Da Birmânia ao Bangladesh

Em visita de Amor, Paz e Harmonia

Em visita de Amor, Paz e Harmonia

O Papa Francisco vai realizar uma visita apostólica ao Sul da Ásia na sequência de um convite dos responsáveis de Estado e dos bispos de Myanmar e do Bangladesh, entre os dias 27 de Novembro e 2 de Dezembro.

A visita a Myanmar terá como lema “Amor e Paz”, a visita ao Bangladesh terá como base a expressão “Paz e Harmonia”.

Em Myanmar, cerca de noventa por cento da população pratica o Budismo, e a comunidade cristã não ultrapassa os quatro por cento.

O Bangladesh é um país de maioria muçulmana, onde o número de católicos no território está estimado em 270 mil fiéis, ou seja, 0,2 por cento da população total desta nação.

Relativamente aos dois países em causa, a grande preocupação da Igreja Católica tem sido a violência e a discriminação que atinge as minorias étnicas e religiosas, nomeadamente a situação em Myanmar, onde a perseguição que está a ser feita aos grupos minoritários, sobretudo aos rohingya, uma comunidade muçulmana a quem o Governo local nega o direito de cidadania e trata as pessoas como emigrantes ilegais. Estes episódios têm também sido frequentes e foi solicitada a intervenção do Vaticano.

Este ano o Papa Francisco recebeu em Roma um grupo de familiares de vítimas de um atentado ocorrido em Daca, em que elementos do grupo terrorista Estado Islâmico mataram vinte reféns num restaurante da capital do Bangladesh. No mesmo atentado morreram também dois polícias e seis terroristas.

Outra preocupação que domina a agenda do Papa é o número de catástrofes naturais que têm assolado o mundo e, neste caso, o continente asiático.

Francisco vai ser o primeiro Papa a deslocar-se Myanmar, mas o Bangladesh foi visitado pelo Papa João Paulo II, em 1986.

Durante o seu pontificado, o Papa Francisco já visitou o Brasil, Colômbia, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egipto e Portugal, bem como as cidades de Estrasburgo (França), onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia), Sarajevo (Bósnia-Herzegovina) e Lesbos (Grécia).

SUSANA MEXIA 

Professora

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