Tufão não poupou a Diocese

Mangkhut

Tufão não poupou a Diocese.

As igrejas da zona norte da cidade de Macau estão entre as instalações que sofreram inundações e prejuízos no passado fim-de-semana, durante a passagem do tufão Mangkhut pelo território. A revelação é feita numa circular assinada pelo bispo D. Stephen Lee, que adianta ainda que a tempestade – a mais forte a fustigar este ano a bacia da Ásia-Pacífico – afectou algumas das instalações educativas subordinadas à Igreja.

A fúria do Mangkhut também não poupou Coloane, com a capela de São Francisco Xavier a não escapar incólume à subida das águas. O templo consagrado ao “Apóstolo das Índias” sofreu inundações, acabando por ser limpo por voluntários a que se associaram um grupo de cadetes da Escola Superior das Forças de Segurança de Macau. Na circular, publicada na terça-feira em língua chinesa no portal electrónico da diocese de Macau, D. Stephen Lee exortou os católicos a associaram-se aos esforços de limpeza e de recuperação da cidade, através da constituição de grupos de voluntários.

O prelado pediu para que os fiéis se unissem em oração pelos bombeiros, pelos agentes das forças de segurança e pelos demais funcionários públicos que “trabalharam de dia e de noite para garantir a reposição do abastecimento de água e de electricidade e a limpeza das ruas. (…) Vamos rezar pela sua saúde, pelas suas famílias e pelo seu esforço e agradecer-lhes pelo seu contributo”, escreveu D. Stephen Lee.

Na circular são feitos elogios ao Governo pela forma como se antecipou à chegada da tempestade, mas também como respondeu ao impacto do Mangkhut. Com as consequências do tufão Hato ainda bem presente na memória da população do território, D. Stephen Lee louvou a postura responsável dos residentes face ao grau de ameaça do Mangkhut: “Com as medidas preventivas tomadas pelo Governo de Macau e pelos seus departamentos públicos, assim como por todos os residentes, o impacto dos desastres foram mitigados, e a cidade voltou rapidamente à normalidade graças às eficientes acções adoptadas pelo Governo da RAEM antes e depois da tempestade”.

A concluir, referiu: “Gostava de vos encorajar, irmãos e irmãs, a continuar a rezar pelo Governo da RAEM com a esperança que, após dois supertufões, o Governo possa enfrentar com sucesso o problema das inundações nas zonas baixas da cidade, possa construir estruturas como diques de contenção o mais depressa possível e melhorar os sistemas de escoamento das águas de forma a providenciar uma solução de longo termo aos prejuízos causados pelas inundações na orla costeira”.

Para além de prejuízos materiais significativos, o tufão Mangkhut fez quarenta feridos em Macau e deixou mais de vinte mil pessoas sem energia eléctrica. No Domingo, o sinal 10 de tempestade tropical – o mais elevado na escala de alerta utilizada no território – esteve em vigor durante nove horas, o mais longo período registado desde 1968.

Marco Carvalho

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