Leão XIV pede comunhão, respeito pelas normas e plena participação de todos
O Papa apelou ao respeito pelas normas, à comunhão e à «plena participação» de todos nas celebrações litúrgicas, numa reflexão sobre a reforma promovida pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).
«Invocamos o Espírito Santo para que uma renovação litúrgica, fiel à autêntica Tradição, fortaleça a comunhão eclesial e a plena participação dos fiéis», disse Leão XIV, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal do passado dia 27 de Maio.
Prosseguindo um ciclo de catequeses dedicado aos textos fundamentais do Vaticano II, o Pontífice explicou que «o magistério conciliar convida a evitar a desorientação dos fiéis, dissuadindo qualquer pessoa de acrescentar, retirar ou modificar algo, em matéria litúrgica, por iniciativa própria».
Na intervenção, dirigiu-se de forma directa aos responsáveis pela condução das comunidades de fiéis. «Exorto todos aqueles que são chamados a preparar a celebração dos divinos mistérios, em particular os sacerdotes que exercem o ministério da presidência litúrgica, a zelarem sempre por aquele respeito pelos textos e pelas normas da liturgia», indicou Leão XIV.
«Para o bem de toda a Igreja, toda a reforma deve ser sempre precedida de uma profunda investigação teológica, histórica e pastoral», acrescentou o Papa, citando a Constituição Sacrosanctum Concilium.
Durante o discurso, recorreu aos ensinamentos de Bento XVI para sublinhar a ligação entre tradição e progresso. «Na realidade, os dois conceitos integram-se: a tradição inclui ela mesma, de certa forma, o progresso», observou.
A reflexão assumiu a existência de elementos divinos inalteráveis ao lado de dimensões susceptíveis de enquadramento geográfico e temporal para favorecer a acção evangelizadora. «O culto da Igreja encarnou-se, portanto, nas formas culturais de cada época e foi capaz de influenciá-las e até mesmo de as transformar», assinalou o Santo Padre.
No final do encontro público, que reuniu milhares de peregrinos, o líder da Igreja deixou um apelo à salvaguarda da vida humana, «desde a concepção até à morte natural».
O Papa deixou ainda uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa: «Unidos a Maria, Mãe da Igreja, mantenhamo-nos perseverantes e unidos na oração, e transmitamos a todos a esperança e a consolação do Evangelho. Que o Senhor vos abençoe, a vós e às vossas famílias».
In ECCLESIA – texto editado

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