Igreja Católica defende povos indígenas

Brasil

Igreja Católica defende povos indígenas

Os bispos brasileiros estão preocupados com o futuro dos povos indígenas do Maranhão e Mato Grosso do Sul, que consideram estar em causa depois do Tribunal Federal ter anulado o direito que eles detinham sobre alguns territórios ocupados.

Numa mensagem divulgada através da sua página oficial na Internet, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil frisa que «a garantia dos territórios aos povos indígenas é um direito conquistado e consignado na Constituição Federal» e fruto da «luta árdua de muitas pessoas da sociedade brasileira».

A Igreja Católica daquele país espera que a decisão do Tribunal Federal não represente um «retrocesso» no trabalho que tem sido feito e realça que «concluir a demarcação das terras indígenas é saldar uma dívida histórica para com os primeiros habitantes do Brasil».

Ao mesmo tempo honrar estes acordos representa «mais um passo para a paz num território marcado por graves conflitos que já vitimaram inúmeras pessoas».

Os bispos brasileiros lamentam que continue em marcha a «estratégia de questionar as demarcações das terras indígenas», que têm por trás sobretudo «interesses económicos».

Enquanto isso, «grande parte dos povos indígenas do Brasil continuam a viver no exílio, vítimas da apropriação indevida dos seus terrenos e da violência histórica cometida contra as suas propriedades», recordam.

Muitas dessas comunidades, «enquanto aguardam pela definição do seu futuro, têm de ficar acampadas à beira das estradas ou nas poucas áreas de mata que ainda subsistem nas propriedades rurais, sujeitas à violência e sem acesso a cuidados de saúde, à educação ou à água potável».

 

Ucrânia

Os bispos das Igrejas de rito católico do Leste da Europa reuniram-se cidade de Lviv, na Ucrânia, e apelaram ao fim do conflito no País.

«Manifestamos a todo o povo ucraniano as nossas orações, proximidade e solidariedade face ao conflito militar que não tem fim, na parte oriental, do País, e à agressão externa que causa tanto sofrimento, especialmente entre os civis», referem em comunicado.

Os responsáveis católicos, reunidos sob a égide do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, pedem que todas as partes envolvidas «sigam sem demora o caminho da paz e da reconciliação».

O papel das Igrejas Católicas orientais no diálogo ecuménico, a situação dos cristãos no Médio Oriente e o 25.º aniversário da legalização da Igreja greco-católica na Ucrânia foram outros dos temas abordados.

In ECCLESIA

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