LEÃO XIV PROCLAMA ANO JUBILAR FRANCISCANO

LEÃO XIV PROCLAMA ANO JUBILAR FRANCISCANO E CONCEDE INDULGÊNCIA PLENÁRIA

Santa Sé convida os fiéis a imitar o pobre de Assis

O Papa Leão XIV proclamou o Ano Especial de São Francisco para assinalar o 800.º aniversário da morte de São Francisco de Assis. Durante este tempo de graça, que se estenderá até Janeiro de 2027, os fiéis têm a possibilidade de obter indulgência plenária.

O Ano Jubilar Franciscano, concebido como um dom para toda a Igreja e uma ocasião para uma autêntica renovação espiritual, foi inaugurado no último sábado, 10 de Janeiro, com um decreto emitido pela Penitenciaria Apostólica.

Até 10 de Janeiro do próximo ano, os fiéis poderão obter a indulgência plenária nas condições habituais – confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa –, e por meio da realização de uma peregrinação a qualquer igreja de convento franciscano ou local de culto dedicado a São Francisco, independentemente de onde estejam localizados.

Os idosos, doentes e aqueles que, por motivos graves, não possam sair de casa, irão obter indulgência plenária se se unirem espiritualmente às celebrações jubilares e oferecerem a Deus as suas preces, dores ou sofrimentos.

Num mundo em que “o virtual prevalece sobre o real, as disputas e a violência social fazem parte do quotidiano e a paz se torna cada vez mais insegura e distante”, neste Ano de São Francisco, a Santa Sé convida os fiéis a imitar o pobre de Assis e a “moldarem-se, tanto quanto possível, segundo o modelo de Cristo”.

Para a Ordem dos Frades Menores, esta é uma oportunidade para os fiéis se tornarem “modelos de santidade de vida e testemunhas constantes da paz”.

A abertura das comemorações teve lugar na Basílica de Santa Maria dos Anjos, na cidade de Assis, em Itália, onde nasceu o fundador da Família Franciscana, em 1981.

CARTA DO PAPA AOS FRANCISCANOS

Por ocasião dos oitocentos anos da morte de São Francisco de Assis, o Papa dirigiu uma carta aos ministros gerais da Conferência da Família Franciscana, na qual afirma que “nesta época, marcada por tantas guerras que parecem intermináveis, por divisões internas e sociais que criam desconfiança e medo, ele [São Francisco de Assis] continua a falar. Não porque oferece soluções técnicas, mas porque a sua vida indica a fonte autêntica da paz”.

Leão XIV acrescenta que São Francisco demonstra que “a paz com Deus, a paz entre as pessoas e a paz com a Criação são dimensões inseparáveis de um único apelo à reconciliação universal”.

Na missiva, o Santo Padre lembra que “a visão franciscana da paz não se limita às relações entre os seres humanos, mas abrange toda a Criação”, que “reconhece em cada criatura um reflexo da beleza divina”

“Esta intuição ressoa com particular urgência no nosso tempo, quando a casa comum está ameaçada e geme sob a exploração. A paz com Deus, a paz entre os homens e com a Criação são dimensões inseparáveis de um único apelo à reconciliação universal”, sublinha.

A concluir, o Papa refere “que o exemplo e a herança espiritual deste Santo, forte na fé, firme na esperança e ardente na caridade activa para com o próximo, suscite em todos a importância de confiar no Senhor, de se dedicar a uma existência fiel ao Evangelho, de aceitar e iluminar com a fé e com a oração todas as circunstâncias e acções da vida”.

In ACI Digital – texto editado

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