Halloween conhecido pelo “Dia das Bruxas” pretende ser sombra da Luz Cristã

O genuíno “All Hallows’ Eve”

O genuíno “All Hallows’ Eve”.

Halloween é palavra que apareceu pela primeira vez no século XVI, uma variante escocesa de “All-Hallows-Evening”, ou seja, a noite anterior ao dia “All Hallows”, que significa “Todos os Santos”. A verdadeira festa de Halloween não tem origem pagã, mas cristã. Algumas correntes neopagãs pretendem relacioná-la com a festa celta de Samhain, que na verdade era celebrada em momentos alternados consoante os movimentos lunares, e não numa data exacta. O que nós, católicos, devemos pensar a respeito do Halloween? Será possível festejá-lo, nos nossos dias, de forma saudável e cristã?

O Halloween tem origem no calendário litúrgico da Igreja Católica. Celebra-se no dia 31 de Outubro, na véspera da Solenidade de “Todos os Santos” (“All Hallows’ Eve”, em Inglês).

As festas cristãs seguem os calendários provenientes do Império Romano, como por exemplo, o Calendário Juliano e Gregoriano, o qual inclui as festas dos dias 1 de Novembro (Todos os Santos) e 2 de Novembro (Dia dos Finados).

A festa de “All Hallows”, que poderia ser traduzida por “Todos os Santos”, é uma festa cristã. Surgiu no século VII, devido ao Papa Bonifácio IV, quando o antigo Panteão Romano se tornou uma igreja cristã dedicada a Nossa Senhora e a todos os mártires.

O Santo Efrém, o Sírio, no século IV, testemunha que a Igreja do Oriente celebrava a festa de “Todos os Mártires” no dia 13 de Maio. No século VIII, o Papa Gregório III mudou a festividade do dia 13 de Maio para o dia 1 de Novembro, celebrando em conjunto o dia de todos os Apóstolos, Mártires, Confessores Santos e Justos da Igreja, dedicando-lhes nessa data um oratório onde hoje se encontra a Basílica de São Pedro.

O reconhecimento final e completo desta festividade e da sua extensão, não somente por parte da diocese de Roma, chegou com o Papa Gregório IV em 835 d.C., quando este pediu ao rei-imperador, Luís, o Piedoso, filho de Carlos Magno, que marcasse a festa do dia 1 de Novembro para todo o Império Sacro.

 

O Halloween que impera

Actualmente, o Halloween costuma ser vivido de maneira paganizada e sob influência de factores sociais. No entanto, é preciso sermos conscientes do que comemoramos, ou melhor, do que os nossos filhos comemoram, evitando que caiam no medo e na obscuridade.

Os fiéis católicos, “seguidores” do neopaganismo, não deveriam usar a data do dia 1 de Novembro, ou a noite de 31 de Outubro, para celebrar festas pagãs que negam os seus próprios calendários e valores, permitindo que estas ofusquem as verdadeiras festividades cristãs.

O actual Halloween (pagão) é uma festa que une aspectos tenebrosos, de magia, fertilidade, mudança de ciclos, agradecimento pelos meses luminosos do ano e petições de protecção diante dos meses de escuridão, procurando, por vezes, até mesmo o contacto com os mortos. Estas práticas tocam a obscuridade, antigas crenças e mitologias.

Há muito aproveitamento no falso Halloween por quem vive no lado da escuridão, com rituais que nada são ingénuos, assim o atestam muitos padres ligados ao ministério do Exorcismo.

Com esta religiosidade o homem coloca-se numa posição de dependência da natureza criada, afastando-o da religião cristã, que revela Deus como Senhor da Criação e o Seu Filho, Jesus Cristo – Deus e Homem verdadeiro –, como aquele diante de quem tudo se submete.

No entanto, a maioria dos que vivem estas festas fá-lo apenas por influência social e pela cultura popular – alimentada pelo consumismo e seus métodos de “marketing”.

É preciso haver uma maior consciência no que comemoramos e participamos, uma vez que existimos para a glória de Deus, pois todos os actos do Homem são luz ou escuridão para o mundo.

Muitas vezes as crianças usam fantasias alegóricas ao Halloween pagão – promovendo terror, medo, sangue, monstros e elementos do imaginário satânico – apenas porque todas as outras crianças o fazem, muitas vezes na escola ou em festas infantis. Tudo isto é absorvido pela criança e fará parte da sua formação.

Em 1985, o então cardeal D. Joseph Ratzinger, dizia: «A cultura ateia do Ocidente moderno ainda vive graças à libertação do medo dos demónios que o Cristianismo permitiu. Mas se esta luz redentora de Cristo chegasse a extinguir-se, o mundo recairia no terror e no desespero com toda a sua tecnologia, apesar do seu grande saber. Já existem sinais desta volta de forças obscuras, enquanto no mundo secularizado aumentam os cultos satânicos».

Muitos sacerdotes exorcistas atestam no seu ministério a existência de contaminação espiritual (diabólica), que afecta as crianças e jovens que participam nas aparentemente “inofensivas” brincadeiras ou cultos.

Estes e outros sacerdotes recomendam às famílias católicas que evitem envolverem-se nestas comemorações e, ao invés de caracterizarem os filhos de bruxos, demónios e coisas afins, os vistam com roupas de santos, porque afinal é isso na verdade que comemoramos no “All Hallows’ Eve”.

Pela tradição da Igreja e nas Sagradas Escrituras, todos nós somos chamados à santidade.

Miguel Augusto 

com Aleteia e padre Paulo Ricardo (teólogo/evangelizador)

 

“GAUDETE ET EXSULTATE” – ANTÍDOTO PARA MUITOS MALES (Caixa)

Papa Francisco apela à santidade

Às portas da festividade do dia de “Todos os Santos”, lembramos o apelo do Papa Francisco na sua Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate”, em 19 de Março deste ano, que encoraja cada um de nós a sentir-se chamado à santidade. Neste desafio estará um antídoto para cada fiel expurgar o veneno da “maçã” do pecado e combater as fraquezas e inclinações que nos distanciam de Deus. A Exortação Apostólica é oferecida a cada leitor com uma linguagem directa e estrutura simples e prática. “O meu objectivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez o chamamento à santidade, procurando encarná-la no contexto actual, com os seus riscos, desafios e oportunidades”, antecipa Francisco nas primeiras linhas da “Gaudete et Exsultate”.

O documento, começa com uma introdução sobre o que significa o chamamento à santidade, enfatizando que não é apenas um caminho para pessoas religiosas ou consagradas, mas para todos. Os restantes capítulos centram-se nos modos de viver a santidade, assegurando-nos que Jesus dá-nos pontos-chaves através das bem-aventuranças. Além disso, destaca as diferentes virtudes humanas, como a paciência, mansidão, alegria, luta interior e sentido de humor.

O Papa também se refere a uma realidade do dia-a-dia de cada cristão: “É também uma luta constante contra o demónio, que é o príncipe do mal”. No entanto, o seu olhar acaba por vislumbrar um horizonte de esperança: “Neste caminho, o progresso no bem, o amadurecimento espiritual e o crescimento do amor, são o melhor contrapeso ao mal. O caminho da santidade é uma fonte de paz e alegria que o Espírito nos dá”.

M.A. com Aleteia

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