8º DOMINGO COMUM

8º Domingo Comum – Ano C – 3 de Março

Jesus é a vida plena que Deus nos reserva

 

INTRODUÇÃO ÀS LEITURAS

Aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios egoístas?O EVANGELHO (Lc., 6, 39-45) ajuda-nos a discernir o verdadeiro do falso “mestre”: o verdadeiro “mestre” é aquele que apenas apresenta a proposta de Jesus, gerando comunhão, união, fraternidade, amor; o falso “mestre” é aquele que manifesta intolerância, hipocrisia, autoritarismo e cujo testemunho gera divisões e confusões.A PRIMEIRA LEITURA (Sir., 27, 4-7) diz: não julguemos as pessoas pela primeira impressão ou por atitudes mais ou menos teatrais; deixemo-las falar, pois as palavras revelam a verdade ou a mentira que há em cada coração.A SEGUNDA LEITURA (1 Cor., 15, 54-58)é a conclusão da catequese de Paulo aos coríntios sobre a Ressurreição. Podemos dizer que viver e testemunhar com verdade, sinceridade e coerência a proposta de Jesus é o caminho necessário para a vida plena que Deus nos reserva.

O verdadeiro mestre é sempre um discípulo

Segundo Lucas, o verdadeiro mestre será sempre um discípulo de Jesus, o mestre por excelência; e a doutrina apresentada não poderá afastar-se daquilo que Jesus disse e ensinou (versículos 39-40). Quando alguém apresenta a própria doutrina e não as propostas de Jesus está, muito provavelmente, a desorientar os irmãos. A comunidade deve ter isto presente, a fim de não se deixar conduzir por caminhos que a afastem do verdadeiro caminho que é Jesus.

Um segundo desenvolvimento, diz respeito ao julgamento dos irmãos (versículos 41-42). Há na comunidade cristã pessoas que se consideram iluminadas, que “nunca se enganam e raramente têm dúvidas”, muito exigentes para com os outros, que não reparam nos seus telhados de vidro quando criticam os irmãos… Apresentam-se muito seguros de si, às vezes com atitudes de autoridade, de orgulho e de prepotência e são incapazes de aplicar a si próprios os mesmos critérios de exigência que aplicam aos outros. Esses são (a palavra é dura, mas não a podemos “branquear”) “hipócritas”: o termo não designa só o homem dissimulado, falso, cujos actos não correspondem ao seu pensamento e às suas palavras, mas equivale ao termo aramaico “hanefa” que, no Antigo Testamento, significa, ordinariamente, “perverso”, “ímpio”.

Pode o verdadeiro discípulo de Jesus ser “perverso” e “ímpio”? Na comunidade de Jesus não há lugar para esses “juízes”, intolerantes e intransigentes, que estão sempre à procura da mais pequena falha dos outros para condenar, mas que não estão preocupados com os erros e as falhas – às vezes bem mais graves – que eles próprios cometem.

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