“Bamos lá cambada”

Olhando em Redor

“Bamos lá cambada”

Não estava lá, mas é como se estivesse! Na quarta-feira à noite (hora de Macau) houve “jogo grande” entre Portugal e Marrocos, a contar para o Campeonato do Mundo de Futebol que decorre na Rússia.

Algumas horas antes fui convidado para assistir à partida pela televisão nas instalações do Instituto Português do Oriente (IPOR), recebendo também outro convite para ir à APOMAC. Não fui ao IPOR, mas pelas fotografias que fui recebendo, via WhatsApp, tive noção que foi grande o entusiasmo e a emoção, tanto de portugueses, com destaque para o cônsul-geral Vítor Sereno, como de alguns chineses, o que denota a sã convivência reinante nesta parte do globo.

Na APOMAC o chá gordo foi servido antes do jogo numa ala da cantina, com toalhas verdes e vermelhas postas a rigor. As t-shirts da Selecção Nacional que vários convivas envergavam também não enganavam ninguém, tais como as de Francisco Manhão, Jorge Fão, José Maria Gomes e Alberto Santos, entre outros adeptos. Na verdade, também não estive lá presente, pese embora tenha igualmente recebido algumas fotos e vídeos pelo WhatsApp.

Uns dias antes estava em Banguecoque quando passou na televisão a seguinte informação em Tailandês: “Hoje à noite os ‘touros bravos’ vão jogar contra os ‘foi thong’”. E foi a expressão “foi thong” que me chamou à atenção, sendo-me explicado que os “touros bravos” eram a Espanha, e os “foi thong” Portugal.

O “foi thong” – tradicionais fios de ovos portugueses – foi introduzido na Corte do antigo Reino do Sião, actual Tailândia, pela siamesa de ascendência luso-japonesa Maria Guiomar de Pina. Ainda hoje é uma doçaria bastante famosa na Tailândia.

Regressando à Selecção Nacional, é meu desejo que chegue à final e conquiste o Mundial, nem que para isso seja preciso entoar vezes sem conta o hino que o “Estebes” tem vindo a cantar nos espectáculos do “One (Her)Man Show”: “Bamos lá cambada, todos à molhada, que isto é futebol total. Deixem-se de tretas, força nas canetas, que o maior é Portugal…”.

Pedro Daniel Oliveira

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