Jornal O Clarim

Semanário Católico de Macau

“Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos”
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Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões de 2018

Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos

Ao longo das últimas décadas, a Igreja tem reforçado a importância do mês de Outubro como o mês das Missões. As mais diversas actividades são, durante este mês, desenvolvidas por todo o mundo de forma a incutir o espirito missionário em todas as Igrejas locais.

Celebrado por toda a Igreja Católica no penúltimo Domingo de Outubro de cada ano, o dia Mundial das Missões de 2018 será a 21 de Outubro. Este dia visa fomentar a oração, a cooperação e a ajuda às Missões, assim como relembrar a todos os cristãos o papel fundamental do espírito Missionário da Igreja e em cada um de nós que fomos baptizados em Cristo. O tema deste ano está focado na Juventude: “Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos”e está em perfeita sintonia com o Sínodo dos Bispos a decorrer em Roma até ao dia 28 deste mês.

Na sua mensagem, o Papa Francisco sublinha o seguinte:

  1. Eu sou uma missão: o Papa relembra “o facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão” e que “há uma iniciativa que nos antecede e faz existir”. Cada um de nós, diz o Papa, é chamado a reflectir no facto de que “eu sou uma missão nesta terra” ser a razão por que estamos aqui neste mundo. Na verdade, o Papa esclarece que “todo o homem e mulher éuma missão”. “Ser atraídos e ser enviados são dois movimentos do coração, “que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente.”
  2. O dom de si: na sua mensagem, o Papa incentiva os jovens a não terem medo ou receio de Cristo e da sua Igreja, porque segundo ele “neles está o tesouro que enche a vida de alegria. Falando da sua própria experiência, ele diz que foi graças à fé que encontrou o fundamento dos seus sonhos e a força para os realizar (…) “para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar cada vez mais (…) pois a partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos como anúncio do Evangelho para a vida do mundo”. O Papa convida os jovens a perguntarem-se: “Que faria Cristo no meu lugar?” E desafia-os a seguirem as pisadas dos que testemunharam Deus e por Ele foram martirizados, sendo muitos deles também jovens. “Muitos homens e mulheres, muitos jovens, entregaram-se generosamente, às vezes até ao martírio, por amor do Evangelho ao serviço dos irmãos. A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos”. Testemunho significa assim o carregar da cruz ao oferecer a nossa vida em prol dos outros, colocando as nossas energias ao serviço de todos, particularmente dos mais pobres e abandonados.
  3. Transmissão de fé: o Papa relembra-nos que nós cristãos, pelo baptismo, recebemos a missão de levar o Evangelho a todos. Os jovens também fazem parte de um “fluxo de gerações de testemunhas, onde a sabedoria dos mais velhos e as suas experiências de vida, se tornam testemunho e encorajamento para os mais novos”. Assim, diz o Papa, “na convivência das várias idades da vida, a missão da Igreja constrói pontes intergerações, nas quais a fé em Deus e o amor ao próximo constituem factores de profunda união”. É assim expectável que esta passagem de testemunho aos jovens se converta numa partilha dos valores de Deus para com as sociedades onde eles habitam, assumindo o leme de uma sociedade que se poderá estar a reger por contra valores.
  4. Testemunhar o amor: O Papa continua dizendo que “o coração da missão da Igreja se verifica através do «contágio» do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida”. “A propagação da fé por atracção requer corações abertos, dilatados pelo amor”, e isto gera o encontro, o testemunho e a proclamação mesmo em “periferias mais extremas” localizadas nos confins do mundo e que são por definição hostis e indiferentes.

Finalmente, e depois de relembrar a contribuição das Obras Missionárias Pontifícias e muitos grupos eclesiais, paróquias, associações, movimentos e comunidades religiosas e jovens pela “Missio ad Gentes” – até aos confins da terra – o Papa diz que todos os que recebem ajuda para as suas necessidades, podem, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no próprio ambiente onde vivem. “Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é.” E o Papa Francisco conclui dizendo: «Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração: muita gente precisa de mim»!

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