Papa fala em ecumenismo «de sangue»

Vaticano

Papa fala em ecumenismo «de sangue»

O Papa lembrou, na passada quarta-feira, os cristãos perseguidos no mundo, durante um encontro no Vaticano com os secretários da organização mundial das Comunhões Cristãs, um organismo de cariz ecuménico.

Na sua intervenção, publicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco lembrou a estes responsáveis que os cristãos perseguidos pelo terrorismo ou pelo poder «já estão unidos num ecumenismo de sangue».

Numa abordagem ao significado de ecumenismo, o Papa argentino referiu ainda que ele pode ser «simplesmente um caminho feito lado a lado com outros cristãos» ou pode ser algo mais, «um ecumenismo ativo em prol de todos quantos são atualmente vítimas de injustiça, da guerra».

Isto porque hoje muitas comunidades estão a ser alvo de perseguição, de violência, de discriminação, independentemente da fé cristã que professam.

«Quando os terroristas perseguem os cristãos ou as minorias cristãs, eles não perguntam: São luteranos? São ortodoxos? São católicos? São cristãos da reforma? São cristãos pentecostais? Não! Eles apenas têm como alvo os cristãos. O inimigo sabe muito bem como reconhecer a face de Cristo. E este é um ecumenismo de sangue», salientou.

Durante o encontro, Francisco recordou o caso dos 29 cristãos coptas ortodoxos que foram capturados e mortos pelo Estado Islâmico na costa da Líbia.

«Eles são nossos irmãos pois eles também deram testemunho de Jesus nas suas vidas e com a sua morte», concluiu.

 

ÁFRICA

O presidente do Conselho Pontifício “Justiça e Paz” destacou a importância de um esforço da comunidade internacional, com a Igreja Católica e outras organizações religiosas, para melhorar o acesso à Saúde no continente africano.

«Demasiados africanos têm estado privados desse bem e há demasiado tempo, apesar dos progressos significativos nos campos da tecnologia, dos tratamentos e da prevenção, que se tornaram comuns nas economias mais abastadas do mundo», apontou o cardeal D. Peter Turkson.

O responsável católico abordou esta questão durante o terceiro simpósio germano-africano sobre Cuidados de Saúde, na cidade de Berlim, na Alemanha.

Aquele representante do Vaticano salientou a importância do contributo das organizações da Igreja Católica e de outras instituições de cariz religioso, que «assumem frequentemente uma significativa responsabilidade na aplicação dos cuidados de saúde, sobretudo na África subsaariana e em especial entre os sectores mais pobres da população».

In ECCLESIA

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