MÉXICO

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Contra a violência, o narcotráfico e a exclusão

O Papa concluiu, na passada quarta-feira, no norte do México, a viagem que tinha iniciado na noite de sexta-feira, deixando atrás de si várias mensagens contra a violência, o tráfico de drogas e o crime, por um futuro diferente.

«Nalguns momentos senti vontade de chorar, ao ver tanta esperança num povo tão sofrido», disse no final da missa a que presidiu em Ciudad Juárez, junto à fronteira com os Estados Unidos, último compromisso da visita, agradecendo a todos os que estiveram envolvidos na organização do evento.

Depois do histórico encontro com o patriarca ortodoxo de Moscovo, Cirilo, numa breve escala em Cuba, Francisco chegou ao México para alertar, logo no seu primeiro discurso, contra a corrupção, a pobreza e o narcotráfico.

Um esforço no qual quis comprometer a Igreja Católica, pedindo-lhe coragem e recordando que os bispos não devem ser «príncipes».

Já no Santuário de Guadalupe, o Papa cumpriu o «sonho» de rezar a sós e em silêncio diante da imagem da padroeira da América Latina, depois de ter deixado uma mensagem de esperança a todos os que sofrem.

O percurso desta primeira visita de Francisco ao México levou-o a um dos subúrbios mais violentos da capital, Ecatepec, onde perante cerca de 400 mil pessoas exigiu respeito pela dignidade de cada pessoa e arremeteu contra os «traficantes» da morte, desejando que «não haja necessidade de emigrar para sonhar».

Um dos momentos mais emocionantes da viagem decorreu no regresso à Cidade do México, durante a passagem por um hospital pediátrico, onde o Papa abraçou crianças em tratamento oncológico, ouviu uma delas cantar e vacinou um menino para lançar uma campanha de vacinação contra a poliomielite.

Francisco rumou ao sul do País, ao Estado de Chiapas, para um momento de reconciliação com as comunidades indígenas, às quais pediu «perdão», elogiando as suas tradições e valores.

Ainda neste Estado decorreu o encontro com as famílias, junto das quais alertou para as consequências da solidão e da precariedade, com críticas às «colonizações ideológicas».

A etapa seguinte seria Morelia, no coração geográfico do México, cidade-símbolo dos problemas do narcotráfico: Francisco denunciou esta realidade, rejeitando uma atitude de «resignação» por parte da Igreja, antes de um encontro festivo com os jovens, a quem pediu que resistam à tentação pelos caminhos do crime e da violência.

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