Kate O’Keeffe

Kate O’Keeffe, repórter do Wall Street Journal para o Sector do Jogo

Accionistas pressionam Patrões

A repórter mundial do Wall Street Journal (WSJ) para o sector do Jogo, Kate O’Keeffe, disse na passada quarta-feira a’O CLARIM que a Sands China e a Wynn Resorts (Macau) estão sob forte pressão dos accionistas, razão pela qual Sheldon Adelson e Steve Wynn têm criticado o Governo da RAEM.

«Muitas pessoas que investem em Macau estão perturbadas porque não há muita certeza sobre o que se está a passar e existe muita pressão de quem financia os projectos, inclusivamente dos accionistas», referiu Kate O’Keeffe, à margem da conferência-pequeno-almoço subordinada ao tema “De Macau para Las Vegas”, promovida pela Associação Comercial França-Macau.

«É compreensível que, ao ser afectado por uma série de medidas, o negócio os faça ficar preocupados ou perturbados porque o que está a acontecer é algo nunca visto», frisou, acrescentando que os Patrões «deviam estar gratos pelo que têm, mas também é compreensível que estejam chocados pela forma como as receitas estão a decrescer».

Invocando a postura de Steve Wynn no Nevada, exemplificou: «Criticava sempre Obama, ao dizer que o Presidente promovia uma série de políticas que destruíam o negócio em Las Vegas. São homens de negócios [aludindo também a Sheldon Adelson], por isso puxam sempre para o seu lado. No meu entender, os accionistas querem [que se faça pressão], por forma a maximizar as receitas e os lucros no negócio».

A repórter do WSJ vincou ainda que os “resorts” em construção no COTAI parecem-se cada vez mais com os de Las Vegas, mas os mercados são muito diferentes quanto à proveniência de clientes: «obviamente, Las Vegas tem uma visão geral, enquanto os visitantes que chegam a Macau são maioritariamente da China continental».

No seu entender, «se Las Vegas já construiu uma grande variedade de infra-estruturas, Macau ainda está a passar por vários estágios de desenvolvimento nos projectos, essenciais para direccionar todo este crescimento de visitantes para as ofertas extra-Jogo».

«Se olharmos para a indústria do Jogo à escala mundial, que melhor sítio há para fazer negócio do que aqui [na RAEM]? Mesmo no seu pior, o mercado de Macau é melhor do que muitos outros», sublinhou.

A terminar, Kate O’Keeffe disse estar convencida que «o mais provável é as [seis] operadoras manterem as licenças» para além do actual período de validade, embora preveja que «o negócio se torne menos rentável para quem estava acostumado a receitas fabulosas».

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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