres, que recebeu treze votos de encorajamento e duas abstenções.

O Presidente da República Portuguesa publicou uma nota em que confessa a sua “grande alegria e emoção” após a notícia do acordo no Conselho de Segurança.

“É uma excelente notícia para as Nações Unidas, porque é o melhor candidato para o cargo, é uma excelente notícia para Portugal, porque é um português de enorme valor a ocupar o lugar mais importante da mais importante organização internacional”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, num texto divulgado pelo site da Presidência.

António Manuel de Oliveira Guterres, de 67 anos, nasceu a 30 de Abril de 1949 na freguesia de Santos-o-Velho, em Lisboa.

O seu percurso como católico levou-o a integrar o chamado “Grupo da Luz”, nos anos 70 do século passado, participado por personalidades que eram contra o regime da altura, incluindo, entre outros, Marcelo Rebelo de Sousa, Carlos Santos Ferreira e o padre Vítor Melícias.

Guterres foi eleito Primeiro-Ministro de Portugal em 1995, governando o País até Dezembro de 2001, quando se demitiu, após a derrota eleitoral do Partido Socialista nas eleições autárquicas.

Em 2005 assumiu o cargo de Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, que exerceu até Dezembro de 2015.

Em Março de 2015 participou na segunda sessão do ciclo de conferências “Nova Ágora”, promovidos pela arquidiocese de Braga, onde defendeu a necessidade de reafirmar «os valores da tolerância ou da solidariedade» nas nossas europeias, desejando que a escola seja «um factor decisivo, de integração e de afirmação desses mesmos valores».

Em Janeiro de 2016, já após concluir o percurso como Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres disse à Agência ECCLESIA que o Papa Francisco é um «aliado precioso na defesa dos refugiados e das vítimas de perseguição».

«A Igreja tem sido sempre, particularmente ativa, e o Papa Francisco, com as caraterísticas que lhe são próprias, veio dar à expressão daquilo que foi sempre a voz da Igreja, um particular impacto e significado, como um aliado precioso no combate para com os refugiados e as vítimas de perseguição», afirmou.

Francisco e Guterres encontraram-se no Vaticano a 6 de Dezembro de 2013, em audiência privada.

In ECCLESIA

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