ENCERRAMENTO DA ESCOLA DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO

Encerramento da Escola do Santíssimo Rosário

Bem-estar dos alunos em primeiro lugar.

A diocese de Macau vai encerrar a Escola do Santíssimo Rosário por número insuficiente de alunos, garantindo numa nota enviada a’O CLARIM que a prioridade vai para o bem-estar das crianças e dos jovens.

«A fim de avaliar o desenvolvimento educacional católico para melhor utilização dos recursos sociais, a diocese de Macau enviou um pedido à DSEJ a solicitar o encerramento do Santíssimo Rosário (ESSR), com efeitos práticos a partir do ano lectivo de 2017/2018», refere a missiva.

«O número total de alunos no próximo ano lectivo ronda os sessenta. Algumas turmas não têm mais alunos, enquanto outras têm apenas alguns. A Diocese optou assim pelo encerramento, tendo em conta todos os factores desfavoráveis da escola», justifica a Comissão Diocesana da Educação Católica no mesmo documento.

A diocese de Macau promoveu entretanto um encontro com cerca de cinquenta pais, com a participação de Pedro Chong, vigário-geral, João Lau, procurador da Diocese, e Yeung Wai Ching, directora da ESSR.

«A transferência dos estudantes foi a principal preocupação dos pais na reunião de sábado. Em primeiro lugar, o bem-estar dos alunos é a principal preocupação da Diocese», sustenta a nota, acrescentando que «os representantes diocesanos prometeram estreitar o contacto com a DSEJ», utilizando «todos os meios possíveis para que os estudantes afectados possam ser transferidos para outras escolas diocesanas».

«Além disso, haverá um esforço suplementar para os ajudar na adaptação às novas escolas», o mesmo acontecendo relativamente a «alguns pedidos individuais de transferência de escola», visto que «a diocese de Macau também vai ouvir e acompanhar os respectivos assuntos após a aprovação da suspensão».

«A escola é um local onde os estudantes socializam em comunidade. Portanto, é onde aprendem a respeitar-se uns aos outros e a dar importância ao sistema de valores próprios através da convivência com o próximo. No entanto, o persistente problema relacionado com a falta de matrículas impede a formação da vida em comunidade. E isso pode ser resolvido quando os alunos forem transferidos para uma nova escola com um melhor ambiente de aprendizagem».

«A decisão foi tomada após uma série de considerações distintas, completas e pormenorizadas entre o bispo [Stephen] Lee e membros da Diocese», conclui o texto.

PEDRO DANIEL OLIVEIRA 

com B.K.I. e J.M.O.M.

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