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Filhos, para que vos quero?

Filhos, para que vos quero?

Pode parecer redundante, cansativa e monótona esta ideia fixa, mas nem sempre bem fixada, de insistir na importância da sublime missão da educação dos filhos. Porém, todos nós podemos desfrutar da beleza desta realidade espelhada e reflectida na sociedade ou, pelo contrário, sentirmo-nos agredidos, inquietados e desconfortados quando isso não acontece, em consequência da lacuna da sua ausência.

Em tempo de férias, ou mini-férias, impõe-se com mais premência esta necessária realidade por dois motivos; primeiro porque é deveras agradável partilharmos espaços e tempos de veraneio com pais e filhos bem-educados, tudo se torna mais simples, mais encantador e maravilhosamente atraente; segundo porque também é este um tempo propício para os pais privarem mais com os seus filhos e não deixarem por mãos alheias a sua formação como cidadãos do mundo. Educa tu os teus filhos, dizia alguém cuja experiência e autoridade na matéria lhe acrescentava mais fulgor, não deixes essa missão para a escola, o colégio e, muito menos, nas mãos do Estado.

Não basta triunfar na profissão, ter sucesso nos negócios, ser bom no desporto, quando se fracassa rotundamente como pessoa, como pais e como educadores no seio da nossa família, a empresa que por excelência devemos apostar e desenvolver.

Estar com os filhos é um tempo para entesourar oportunidades de os ensinar e ajudar a crescer, fomentar o diálogo, um partilhar de ideias, de ideais, de valores, de bitolas que irão pautar o fluir da sua liberdade no sentido do bem, num alegre crescimento numa salutar e imprescindível afectividade.

A primeira escola é o amor dos pais e deste irá depender a felicidade dos filhos, nesta vida e na futura. Não tenhamos dúvidas que a família é sempre o melhor ministério da educação, da saúde e da segurança social. E não tenhamos medo porque não é difícil, pelo contrário é uma alegre e desafiante missão e o melhor investimento que podemos fazer a curto, médio e longo prazo.

São seus, eduque-os, não os deixe crescer como plantas selvagens ou “adubadas” sabe-se lá por quem, com que meios e com que fim…

Seja cioso da sua prole, esmere-se e orgulhar-se-á dos tesouros que lhe vão dar continuidade.

Como se costuma dizer: educar um filho dá trabalho, mas a seu tempo poupam-se muitos trabalhos.

SUSANA MEXIA 

Professora

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