Bem-aventuranças como bússola da vida cristã

Vaticano

Bem-aventuranças como bússola da vida cristã

O Papa apresentou, na passada segunda-feira, no Vaticano, as bem-aventuranças como «bússola» da vida cristã, que combatem a «idolatria das riquezas, da vaidade e do egoísmo».

«Esta é a lei nova, esta que nós chamamos as bem-aventuranças. É a nova lei do Senhor para nós. São o roteiro, o itinerário, são a bússola da vida cristã. Neste caminho, segundo as indicações deste “GPS”, podemos prosseguir na nossa vida cristã», disse, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

Francisco realçou que «as riquezas são boas, mas o que faz mal é o apego às riquezas» que se torna «uma idolatria». «Isto é contrário à lei. É o GPS errado», advertiu.

De entre todas as bem-aventuranças, o Papa selecciona uma: «bem-aventurados os mansos». «Jesus diz de si mesmo: Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração. A mansidão é uma maneira de ser que nos aproxima muito de Jesus», observou, numa intervenção divulgada pela Rádio Vaticano.

 

Reforma

O Papa reuniu entre segunda e quarta-feira com o conselho consultivo de cardeais que criou para o aconselharem na reforma da Cúria Romana.

A 15ª reunião do chamado “C9” decorreu à porta fechada, no Vaticano, e aconteceu depois de no sábado o Vaticano ter anunciado a criação de uma nova Congregação para os Leigos, a Família e a Vida, bem como alterações legislativas para casos de abusos sexuais.

De acordo com a proposta do Conselho dos Cardeais, no novo departamento irão confluir, a partir de 1 de Setembro de 2016, os actuais Conselhos Pontifícios para os Leigos e para a Família.

O Estatuto estabelece que o organismo da Santa Sé vai ser presidido por um prefeito, coadjuvado por um secretário, que poderá ser leigo, e por três subsecretários leigos.

Ainda no sábado foi divulgado o “Motu proprio” do Papa Francisco, “Como uma mãe amorosa”, que reforça a necessidade da vigilância dos bispos na protecção dos menores e dos adultos vulneráveis.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, sublinhou que, com esta modificação, o Papa precisa que entre as «causas graves» que justificam a remoção dos ofícios eclesiásticos, também dos bispos, está a «negligência» em relação aos casos de abusos sexuais.

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