De Lisboa a “Lismá”

Islamismo invade capital portuguesa

Lisboa vira “Lismá”

Passam 867 anos (21 de Outubro de 1147) da reconquista de Lisboa aos mouros por D. Afonso Henriques, com o apoio de uma hoste de cruzados vindos do Norte da Europa. Esta vitória viria a ser determinante para o futuro de Portugal e do restante processo de expulsão dos invasores islâmicos da Península Ibérica. Numa época em que a defesa da identidade portuguesa e o expansionismo islâmico são questões fundamentais, esta data adquire um simbolismo especial.

No entanto, a “evolução” de Lisboa nos últimos anos permite-nos constatar que o tom da governação da cidade, por parte de António Costa, é dirigido para a completa aniquilação da identidade da capital, substituindo essa riqueza ímpar por uma amálgama multicultural que não faz qualquer sentido e configura um crime cultural, civilizacional e social. Neste aspecto, e como não podia deixar de ser, o edil lisboeta está sempre acompanhado por Sá Fernandes (ex-Bloco de Esquerda), exemplo acabado do ódio à História de Portugal e ao nosso passado. Será esta nova Lisboa um tubo de ensaio para aquilo que virá a passar-se ainda mais em todo o País nos próximos anos?

Como se não bastasse o desastre cultural, ao nível social o número de idosos ao abandono ou de sem-abrigo que encontramos a deambular por Lisboa também não auguram nada de bom. Tal abandono e desleixo pelo que realmente importa é sem dúvida comparável à situação presente de uma capital a cair aos bocados, com quarteirões esventrados em pleno centro da cidade e com prédios em ruínas em cada rua e avenida, convenientemente disfarçados com pinturas de “arte urbana” de gosto duvidoso e certamente não genuíno da cidade.

António Costa sonha decerto ser um dia recordado como alguém que deixou a Lisboa um grande legado de obras de reabilitação como a Ribeira das Naus (uma obra de fachada, mas sem dúvida enriquecedora para a cidade). Em vez disso, estamos em crer que ficará para a História pela sua ideia de destruição de uma boa parte da calçada portuguesa e pelo seu desprezo por tudo o que é identidade nacional anterior aos últimos 40 anos. E, já que falamos de substituição da calçada portuguesa por chapas de pedra ou betão, falemos da ameaça que representa a impermeabilização dos solos, falemos do excesso de construção em zonas delicadas, ou seja, falemos das recentes sucessivas inundações, que não sendo apenas culpa do clima são-no sobretudo da desatenção do município, nomeadamente (mas não só) dos responsáveis pela limpeza das sarjetas e da coordenação com a Protecção Civil.

Mas voltando ao tema principal deste artigo, a verdade crua e preocupante é que a destruição da nossa identidade e a sua substituição por costumes alheios à nossa cultura vão sendo paulatinamente introduzidos no quotidiano, perante a apatia dos lisboetas e dos portugueses em geral. Já falámos da intenção de destruição da calçada portuguesa (que, no nosso entender, deveria ser promovida a Património Nacional e Mundial). Embora adiado ou emudecido, este crime paira sempre na agenda dos “donos de Lisboa”, fruto da sua tara ideológica antinacional. A par desta ideia destaca-se a também já referida repulsa que sentem em relação à História (que jamais deveria ser apagada ou omitida), como ficou patente no recente diferendo sobre os canteiros do jardim da Praça do Império.

A tudo isto se junta um vasto conjunto de afirmações e acções por parte desta “dupla maravilha”, que procura ditar a sentença de morte cultural desta nossa capital já cantada, escrita e pintada por inúmeros vultos da cultura nacional e estrangeira. Mas há mais: a recente moda dos “tuk-tuk” turísticos de Lisboa é mais uma forma escandalosa de aculturação de uma cidade à qual não falta riqueza patrimonial e originalidade cultural. Olhando-se para essas coisas que nos passam pela frente dos olhos, diríamos que estamos no Bangladesh. Será que a seguir vamos ter os autocarros da Carris decorados à moda dos seus congéneres das Filipinas? Ou será que ainda veremos os nossos eléctricos serem substituídos por táxi “cabs” nova-iorquinos (ainda assim, amarelo por amarelo, talvez nem se note muito)? E não nos esqueçamos daquilo que, face ao contexto internacional, até poderia ser considerado a cereja em cima do bolo: falamos da nova e peregrina ideia (já concretizada) de um camião de recolha de lixo ostentar motivos muçulmanos. Mas isto afinal é o quê? É uma passadeira estendida para a nova invasão? Que têm estes senhores na cabeça para impingirem aos portugueses imagens com escrita em árabe e uma mulher de rosto e cabeça tapados por um niqab em ponto gigante?

Seria importante que os senhores governantes da edilidade lisboeta e não só compreendessem que os elementos típicos de cada cidade ou país são próprios, característicos, e dão o encanto da diversidade – mas no local certo. Que se ganha com misturas? Nada! Descaracteriza-se, perde-se o que temos de original e até o que foi importado tem ar de cópia reles.

Tudo isto, no fundo, faz parte da verdadeira agenda política de António Costa, bem sublimada na parede junto ao Rossio que resume toda a sua satisfação e obra e onde, em diversos idiomas, se exalta a “tolerância” e o multiculturalismo. Sucede que estes senhores escrevem “tolerância” e praticam subserviência, escrevem “multiculturalismo” e praticam a aniquilação da identidade própria.

Nós defendemos, sim, que uma capital deve e tem que ser cosmopolita e aberta ao mundo, até mesmo devido à sua função de capital. Mas, justamente por isso, tem que ter bem fortes as suas âncoras da identidade, para que não se transforme numa metrópole amorfa, semelhante a tantas outras sem História, ou, pior ainda, numa montra subserviente de retalhos de culturas que não são a nossa.

A nossa capital, milenar, está repleta de encantos únicos e atractivos turísticos, de História e Cultura. A Lisboa de Eça e de Pessoa, de Amália e de Maluda, das varinas e dos ardinas, das fragatas e dos pregões, de tantos monumentos e igrejas, da calçada e do azulejo, das colinas e dos eléctricos, tem é que fazer brilhar o que tem de próprio e genuíno e não transformar-se nesta “Lismá” sem alma nem encanto.

A identidade e o património histórico-cultural são prioridades. A existência de identidades no mundo não só é enriquecedora do ponto de vista cultural, como são elas mesmas que permitem aos povos reclamar a sua soberania enquanto entidades específicas e, por conseguinte, a sua liberdade. O respeito por outras culturas e costumes são uma característica de qualquer nacionalista que reconhece o valor supremo da Nação, seja ela qual for, mas estando cada coisa no seu lugar.

Reconhecemos que as grandes cidades estão muito mais permeáveis a fenómenos de perda de identidade, e sobretudo tratando-se de uma capital, a defesa intransigente daqueles que são os nossos pilares culturais impõe-se para que se possa acolher o cosmopolitismo necessário a uma capital aberta ao mundo. Porque o cosmopolitismo abre a mente e enriquece. Já o multiculturalismo, sobretudo quando promovido a ideologia de Governo, apenas gera destruição e descaracterização cultural.

José Pinto Coelho

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