O Mundo de tanga

Olhando em Redor

O Mundo de tanga

«Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os trapaceiros herdarão o reino de Deus»

(1 Coríntios 6:9-10)

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu, na passada sexta-feira, com cinco votos a favor e quatro contra, a legalização do casamento gay em todos os Estados norte-americanos.Os juízes consideraram que a Constituição garante o direito igualitário a todos os cidadãos de contrair o matrimónio, sendo a proibição relativa a casais do mesmo sexo contrária à lei, o que na prática leva a que 14 Estados tenham de levantar a proibição.

A decisão teve grande impacto à escala mundial, ou não fossem os Estados Unidos, a par da União Europeia, o “modelo de salvaguarda” das liberdades e garantias dos povos livres.

É curioso que a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, pela via da união civil, em certos casos reforçada pela adopção de crianças, esteja a ter grande aceitação nos países onde as religiões prevalentes são do arco do Cristianismo.

Tal sucede nos Estados Unidos, Canadá, Uruguai, Brasil, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Portugal (adopção permitida apenas a pessoas homossexuais solteiras), Espanha, França, Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda, Bélgica, Holanda (a maioria da população não professa qualquer religião), Luxemburgo, Finlândia, Noruega, Suécia, Islândia e na Dinamarca. Também em Israel, país judaico, não só é reconhecido o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, como os homossexuais, as lésbicas e os bissexuais assumidos podem cumprir o serviço militar.

É curioso que nos países vincadamente islâmicos, budistas e hinduístas, ou cuja a maioria da população não segue qualquer religião, como acontece na República Popular da China, o casamento gay esteja proibido, assim como o reconhecimento para a adopção ou a aceitação da comunidade LGBT.

A homossexualidade é considerada crime e punida com a pena de morte em muitos países islâmicos, tais como na Arábia Saudita, Sudão, Somália, Mauritânia e no Irão, havendo alguma tolerância no Egipto, Tunísia, Indonésia, Albânia, Turquia e no Líbano, entre outros.

Na Índia, bastião do Hinduísmo, o Supremo Tribunal restabeleceu, em 2013, a pena de prisão de dez anos para as relações homossexuais, mas no ano seguinte reconheceu os “hijras” (transexuais) como o “terceiro género”.

Na Tailândia, onde o Budismo Teravada é a religião de Estado, há quem condene as práticas gays, mas também quem tenha simpatia pelos homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais, e entenda o seu destino como obra do “karma” (entra aqui a crença na reencarnação, contrária à ressuscitação, conforme acreditam os católicos) de modo que já estão a passar por uma punição. Apesar de haver grande tolerância e abertura ao turismo sexual no “País dos Sorrisos”, o parlamento tailandês não aprova o casamento gay.

 

Contradições

O que se passa nos referidos 22 países com população cristã? Má interpretação da Bíblia? Subversão dos valores cristãos? Enfraquecimento da Família? Efeitos do progresso? Fruto de sociedades cada vez mais materialistas e menos espirituais?

Nada tem a ver com a religião, mas com as liberdades garantidas pelo sistema político vigente, porque tem sido a salvo da democracia que muitos desses Governos constroem a opinião pública, invariavelmente servindo-se da Comunicação Social (rádios, jornais e televisões) para imporem as suas vontades, seja para captarem votos, seja para satisfazerem os caprichos pessoais de alguns ou para fomentarem uma nova ordem mundial, da qual faz parte o poderoso lóbi gay.

Posto isto, apraz-me dizer que o ideal da democracia é tão bom quanto o monárquico ou o comunista. No primeiro caso, porque todos os cidadãos são iguais perante a lei e há a liberdade de escolher os líderes políticos que nos governam. No segundo caso, porque os monarcas administram e governam de forma hereditária, tendo em vista o bem comum e a harmonia social. No último caso, porque assenta numa sociedade igualitária e sem classes sociais.

Tal como os regimes monárquicos e comunistas, as governações democráticas estão a evidenciar cada vez mais as suas falências, não porque a génese dos sistemas políticos esteja totalmente errada, mas porque o Homem desvirtua qualquer tipo de ideologia a favor do próprio interesse, razão pela qual a monarquia criou déspotas, o comunismo produziu ditadores e a democracia falsos patriotas. A salvo das liberdades conferidas pela democracia nota-se haver cada vez menos moralidade em países onde na prática vale tudo.

 

Tristeza

Não tenho nada contra os LGBT, até porque também são filhos(as) de Deus, que não discrimina qualquer ser humano, dando-lhe antes o livre arbítrio para escolher o seu destino.

Sinto-me apenas triste por saber que os valores da Família, como por exemplo, as crianças serem educadas literalmente por um pai e por uma mãe, estejam a ser destruídos por um ideal que nada tem a ver com os valores cristãos, islâmicos, budistas, hinduístas ou judaicos.

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

 

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