Interesses pessoais ao invés da identidade de Macau

Padre Luís Sequeira pede nova prioridade aos deputados

Identidade de Macau ao invés dos interesses pessoais.

O padre Luís Sequeira espera que os deputados que vão desempenhar funções nos próximos quatro anos na Assembleia Legislativa se preocupem em defender a identidade de Macau, em vez de estarem mais preocupados com os seus interesses pessoais.

«A cultura, a dimensão das humanidades, das artes, a dimensão espiritual, no seu sentido mais lato, deve contrabalançar o excessivo e a obsessão pelo material. Se isso não for feito vem a seguir o problema da identidade de Macau: como vamos ajudar os mais pequenos ou a população a amar a História de Macau?

Se não há um desenvolvimento da parte humanista e cultural, como vai uma pessoa descobrir a identidade de Macau, que nada mais é do que a junção genérica de duas culturas?», questionou o jesuíta.

A título de exemplo, referiu que «o Governo Central é quem está a defender o património de Macau como sinal dos valores, de povos, de culturas e de religiões diferentes que podem coabitar», o que por sinal «ainda não é uma realidade no primeiro sistema».

Na mesma linha de pensamento, sustentou: «É o próprio Governo Central a falar disto como uma plataforma com os Países de Língua Portuguesa, enquanto, mais uma vez, as “pessoas locais” estão mais preocupadas, por exemplo, com o imobiliário».

«Há aqui valores mais claros, por parte do Poder Central. O Governo de Macau tem feito um esforço, não nego, mas tem de ir mais a fundo. Agora, se falarmos na participação dos deputados na Assembleia Legislativa, não vejo que assumam a identidade de Macau de maneira séria e profunda», concluiu.

P.D.O.

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