Joaquim Arnaud

Joaquim Arnaud, produtor de vinhos portugueses

Da MIF para Hong Kong, Taiwan e não só…

Em 2014 participou em provas de vinhos na Fundação Rui Cunha e nas instalações do Instituto Português do Oriente, tendo percebido rapidamente a importância da Feira Internacional de Macau como plataforma para a região. Este ano voltámos a encontrar Joaquim Arnaud nos dias do certame. Fez o balanço da 21ª edição e revelou o sucesso dos contactos entretanto estabelecidos.

O proprietário dos vinhos Joaquim Arnaud, a propósito da sua terceira participação consecutiva na Feira Internacional de Macau (MIF), explicou a’O CLARIM a importância do evento para dar a conhecer os seus produtos nesta parte do globo.

«A MIF é sempre um incentivo para virmos até Macau, onde temos sido bem acolhidos pela organização, a cargo do IPIM [Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau], em colaboração com o Venetian, onde se realiza o certame», referiu Joaquim Arnaud.

«Tivemos outra vez os nossos vinhos de entrada, mas também os vinhos “premium” em prova. As pessoas que passaram pelo nosso “stand” mostraram curiosidade em conhecer os nossos produtos. Uma vez mais, o balanço que fazemos da nossa participação é positivo, na medida em que cada pessoa que prova os nossos vinhos é sempre um potencial cliente», descreveu.

O produtor aproveitou para desvalorizar a passagem do tufão Haima por Macau, o que levou ao cancelamento de várias actividades agendadas para a MIF, cuja 21ª edição decorreu entre 20 e 22 de Outubro. «De facto, sentimos que houve uma quebra de visitantes no sábado. Contudo, também viemos com uma agenda própria», frisou Arnaud.

«Realizámos uma prova de vinhos no Clube Militar, que correu muito bem. As reacções foram bastante positivas. Estivemos com o nosso agente em Macau, conseguindo com ele reunir os nossos clientes a grosso e, também, alguns consumidores particulares e amigos», sublinhou, a propósito do evento no Clube Militar.

O produtor vincou ainda o papel de Macau, como porta de entrada para a Grande China, assim como para outros mercados asiáticos: «Temos vindo a trabalhar em Macau e no mercado asiático com a Palatium Fine Wines. O nosso negócio tem aumentado de forma gradual e sustentada».

«Macau é um mercado com características bastante específicas. O consumidor local é exigente, daí a necessidade de correspondermos a essa exigência. Já estamos em Hong Kong, onde essa exigência é, por vezes, mais acentuada. Estamos a dar passos concretos para penetrarmos no interior da China e já temos vinhos em Taiwan. Os mercados de Singapura e da Coreia do Sul também estão no nosso horizonte», acrescentou.

Após concluir o périplo por Macau e Hong Kong, onde realizou três jantares vínicos, Joaquim Arnaud regressa a Portugal no início de Novembro. Entre os próximos dias 15 e 18 estará a promover os seus produtos na Lituânia, regressando a Portugal a 19 de Novembro, a tempo de realizar, nesse mesmo dia, uma prova de vinhos na Alfândega do Porto.

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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