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Quatro anos de dor
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Quatro anos de dor

Decorreram quatro anos desde 17 de Maio de 2011, data em que foram assinados dois Memorandos de Entendimento, um com o Fundo Monetário Internacional e outro com a Comissão Europeia e Banco Central Europeu, como contrapartida do empréstimo total de 78 mil milhões de euros ao Estado. O acordo foi subscrito por PSD, CDS-PP e PS.

Devemos interpretar com objectividade os resultados. A macroeconomia é avaliada a partir dos seguintes elementos: PIB, Consumo Privado e Público, Investimento, Exportações, Importações, Emprego, Desemprego e Distribuição do Rendimento. Em queda estão a procura interna, o consumo de bens alimentares, equipamentos e serviços, a produção agrícola, industrial e de energia, o sector da construção e do comércio, as actividades financeiras e seguradoras. No tocante às exportações, o maior aumento regista-se obviamente, no turismo, onde o destino Portugal é vendido nas agências de viagens internacionais como um dos mais baratos do mercado, muito aquém do seu real valor. Também na exportação de recursos humanos, o Governo se revelou exímio, como o comprovam os 300 mil jovens portugueses emigrados.

As importações, por seu turno, caíram não em função do aumento da produção interna, mas sim à custa da diminuição do consumo. Os indicadores de actividade e confiança económica continuam negativos. Mas aquilo que melhor atesta da confiança no futuro do País, mais que qualquer dado macroeconómico, é a taxa de natalidade, que está nos níveis mais baixos desde que há registo. O Eurostat prevê inclusive que em 2050 Portugal registe o valor mais baixo entre os 28 Estados-membros.

Também no sector base de qualquer economia, que é a agricultura, Portugal é hoje um dos menores produtores agrícolas da União Europeia, com uma parcela de apenas 0,4 por cento nos cereais e de 2,6 por cento no leite. São dados contundentes. Nada disto faz já qualquer sentido. É urgente recentrar o País, dar-lhe um rumo. Obviamente, isto passa por políticas nacionalistas, ou seja, que coloquem Portugal e os portugueses em primeiro lugar, à frente de quaisquer interesses particulares ou supranacionais (a salvaguarda desses tipos de interesses, está mais do que visto, relegar-nos-á sempre para segundo ou terceiro plano). Por isso, o Nacionalismo é a solução!

J.P.C.

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