Category Archives: Eclesial

Filosofia, uma dentada de cada vez (56)

A verdade ainda importa?

A verdade ainda importa?

A verdade ainda importa? Ainda é importante? Um autor lamentava-se que tínhamos entrado numa “era de pós-verdade”.

“Houve tempos em que tínhamos ao mesmo tempo verdades e mentiras. Agora temos verdades, mentiras, e declarações que podem não ser verdadeiras mas que consideramos tão benignas (sem importância) que não as chamamos de falsas. Os eufemismos abundam”, escreveu Ralph Keyes, o autor de “The Post-Truth Era: Dishonesty and Deception in Contemporary Life” (“A Era da Pós-Verdade: Desonestidade e Decepção [fraude, desilusão] na Vida Contemporânea”).

Internacional

Secretário-geral da ONU elogia «pontificado admirável» de Francisco

Secretário-geral da ONU elogia «pontificado admirável» de Francisco

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, elogiou o «pontificado admirável» do Papa Francisco, eleito em Março de 2013, e considera que estes cinco anos geraram um «dinamismo extraordinário» na Igreja Católica.

O responsável português falava ao portal de notícias do Vaticano, “Vatican News”.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – LVIII

O Iluminados

O Iluminados

Mais famosos sob a designação de “Illuminati”, os Iluminados que hoje aqui tratamos são o grupo mais importante que despontou com este nome. Também conhecidos como Iluminados da Baviera, em ordem à região onde surgiram, em 1 de Maio de 1776, eram uma sociedade secreta aparecida no contexto do Iluminismo. A Sociedade foi fundada por Adam Weishaupt, católico de formação, mas cedo apaixonado por orientações mais libertárias. De referir que dos vários grupos que surgiram sob esta designação, efémeros ou restritos, sem rasto, muitos serão provavelmente fictícios, não deixando de alimentar anacronicamente o imaginário de tempos vindouros.

Família e Fé

O sentido genuíno do trabalho

O sentido genuíno do trabalho

Um dos problemas mais “espinhosos” da actualidade é a conciliação entre trabalho e família. Parece um dilema profundo de difícil resolução.

Para as mulheres esse dilema pode-se expressar mais ou menos assim: “Ou trabalhas ou tens filhos. Ou te dedicas à tua carreira profissional ou cuidas do teu lar”.

Terra Santa

Vaticano apela à solidariedade com os cristãos

Vaticano apela à solidariedade com os cristãos

O Vaticano exortou os católicos, na passada segunda-feira, a expressarem a sua solidariedade para com as comunidades cristãs do Médio Oriente, na colecta anual de Sexta-feira Santa, a 30 de Março.

“Não podemos esquecer milhares de famílias, entre as quais crianças e jovens, que escapam da guerra na Síria e no Iraque”, refere o apelo lançado pela Congregação para as Igrejas Orientais (Santa Sé).

Celebrada no Calendário Romano Geral na segunda-feira depois do Pentecostes

Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe da Igreja

Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe da Igreja

DECRETO

sobre a celebração da Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe da Igreja no Calendário Romano Geral

A jubilosa veneração reservada à Mãe de Deus pela Igreja contemporânea, à luz da reflexão sobre o mistério de Cristo e sobre a natureza que lhe é própria, não podia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gl., 4, 4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e, ao mesmo tempo, Mãe da Igreja.

Isto já estava de certo modo presente no sentir eclesial, a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno.

Filosofia, uma dentada de cada vez (55)

Há algo mais no trabalho?

Há algo mais no trabalho?

Precisamos de trabalhar para podermos “ganhar a vida”. Este é motivo básico que nos leva a trabalhar. Mas existe mais no trabalho do que a simples sobrevivência? Sabemos que sim.

Através do trabalho cultivamos os nossos sentidos, apuramos os nossos sentimentos, formamos a nossa mente/intelecto, fortalecemos a nossa vontade.

Pelo trabalho as nossas virtudes humanas crescem.

Família e Fé

Educar o coração

Educar o coração

“Um homem vale o que valer o seu coração”.

Eis uma afirmação muito repetida.

