Diversificação económica é a solução

40º Aniversário da Independência de Angola: Que Futuro?

Diversificação económica é a solução.

Angola pode tornar-se numa potência regional se optar pela diversificação económica, defendem Vicente Serafim e Armando Lobo, ambos com passado naquele país africano. Diamantes, madeiras, carvão, pescas, café, milho e algodão seriam apostas ganhas.

A crise instalada em Angola devido à queda do preço do petróleo constitui uma excelente oportunidade para o País caminhar na direcção da diversificação económica, sustentou a’O CLARIM o comandante Vicente Serafim, piloto da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, entre 1978 e 1987.

«Angola não pode ficar apenas dependente do petróleo. Há que apostar na diversificação económica, porque é um país rico em diamantes, madeiras, carvão e urânio. Além disso, tem uma riquíssima área marítima para a pesca e terrenos que poderão tornar o País no celeiro de África», referiu o agora director-executivo da Macau Jet International, a propósito do 40º aniversário da proclamação da independência de Angola, que se comemorou na passada quarta-feira.

«O futuro é apostar nos recursos naturais e numa boa gestão dos mesmos, o que poderá fazer de Angola um grande país africano. Certamente, irá sê-lo», vincou, acrescentando que «a chave do sucesso é ter recursos. Quando são muitos também há muita cobiça, o que se pode tornar numa autêntica desgraça. Portanto, esperemos que haja uma boa dose de bom senso e que se consiga equilibrar as coisas, porque se Angola não tivesse recursos, aí é que era mesmo muito complicado».

A ideia é partilhada por Armando Lobo, ex-militar e ex-professor de Português e de Ciências no Ensino Preparatório, e depois no Ensino Técnico, em Angola: «A diversificação económica é essencial, porque quando um país vive apenas de uma riqueza pode de um momento para o outro desabar em termos económicos e sociais».

No seu entender, «Angola precisa de modernizar a sua agricultura e aproveitar os terrenos agrícolas. Tem condições para apostar no café (antes de 1974 era o terceiro produtor mundial), no milho (pode dar duas colheitas por ano), no algodão (essencialmente para exportação) e no sisal. Tem ainda muito terreno para a criação de gado».

«Angola é quase como uma segunda pátria» para Armando Lobo, até porque a sua «mulher e dois dos três filhos são naturais de lá».

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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