Acólitos renovaram compromisso em Fátima
A 30.ª Peregrinação Nacional dos Acólitos, realizada em Portugal, teve lugar no passado dia 1 de Maio, data tradicionalmente dedicada aos trabalhadores.
O Santuário de Fátima acolheu cerca de quatro mil acólitos provenientes de todo o País, que durante um dia cumpriram um programa reservado à espiritualidade e ao convívio.
Organizada pelo Serviço Nacional de Acólitos – um departamento do Secretariado Nacional de Liturgia –, a iniciativa dividiu-se em quatro momentos distintos: Encontro festivo, Paramentação, Eucaristia e Procissão eucarística.
Logo pelas 10:00 horas locais (17:00 em Macau), os acólitos reuniram no Centro Pastoral de Paulo VI, para um convívio que serviu, entre outros objectivos, para construir novas amizades, reforçar os laços de solidariedade, trocar experiências e reflectir sobre os desafios que enfrentam os acólitos na actualidade.
Após o almoço, os participantes que se deslocaram à Cova da Iria, em representação de paróquias de todas as dioceses portuguesas, paramentaram-se com a túnica do acólito e dirigiram-se para a Basílica da Santíssima Trindade, a fim de participar na Missa. Terminada a Eucaristia, seguiu-se a tradicional procissão até junto à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que culminou com a bênção aos peregrinos e a todos os fiéis que se encontravam no Santuário.
O programa deste ano foi presidido pelo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, que lidera a Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade da Igreja Católica em Portugal.
MUNDO ACTUAL É PROVA DE FÉ
Para o acólito Pedro Vilarinho Fidalgo, que há já vários anos serve na paróquia da Gafanha da Nazaré (diocese de Aveiro), a 30.ª edição da Peregrinação Nacional dos Acólitos constituiu «mais um momento de renovação na fé de serviço ao Senhor».
Numa breve declaração a’O CLARIM, afirmou que ocasiões como a que estava a viver no Santuário de Fátima são «sempre uma renovação constante». Desafiado a revelar o que lhe ia na alma, disse sentir «alegria por servir a Mesa do Altar e a Palavra».
Juntamente com Pedro, deslocaram-se a Fátima vários jovens da Gafanha da Nazaré, que de viva voz ali manifestaram a sua fé e o sentimento de pertença comum à Família Cristã que os acolhe.
Questionado sobre o que um tão grande número de novos acólitos significa para a Igreja Católica, Pedro respondeu de forma sucinta, enquanto olhava em seu redor: «É mais um sinal de alegria e renovação!». Prova disso – continuou – é o «maior número de acólitas. Já não são só rapazes…».
Instituído no ministério de acólitos desde bastante novo, a experiência de tantos anos acumulada leva este acólito a considerar que a actualidade mundial representa um desafio para os católicos: «Vivemos momentos de provação. Tenho para mim que é uma maneira de nos pôr à prova. Em tempos tao difíceis, as pessoas começam a aproximar-se cada vez mais da verdade da Igreja».
José Miguel Encarnação em Fátima (Portugal)

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