Cardeal D. John Tong desagradado com candidata a Chefe do Executivo de Hong Kong

Carrie Lam

Carrie Lam pede desculpa.

A candidata a Chefe do Executivo da RAEHK Carrie Lam voltou atrás na intenção de criar a “Unidade de Assuntos Religiosos”, caso fosse eleita, após o cardeal D. John Tong, bispo da diocese de Hong Kong, expressar oposição à ideia através de um comunicado.

«O propósito inicial [da proposta] era somente o de apoiar as actividades e o desenvolvimento do sector religioso. Infelizmente, tal levou a um mal-entendido, especialmente por parte de algumas instituições religiosas que estavam preocupadas que isso significasse que o Governo tinha mudado a sua política sobre a liberdade religiosa», disse Carrie Lam num vídeo publicado no passado sábado na sua página do Facebook, conforme noticiava no dia seguinte a página electrónica do South China Morning Post.

«Com este fim, venho imediatamente fazer a clarificação… de pedir desculpa a todos», concluiu Carrie Lam.

De acordo com o comunicado do prelado da RAEHK, a que O CLARIM teve acesso, “no manifesto da senhora Carrie Lam para a eleição do Chefe do Executivo de 2017 há uma menção de um possível estudo sobre a implementação de uma ‘Unidade de Assuntos Religiosos’ nos seus pontos 6.43 e 6.44”, razão pela qual “o cardeal John Tong da Diocese Católica de Hong Kong escreveu a 2 de Março uma carta à senhora Lam, expressando a resoluta oposição da diocese à possível implementação da ‘Unidade de Assuntos Religiosos’ ou de idênticas instituições em Hong Kong”.

“De acordo com o Ming Pao Daily News de 3 de Março, a senhora Lam ‘reconheceu que a proposta despertou dúvidas entre os grupos cristãos’, assegurando que ‘esse Ponto no seu Manifesto pode ser abandonado ou a proposta pode ser adiada mesmo depois do estudo estar completo’”, acrescenta o comunicado de D. John Tong.

“A Lei Básica garante aos residente de Hong Kong a liberdade de crença religiosa. No entanto, a resposta da senhora Lam com palavras como ‘pode ser abandonada’ e ‘pode ser adiada’ vai certamente despertar os cristãos locais para ficarem preocupados com a liberdade religiosa em Hong Kong. Portanto, a nossa diocese insta a senhora Lam a retirar esses dois Pontos do seu Manifesto,” vinca o mesmo documento.

A candidata esclareceu depois que escreveu a D. John Tong a clarificar a sua posição e a explicar a decisão. A controvérsia foi aproveitada pelo rival à eleição do Chefe do Executivo, John Tsang.

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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