Carlos Cheung

Macau e Hong Kong ordenam dois novos padres

Vincentius Haryanto
Vincentius Haryanto

Apóstolos

Carlos Cheung nasceu em Macau, mas vai ser ordenado em Hong Kong. Vincentius Haryanto nasceu na Indonésia, mas quis o destino que receba a estola das mãos de D. José Lai, bispo de Macau. No mês de São João Baptista a Igreja recebe dois novos pastores, provando que não está limitada pelas fronteiras políticas, pois é una, solidária e transnacional.

Dois diáconos com ligação a Macau vão receber a ordenação sacerdotal, estando as cerimónias religiosas agendadas para amanhã e 27 de Junho.Natural de Macau, o diácono salesiano Carlos Cheung será amanhã ordenado, em Hong Kong, pelo cardeal D. John Tong, na catedral da Imaculada Conceição, pelas 15 horas.

Carlos Cheung nasceu em Macau a 24 de Abril de 1983, tendo estudado em Hong Kong.

No próximo dia 27 será a vez do diácono jesuíta Vincentius Haryanto receber a estola das mãos de D. José Lai, bispo de Macau, em cerimónia a realizar na igreja São Lourenço, pelas 15 horas e 30.

Membro da Sociedade de Jesus, Vincentius nasceu em Surabaya (Leste de Java) em 1978, tendo chegado a Macau em 2013.

Numa breve declaração a’O CLARIM, Carlos Cheung referiu «dois pilares importantes da educação filosófica de D. João Bosco: o Sacramento da Reconciliação e a Santa Eucaristia».

Para ele, «a Liturgia Tridentina ajuda especialmente na adoração e a meditar em silêncio», sendo que «a Eucaristia é essencial para alimentar as vocações». Acrescentou ainda que «junto com a formação doutrinal é necessário promover o serviço e a oração».

Questionado sobre o futuro, disse querer «divulgar o Evangelho, formar novas vocações e trabalhar com adolescentes da China».

Depois de ordenado padre, Carlos Cheung irá celebrar a primeira missa na igreja de São Benedito, em Shatin (Hong Kong), pelas 7 horas e 30, no Domingo (21 de Junho). No dia 5 de Julho, pelas 12 horas e 30, celebrará missa na igreja de Maria Auxiliadora com recurso ao Rito Extraordinário. A primeira missa em Macau está marcada para as 9 horas do dia 19 de Julho, na igreja de São Lourenço. Curiosamente, Vincentius Haryanto também irá celebrar a primeira missa na igreja de São Lourenço, pelas 9 horas do dia 28 de Junho.

Os dois diáconos cumpriram trajectos diferentes até abraçarem o sacerdócio. Enquanto Carlos ingressou no Seminário Salesiano, tendo prosseguido os estudos no Seminário do Espírito Santo e no Politécnico de Hong Kong, para além de ter leccionado, Vincentius entrou para a Sociedade de Jesus em 1998, onde iniciou os estudos religiosos. No seu já extenso currículo constam passagens por Jacarta, Taipé e Macau. Em Taipé foi ordenado diácono a 28 de Junho de 2014, na igreja da Sagrada Família. Actualmente trabalha na Escola Secundária Estrela do Mar e presta serviço religioso na igreja de São Lourenço.

Carlos e Vincentius têm em comum a realização de várias acções junto de crianças e jovens – o primeiro, em Macau, nas Filipinas e em Timor-Leste; o segundo, na Indonésia, principalmente em zonas afectadas por catástrofes naturais.

 

IGREJA UNA

Carlos Cheung e Vincentius Haryanto são dois exemplos do esforço das dioceses de Macau e Hong Kong na procura de novas vocações que sirvam o seu maior propósito: ir ao encontro das populações, divulgar o Evangelho e servir os fiéis.

A tarefa tem-se revelado mais difícil para Macau – em resultado da ausência de alunos no Seminário de São José ao longo de vários anos – embora haja hoje sinais de alguma melhoria. Para tal tem contribuído o desempenho da Faculdade de Estudos Religiosos (Universidade de São José), cuja acção tem permitido encontrar e valorizar as novas vocações, dando-lhes os alicerces necessários para a vida sacerdotal.

Igualmente importante é o reforço do diálogo e do intercâmbio entre as dioceses das duas regiões administrativas especiais, que se repercute nas dioceses de outros países da região.

O regresso a Macau de Carlos Cheung para a celebração de uma missa na cidade que o viu nascer e o serviço que Vincentius Haryanto vem prestando à comunidade local é mais um sinal de que a Igreja é una, solidária e transnacional.

J.M.E./B.K.I

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