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Boa Nova, sempre!

(mesmo que custe mais uns tostões)

Na qualidade de leitor da revista Boa Nova, venho publicamente solidarizar-me com o seu director, o padre Artur de Matos, contra a injustiça cometida pela Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), ao ter classificado a Boa Novacomo “doutrinária” e, assim, de forma automática, tê-la excluído da ajuda do Estado Português no que respeita aos portes de envio.

Em dois comunicados dirigidos aos leitores e assinantes, a direcção da Boa Novasublinha: “A notícia não tem cor, nem religião, nem ideologia. A notícia é sempre informação. (…) Dizer que a revista Boa Novaé doutrinária é negar a universalidade da notícia e cercear o direito à informação de sectores da sociedade humana que outros meios de comunicação ignoram, por vezes propositadamente, porque noticiam ideologicamente”. E reforça: “Comunicar a paz, o desenvolvimento e a acção benemérita dos portugueses no mundo e dos homens e mulheres que dão a vida aos outros não é doutrinar: é noticiar!”.

A decisão da ERC está já a ter efeitos negativos junto dos assinantes da Boa Nova, que este ano terão de desembolsar mais dinheiro para continuarem a receber em suas casas, ou no local de trabalho, a revista mais antiga de Portugal em circulação.

“Prejudicados ficam os nossos assinantes e amigos, especialmente os muitos dos países lusófonos, que terão de pagar na íntegra o custo dos correios. O Estado [Português] diz desejar promover o ensino e a leitura do Português nesses países e, depois, corta o apoio a uma revista que circula em Angola, Timor, Brasil, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné-Conakri, Goa, Malaca e Cabo Verde, desde 1924”, refere a direcção da Boa Nova, acrescentando: “Para quem anda longe ou fora desta temática até pode ser iludido, à primeira; mas aos peritos ERC não se lhes pode perdoar a ignorância do que é e faz a imprensa missionária, a mais solidária que há. Ela relata os factos de proximidade e de amor aos outros (…). A ERC entendeu que relatar as iniciativas e notícias da Missão é um catecismo e não informação geral. A ERC obriga-nos, então, a silenciar um dos mais belos e heroicos testemunhos de homens e mulheres em missão pelo mundo; mas este para a ERC tem que ser indiferente, agnóstico ou ateu. Mas não vamos silenciar. Com a ajuda dos nossos assinantes vamos falar, se possível, ainda mais alto”.

Padre Artur, pode, pois, contar comigo!

José Miguel Encarnação

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