Significa que a capacidade de amar que temos não é um talento mais que possuímos: é o mais importante, o mais radical e aquele que configura toda a nossa existência e o nosso valor como pessoas.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – LVII

O Deísmo moderno

O Deísmo moderno

O Deísmo existe desde a Antiga Grécia, pelo menos desde o século V a.C. Era, porém, colocado não em relação a um só deus, mas a vários deuses, pois a cultura e religião eram politeístas. Passou para Roma, onde o encontrou o Cristianismo, que o absorveu, igualmente. Permaneceu oculto durante séculos, submerso na cultura cristã, mas latente entre alguns filósofos. Mas será a partir do século XVII que o Deísmo atingirá a sua plenitude, marcando autores como Hobbes, Rousseau e Voltaire, mas também o sentimento religioso dentro da Igreja Católica. Robespierre, no violento “período jacobino” (1793-94) da Revolução Francesa, iniciada em 1789, decretou mesmo o “culto ao Ser Supremo”, marcadamente deísta, frente ao ateísmo.

Nova Publicação de Maria Teresa Compte

“Dez coisas que o Papa Francisco propõe às mulheres”

“Dez coisas que o Papa Francisco propõe às mulheres”

O Papa assinou o prefácio de um livro dedicado às mulheres, que foi apresentado na passada quarta-feira, mostrando-se preocupado com “a persistência de uma certa mentalidade machista”, mesmo nas “sociedades mais avançadas”.

Francisco denuncia a violência contra as mulheres, objecto de “maus-tratos, tráfico e lucro”, bem como a exploração de “certo tipo de publicidade e na indústria do consumo e da diversão”.

Filosofia, uma dentada de cada vez (54)

E o que temos sobre a Dignidade?

E o que temos sobre a Dignidade?

Da última vez falámos sobre a nossa singularidade, a nossa individualidade, a nossa personalidade. Estudos científicos demonstraram-nos que 99,99 por cento do DNA de uma pessoa é o mesmo para qualquer outra pessoa, mas que o remanescente 0,01 por cento é único a cada um de nós, mesmo no caso de gémeos idênticos (aparecem pequenas mutações [alterações] quando crescem).

A singularidade de cada um inclui sermos macho ou fêmea. A biologia diz-nos que a existência ou ausência do cromossoma “Y” determina que um indivíduo seja macho ou fêmea.

Família e Fé

Somos livres!

Somos livres!

Caiu uma águia-real. A tempestade daquela tarde fez com que este imponente animal caísse num enorme lamaçal.

Ali estava ela – uma cabeça majestosa, umas plumas brilhantes e uma envergadura de asas de quase três metros. Ali estava ela no meio da lama, aturdida e em estado de choque.

Cismas, Reformas e Divisões na Igreja – XLXVI

O Regalismo

O Regalismo

Hoje vamos abordar não tanto uma heresia ou cisma em si, mas o fundamento de várias divisões, fracturas e dilacerações na Igreja Católica na Época Moderna: o Regalismo. Este pode ser entendido como um conjunto de ideais, de teorias e práticas que suportavam o direito dos reis da Europa, desde a Idade Média, sobre determinadas regalias e direitos, ambos estes exclusivos dos reis, porque inerentes à soberania do Estado. Ou seja, o quadro de prerrogativas e direitos que as monarquias entendiam como suas e de direito privado, natural, principalmente os que chocavam com os direitos dos Papas, enquanto poder supranacional, universal e supremos sobre todos os reinos que se assumiam como católicos.

Vaticano

“Deus é jovem”, o novo livro do Papa Francisco

“Deus é jovem”, o novo livro do Papa Francisco

O novo livro-entrevista do Papa Francisco, “Deus é jovem”, vai ser lançado a nível mundial no próximo dia 20 de Março.

Dois anos depois de “O nome de Deus é misericórdia”, publicado em mais de cem países, a publicação antecipa a próxima assembleia do Sínodo dos Bispos, que o Papa convocou para Outubro, no Vaticano, dedicada à realidade dos jovens na Igreja e na sociedade.

Filosofia, uma dentada de cada vez (53)

Porque é que eu sou eu?

Porque é que eu sou eu?

Porque é que eu sou eu? Ainda me lembro de fazer esta pergunta a mim mesmo quando era criança. Mal sabia que esta é uma pergunta filosófica, uma questão relacionada com a individualidade.

Pela parte material, a questão da individualidade é relativamente fácil de se responder. Deixem-nos assumir que temos duas pranchas de madeira, idênticas, à nossa frente. O que é que faz com que uma prancha seja diferente da outra? Obviamente que não é o facto de serem pranchas e de cada uma ter a mesma forma (ver FILOSOFIA, UMA DENTADA DE CADA VEZ, nº 28). A forma faz com que sejam semelhantes, em vez de diferentes e individuais.