Derrubemos o Regime

Derrubemos o Regime

Neste quadro sombrio com que actualmente nos deparamos em Portugal o cidadão sente-se esmagado pela incompetência política, pelo abuso económico, pela corrupção política e pela alienação social.

Quem devia defender o cidadão ataca-o permanentemente, estreitando a vida quotidiana com taxas, impostos, multas, penhoras, vigarices, trapalhadas, decretos e tudo o mais de que se lembram para sugar o ânimo da sociedade. Não se coíbem assim de extorquir o seu próprio povo. Estes mesmos que querem sujeitar-nos às leis mais surreais, são os primeiros a renegar as leis gerais de convivência social, semeando assim a desagregação e o mau exemplo.

Ao serem rejeitados os valores superiores, as regras de convívio humano são ignoradas. Usando a violência a partir do poder, a classe de cleptocratas que tomou conta dos destinos de Portugal trata de extorquir os contribuintes e favorecer os seus intermediários. A própria essência da vida há muito deixou de ser respeitada nesta República de sombras chinesas que nada tem a ver com o verdadeiro Portugal, cuja matriz é nacionalista e humanista.

O Portugal civilizado da História vai-se tornando numa caverna onde agem sem qualquer controlo nem restrição um bando de incendiários sociais, de criminosos políticos e terroristas económicos; a paz, a segurança, o direito à felicidade foram suprimidos e substituídos por uma farsa democrática.

A III República perdeu toda a autoridade moral. Quanto mais ousada e ultrajante se torna nas suas acções, mais aumenta a tensão junto dos cidadãos. Como é possível aceitarmos toda esta ruína que se abate sobre nós, sem a exigência da reposição dos nossos mais elementares direitos?

A III República e suas clientelas lutam de forma encarniçada pela sua própria sobrevivência, controlando a Imprensa (que, embora se procure demonstrar pluralista, ignora sistematicamente as mensagens enviadas nesse sentido) e escondendo ou absolvendo os responsáveis pelos crimes que ela própria comete. Os mais sublimes sentimentos humanos estão afinal reféns desta fraude, deste grupo de criminosos que diariamente assaltam o Estado e massacram os cidadãos com brincadeiras de mau gosto. Como é possível aceitarmos isto?

Mas, nesta época de terrorismo governativo, o limiar da mudança está já ao nosso alcance, porque a realidade quotidiana não suporta mais esta ilusão, esta aparência de “normalidade”, este sistema consumido pelo descrédito e pelo fracasso.

No início deste novo milénio, a perspectiva deste sistema político-económico se manter é assustadora. Ele pode persistir ainda algum tempo mais, mas está fora deste tempo e actua claramente fora da lei; vive o seu capítulo final e irá terminar numa apoteose de corrupção e incompetência. O seu colapso vai ocorrer porque é no seu seio, na sua podridão, que estão as causas da sua queda. Há que manter a capacidade de sonhar, de aspirar a algo melhor para o País, de o renovar e envolvê-lo por um novo programa de liderança, assumidamente nacional e com vista ao progresso de Portugal enquanto Nação. Porque, ao contrário dos sucessivos Governos, não vejo Portugal como uma mera região da União Europeia, e para mim os portugueses não são uma amálgama de mão-de-obra exportável e substituível por populações originárias de outros países. E esta é uma diferença fundamental. Em Portugal, há crianças e idosos a passar mal, não podemos esquecê-lo. Isto num país com potencialidades extraordinárias, dotado de uma fenomenal riqueza, mas cujos recursos têm sido sistematicamente ignorados ou pilhados e desperdiçados por entidades que continuam parasitando no interior do Estado ou ao seu redor. Um país que podia e deveria ser rico mantém-se, graças a estes inúteis e serviçais de interesses próprios e estrangeiros, irremediavelmente pobre. Obviamente, os responsáveis por esta situação deveriam ser processados criminalmente por todo o mal que fizeram à Nação nas últimas décadas.

Cobertos com o manto da impunidade e da pseudo-infalibilidade que o protocolo eleitoral lhes confere (como se de deuses velhacos se tratassem), vão-se amarrando ao poder, cada vez mais obstinados, mais desavergonhados, mais ridículos. Políticos vulgares, parlamentares medíocres, administradores incompetentes, pseudo-elites chatas e grandes empresários mercenários, cuja influência é nefasta, têm de ser afastados da gestão do Estado e do País pelo voto consciente num outro modelo de governação da causa pública.

E, porque uma árvore podre na sua essência jamais poderá gerar frutos sãos, este regime está condenado a oferecer-nos gente cada vez mais medíocre. Não resta pois aos portugueses outra alternativa senão derrubá-lo.

José Pinto Coelho

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