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Editorial

Tento na língua

Tento na língua

Falar sem pensar é lamentável, é descuido, é mau para quem o faz e para quem ouve. É atirar para o ar sem medo de poder cair em desgraça, é ser infeliz.

Raimundo do Rosário chegou a Macau com vontade de mudar, mudar o que estava mal, tentando, ao mesmo tempo, aperfeiçoar o que estava bem.

Logo depois de tomar posse, o secretário para os Transportes e Obras Públicas deu umas voltas pelo território para aferir a pesada herança deixada por Lau Si Io. Deitou as mãos à cabeça com o que foi vendo e interrogou-se sobre a forma de resolver, por exemplo, o caos rodoviário. Tomou então a decisão de obrigar os automobilistas a deixarem os carros em casa e passarem a andar nos transportes públicos. De que forma? Abolindo os passes mensais dos silos automóveis e aumentando as tarifas destes e dos parquímetros.

Cesários do nosso descontentamento

Cesários do nosso descontentamento

O 10 de Junho deste ano foi melhor. Foi melhor porque Portugal esteve mais bem representado; foi melhor porque a RAEM esteve mais bem representada; foi melhor porque o programa de festas foi mais português; foi melhor porque eu e muitos outros achamos que foi melhor… e pronto! Afinal de contas, a festa é para nós, não para eles, os políticos. Na página 4 contamos os pormenores.

Infelizmente Portugal não está melhor – Nuno de Lima Bastos na entrevista que concede esta semana a’O CLARIM é da mesma opinião (pág. 7) – apresentando sinais apenas possíveis de combater se se mudar o Regime (ver Centrais).

Vaticano, China… e Galaxy

Vaticano, China... e Galaxy

Há dias o Papa Francisco pediu aos bispos italianos que rezassem pelos católicos chineses, para que estes possam viver em comunhão com o Papa, durante uma actividade promovida pela Conferência Episcopal Italiana. Ao mesmo tempo, na China, num encontro com a Frente Unida, o Presidente Xi Jinping afirmava, grosso modo, que as religiões devem respeitar os ditames do Governo Central.

À primeira vista, poder-se-á pensar que o esforço feito até ao momento pelos dois líderes mundiais no sentido de reaproximar o Vaticano e a República Popular da China sofreu um revés. Nada disso!

Revolução… pela positiva

Revolução... pela positiva

Xi Jinping parece estar a conseguir hoje o que Deng Xiaoping não conseguiu nos anos 80 do século passado: retirar peso institucional à Associação Patriótica dos Católicos Chineses.

De facto, a abertura económica e social levada a cabo por Deng Xiaoping também poderia ter sido religiosa, não tivesse esta sido travada pela Associação Patriótica que, sendo mais papista que o Papa, até o Sumo Pontífice deixou de reconhecer, rompendo o laço de comunhão entre a Igreja Católica na China e a Santa Sé. Consequentemente, foram-se agravando as relações entre a República Popular da China e o Vaticano.

China, Grande Prémio e chocos com tinta

Em entrevista concedida esta semana ao jornalista Pedro Daniel Oliveira, o padre Alberto Rossa, missionário clareatiano, surpreende-nos com três declarações: os Estados Unidos boicotam a relação entre a China e o Vaticano, por via dos bispos americanos; o Governo Central vê na Igreja Católica um pólo difusor dos valores morais; e a Associação Patriótica vai revelando maior condescendência perante determinadas actividades do clero.