Raimundo nas mãos de Chui

Planeamento Urbanístico e Obras Públicas

Raimundo nas mãos de Chui

O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, revelou ontem na Assembleia Legislativa que está de “mãos atadas” para governar a sua tutela e que depende de Chui Sai On para ser mais eficiente.

«A minha apresentação foi sobre o planeamento geral de Macau, mas preciso que o Chefe do Executivo tenha uma estratégia para Macau, nomeadamente no plano de dez a quinze anos», admitiu no primeiro dia do debate das Linhas de Acção Governativa para os Transportes e Obras Públicas, em resposta a uma questão da deputada Kwan Tsui Hang sobre as políticas para o planeamento urbanístico. Raimundo vincou que é preciso haver transparência no Conselho do Planeamento Urbanístico para ter uma governação mais facilitada.

«Quando tomei posse, alguns dirigentes não continuaram [nos respectivos cargos], enquanto outros reformaram-se. De facto, temos tido problemas, por haver cargos de direcção e chefia que ainda não foram ocupados», frisou ainda. «Até agora não tenho tido uma equipa estável para trabalhar. Todos sabem que esse trabalho ainda não terminou, mas também não tem sido fácil encontrar pessoas para trabalhar na minha tutela. Já “solicitei alguém” para vir trabalhar comigo, mas ninguém quis», explicou.

Adiantando que a sua tutela engloba «quinze serviços públicos, quinze dirigentes e cerca de três mil e duzentas pessoas», esclareceu que em termos gerais não pode aumentar mais o número de pessoal, porque tal «só é permitido nas áreas da Segurança e da Saúde».

 

Operadoras esquivas

O secretário reconheceu que está a ter dificuldades em dar resposta ao problema relacionado com a deslocação de pessoas no território: «O controlo dos autocarros é um problema. Às sete, oito horas da manhã, praticamente sessenta ou setenta mil pessoas entram em Macau, metade das quais vive em Gongbei; e com mais cem mil habitantes na zona norte da cidade será então difícil encontrar um mecanismo de autocarros que dentro de uma hora possa transportar duzentas mil pessoas».

Nesse sentido, aclarou que na área do Jogo a sua tutela apenas conseguiu chegar a acordo com a SJM e com a Melco Crown para efectuar o transporte dos trabalhadores entre a zona da ponte Flor de Lótus e as respectivas operadoras. Em falta estão a Sands China, o MGM China, o Wynn Resorts e a Galaxy.

 

Táxis, Ambiente e Metro

Quanto ao problema dos táxis, disse que «não é fácil apanhar um táxi em Macau», mas a situação registou algum progresso porque «a Polícia de Segurança Pública tem actuado e já melhorou [a fiscalização]», embora «sem ainda ser a ideal». Sobre o Planeamento Ambiental, desculpou-se por «saber pouco sobre o assunto», uma vez que esteve cerca de quinze anos fora de Macau.

Na grande trapalhada a envolver o Metro Ligeiro, foi taxativo: «Também sou um cidadão de Macau e peço desculpa porque desde 2007 já passaram oito anos. É pena que se tenha gasto tanto dinheiro e que, até agora, não possa dizer quando é que as pessoas vão poder utilizar o Metro Ligeiro. É uma pena. Peço desculpa».

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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