Perspectivas para 2016

PERSPECTIVAS PARA 2016

Mais população, menos privado.

O chanceler da diocese de Macau, padre Manuel Machado, disse a’O CLARIM que muito pode ser feito em 2016, mas ao ler a Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz ficou convicto que é preciso vencer a indiferença para prevalecer a paz social.

«Até mesmo em Macau é preciso sermos capazes de criar relações de atenção com as pessoas, porque só assim poderá haver harmonia. Em Macau, com gentes de tantos lugares, se não houver um mínimo de aceitação e se não olharmos para os outros como parte deste mesmo mundo é evidente que haverá o agravamento da discriminação social», referiu o padre Machado, acrescentando: «Os empresários não podem olhar só para os seus interesses, porque a indiferença não favorece o bem-estar social, visto promover a desarmonia, os conflitos, as injustiças e as divisões».

Na óptica do deputado Vong Hin Fai, o ano que se aproxima poderá favorecer a população em geral, porque «2015 correu bem» apesar do «ajustamento económico» relacionado com a «descida das receitas do Jogo», algo que preferiu desvalorizar, até porque «os cofres do Governo estão com saldo positivo». Por essa razão, além de preconizar o «aumento da qualidade de vida da população no próximo ano», ficou esperançado que haja «o aperfeiçoamento do serviço de transportes públicos» em 2016.

Vong Hin Fai elogiou também a postura do «senhor secretário Tam [com a pasta dos Assuntos Sociais e Cultura]», por causa «da grande reforma que é necessária na área da Saúde». «Qualquer reforma tem a sua resistência, com certeza. Tenho confiança que seja melhor», assegurou, em alusão às críticas cerradas movidas a Alexis Tam por vários deputados com ligações ao hospital Kiang Wu, no debate sectorial das LAG para 2016.

Para Jorge Fão, ex-deputado e co-fundador da APOMAC, «todos os problemas são prioritários aos olhos do cidadão comum», mas quis «elencar apenas dois, que são os que mais incomodam diariamente a população», ou seja, «o trânsito rodoviário cada vez mais caótico e a fraca qualificação do pessoal médico».

Outra questão que «parece ter sido votada ao esquecimento, por parte de quem zela pelos interesses da população local, é a defesa do Meio Ambiente», sustentou Fão, atirando: «Já repararam no ar que respiramos todos os dias? A camada de ar acastanhada/acinzentada proveniente do Norte, particularmente durante os meses de Inverno, é sinal que estamos mal».

«Acredito, todavia, que vai haver uma melhoria em termos da qualidade de vida na RAEM. É visível que esta nova equipa governativa está a funcionar muito melhor e tem procurado uma maior comunicação com a população, assim como uma maior transparência nos seus procedimentos», frisou.

«Outro aspecto que me parece ter melhorado é a coragem e a forma como o Governo, no seu todo, tem encarado os problemas, o que é salutar, e de saudar, embora nem sempre esteja em perfeita sintonia», concluiu.

PEDRO DANIEL OLIVEIRA

pedrodanielhk@hotmail.com

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