ACÇÕES DOS CASINOS DISPARAM EM HONG KONG

Acções dos casinos disparam em Hong Kong

Lufada na crise

As acções das operadoras dos casinos de Macau dispararam ontem, quase todas acima dos dez por cento, depois de o Governo anunciar um alargamento dos vistos em trânsito, permitindo aos visitantes da China ficarem sete dias na cidade.

Após uma década de constante subida, Macau registou a sua primeira queda anual nas receitas no ano passado, impulsionada pela campanha anti-corrupção do Presidente Xi Jinping.

As empresas listadas na bolsa de Hong Kong têm vindo a registar perdas desde o ano passado, mas recuperaram após o anúncio do Governo de Macau de que iria estender o número de dias que os visitantes em trânsito podem ficar em Macau, de cinco para sete.

«Este é o primeiro sinal de flexibilização das políticas desde que a descida [das receitas] começou em Macau», disse Anil Daswani, analista do Citigroup, citado pelo jornal Financial Times.

«A política dos vistos em trânsito atingiu significativamente o segmento de massas premium desde 2014 e esta reversão era muito necessária para reacender o volátil mercado de Macau», afirmou.

No ano passado, o prazo para a estadia em trânsito foi reduzido de sete para cinco dias como forma de combater as frequentes violações às regras, segundo explicações avançadas pelo Executivo na altura. No entanto, as autoridades decidiram voltar a permitir estadias mais longas a partir de quarta-feira, dia 1 de Julho, alegando que se verificou uma redução significativa de irregularidades e que esta medida se coaduna com o projecto económico da China da “Faixa Económica da Rota da Seda”.

Os casinos de Macau fecharam Junho com receitas brutas de 17 mil 355 milhões de patacas (mil 928 milhões de euros), uma queda de 36,2% face ao período homólogo de 2014, o pior mês desde Novembro de 2010.

Ainda assim, a descida não foi tão acentuada quanto o previsto pelos analistas, o que pode também ter impulsionado os mercados.

No início de Junho, por exemplo, o analista David Bain, da Sterne Agee, num relatório aos clientes, previu que as receitas dos casinos nesse mês fossem descer 46% em termos anuais.

No encerramento da bolsa, a MGM China registava uma subida de 15,93%, seguida da Wynn Macau com 13,76% e da Galaxy com 13,27%.

A Sands China registou uma subida de 13,76% e só a Sociedade de Jogos de Macau teve aumentos abaixo dos 10% – as acções da empresa fundada por Stanley Ho subiram 7,20%.

Desde segunda-feira que a Melco Crown já não está listada na bolsa de Hong Kong.

O Governo de Macau anunciou também que vai implementar uma proibição total de fumo nos casinos, incluindo nas salas VIP, o que tem sido contestado pelas operadoras, que estimam impactos negativos para o já debilitado sector.

Segundo o Financial Times, Daswani considera que impedir os grandes apostadores de fumar vai custar ao sector VIP entre cinco a 20% das suas receitas.

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