Taça do Mundo de GT da FIA

Todos são favoritos... mas há Mortara!

Todos são favoritos… mas há Mortara!

Fazer o prognóstico para uma corrida como a Taça do Mundo de GT da FIA, ainda por cima disputada em Macau, é “brincar com o fogo” e fazer adivinhação pura. São apenas quinze carros, mas trata-se da nata do melhor que podemos encontrar.

No habitual duelo alemão pelos louros da vitória, a BMW vem a Macau este ano com apenas um M6 GT3, a Mercedes alinha três dos seus habituais AMG GT3, a Audi volta em força com quatro R8 LMS, e a Porsche também se apresenta com quatro bólides 911 GT3 R. Do País do Sol Nascente, vêm três Nissan Nismo GT-R GT3 de fábrica com o intuito (difícil) de aproveitar eventuais erros dos adversários. De facto, são poucos, mas todos bons!

Para conduzir estas obras de arte da Engenharia Mecânica irá novamente estar em Macau um conjunto de pilotos de elite, sendo poucos os que ainda não subiram ao pódio no território, em pelo menos uma das categorias disputadas no asfalto da Guia. Conhecem quase como ninguém as armadilhas existentes nos seis mil e poucos metros de um circuito que foi apenas melhorado – nunca alterado – ao longo dos últimos 65 anos.

Como podemos, pois, prever se vai ganhar o senhor “A” ou o senhor “B”? Numa prova deste tipo – um “sprint” de curta duração – não podemos nomear apenas um ou dois pilotos. Os desconhecidos, ou quase desconhecidos, estão em absoluto pé de igualdade com os super-famosos habitués.

Invariavelmente não podemos deixar de falar de Edoardo Mortara, o “Mister Grande Prémio de Macau”. Entre provas de qualificação e corridas da Fórmula 3, corridas da Taça GT, Troféu Audi e Macau Cup, subiu ao degrau mais alto do pódio nada menos do que dez vezes. Favorito? Talvez! E que dizer do seu companheiro de equipa, Maro Engel (vencedor em 2014 e 2015 com um Mercedes AMG GT3)?

Outro nome a ter em conta é Darryl O’Young, o primeiro vencedor desta prova, que se apresenta ao volante de um Porsche 911 GT3 R. O piloto de Hong Kong é outro dos que conhece bem o Circuito da Guia.

Depois há o brasileiro Augusto Farfus, que venceu em 2005 e 2009; Laurens Vanthoor, vencedor em 2016 e protagonista do mais espectacular acidente de alta velocidade em Macau; e Earl Bamber, o “Senhor Porsche Asia”.

Disputar uma prova com carros desta classe no Circuito da Guia é pura lotaria. Todos podem ganhar, todos são favoritos. Certo dia, Juan Manuel Fangio afirmou: «Para se vencer há que terminar a corrida. Quem alinha numa corrida é candidato a vencer».

Manuel dos Santos

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