Deus tem a solução para todos os nossos problemas!
Um menino com cinco anos de idade acompanhou a avó a uma mercearia. A avó gastava muito dinheiro nas compras e o vendedor, claro, estava contente com as vendas. Abriu uma lata de amendoins e disse ao rapazinho: «– Toma, filho, come uns amendoins!». O rapaz ficou calado e recusou comer os amendoins. «– Força!», repetiu o vendedor, «– Toma lá!», mas o menino recusou. Por fim, a avó meteu a mão dentro da lata e deu ao rapaz uma mão-cheia de amendoins. À saída da loja, a avó perguntou-lhe: «– Filho, normalmente aceitas tudo o que te dão. Por que não pegaste nos amendoins?». Respondeu: «– Avó, a minha mão é pequena. Eu sabia que se a senhora ou o tio me dessem com as mãos, eu apanharia mais amendoins!». Embora seja engraçado, esta é a realidade da confiança nas mãos de Deus.
As mãos e os corações humanos são pequenos. A mão e o coração do Senhor são imensuráveis. Quando Deus dá, Deus dá abundantemente – incalculável e transbordante. Este glorioso dar é o tema das leituras de hoje.
A generosidade e a confiança andam sempre a par. Uma pessoa que não confia em Deus nunca aprenderá a ser generosa. E quando uma pessoa aprende a confiar em Deus, pode ser verdadeiramente generosa. Aprenderá a deixar-se ir e a deixar-se levar por Deus. É como colocar todos os nossos recursos nas mãos de Jesus. O que realmente importa são as mãos de Jesus a segurar os nossos recursos. Se pusermos todos os nossos recursos nas nossas mãos, eles não valem nada.
Uma coisa notável na mensagem do Evangelho de hoje é que, mesmo no meio da confusão sobre o que fazer exactamente ou como lidar com uma determinada situação, Deus tem sempre uma solução. Assim, seja qual for a situação em que nos encontremos, ou as dificuldades que pensemos ter encontrado, Deus sabe como nos conduzir para fora dela, para ficarmos em segurança.
Há muitas lições importantes que podemos aprender com as leituras de hoje, e em especial com os milagres. A primeira é a compaixão e a generosidade de Eliseu e de Jesus para com os seus rebanhos. A compaixão levou-os a alimentar generosamente o seu povo. A compaixão é a base da empatia e da simpatia. Precisamos de compreender o que significa para os outros ter fome, sede, doença, falta de casa, desemprego e solidão. De facto, precisamos disso para sermos humanos.
A segunda lição é que Deus pode transformar algo pequeno em algo grande. Por isso, não devemos duvidar de Deus, como fizeram os discípulos. Isto porque o nosso Deus é um Deus de impossibilidades. Como Cristo nos diz: «Para Deus todas as coisas são possíveis» (Mt., 19, 26), e Paulo afirma: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (cf. Fil., 4,13). Por isso, temos de oferecer sempre o que temos em confiança a Deus e ao serviço dos outros.
Como é que respondemos às necessidades da nossa comunidade em tempos de carência? Os bens que possuímos, os nossos talentos, o nosso tempo, os nossos conhecimentos, a nossa experiência, incluindo a nossa fé, são valores que devemos colocar ao serviço dos outros. Uma atitude generosa e compassiva para com os outros pode enriquecer a vida de muitos, bem como a nossa própria vida. Quando a compaixão e a generosidade se abraçam, grandes milagres acontecem para uma comunidade unida por uma só fé, um só espírito e um só baptismo.
Finalmente, através da sua generosidade e compaixão, Cristo continua a fazer milagres no meio de nós. Ele continua a alimentar-nos e a nutrir-nos física e espiritualmente em cada celebração eucarística. Por isso, com o Salmista, louvemos a Deus: “Abres bem a tua mão, Senhor, e atendes os nossos desejos”.
Pe. Augustine Ikechukwu Opara