Sociedade de São Paulo: últimos missionários deixam Macau

O CLARIM TESTEMUNHOU A DESPEDIDA AO SUPERIOR NA REGIÃO, PADRE RAMON MANALO, SPP

Sociedade de São Paulo: últimos missionários deixam Macau

Os dois últimos missionários da Sociedade de São Paulo, que ainda se encontravam ao serviço da diocese de Macau, estão de regresso às Filipinas, o seu país-natal. Depois de se ter estabelecido no território em 1987, a Congregação fundada pelo padre Tiago Alberione fecha mais um capítulo de presença na Ásia. O CLARIM testemunhou a despedida do padre Ramon Abadicio Manalo, SSP.

Quando um sacerdote deixa uma paróquia é um momento de tristeza, mas também uma oportunidade para serem enviados, com as nossas orações e as bênçãos de Deus, para qualquer nova comunidade ou ministério para onde Ele os chame.

Os paroquianos das igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Lázaro despediram-se, nos últimos dias, dos seus amados padres Manalo e Pasaporte. Ambos os sacerdotes pertencem à Sociedade de São Paulo, uma congregação religiosa dedicada ao Apostolado dos Meios de Comunicação Social. O grande número registado de pessoas que se despediram do padre Manalo com tristeza – mas também com gratidão – não foi surpresa para a paróquia do Carmo e para a diocese de Macau.

O padre Manalo regressou às Filipinas a 30 de Janeiro de 2026. Cumpriu 39 anos da sua vida sacerdotal ao serviço da Diocese, tendo nos últimos dez anos estado agregado à paróquia de Nossa Senhora do Carmo.

Os padres Manalo e Pasaporte chegaram a Macau na qualidade de padres missionários. Inicialmente, trabalharam no ministério da Comunicação Social da Diocese, juntamente com outros membros da Sociedade de São Paulo. Após algum tempo, tornaram-se parte integrante da vida paroquial e das várias comunidades de fiéis. Durante muitos anos foram uma mais-valia no clero de Macau, estando encarregados de guiar a comunidade em jornadas de fé perante os mais diversos desafios. Ao longo de três décadas, os dois padres mantiveram uma presença constante, proporcionando conforto, orientação e apoio a indivíduos e famílias, particularmente nos momentos de maior necessidade.

O profundo cuidado pastoral, o trabalho incansável e a ligação genuína aos paroquianos deixaram uma marca duradoura nos católicos locais e em especial nos fiéis da comunidade filipina. À medida que foram sabendo da decisão de partirem, os paroquianos que os conheceram e tanto amaram expressaram a sua sincera gratidão e apreço por tudo o que fizeram.

Roger Mapa, membro da comunidade inglesa, revelou tristeza pela despedida do padre Manalo. «Perder o padre [Manalo] é bastante significativo para a nossa paróquia», começou por referir, acrescentando: «Ele contribuiu muito para a nossa paróquia. Mudou a vida das pessoas; mudou a minha vida a nível pessoal».

Da mesma forma, o clero afecto à Diocese, especialmente os missionários filipinos, agradeceram o serviço prestado e despediram-se com carinho. Um jovem padre filipino disse: «Embora o padre Manalo tenha uma saúde razoavelmente boa e provavelmente ainda possa ir aos campos de golfe ou passar as manhãs a jogar ténis, ele precisa de descanso e de muita energia revigorante. Os dois padres só podem fazê-lo na sua própria comunidade e no seu país-natal».

Mensagem de despedida aos nossos queridos padres Manalo e Pasaporte

“Padres, o tempo que passaram connosco foi uma bênção indescritível. Caminharam ao nosso lado na alegria e na tristeza, guiando-nos com sabedoria, compaixão e fé inabalável. Através do vosso ministério nas paróquias da diocese de Macau, das vossas orações e do vosso exemplo, aproximaram-nos de Deus e uns dos outros como família paroquial. Ao iniciarem este novo capítulo, enviamos-vos a nossa mais profunda gratidão e orações.

Que o Senhor continue a fortalecer-vos, inspirar-vos e encher o vosso coração de paz. Embora venhamos a sentir a vossa falta, os vossos ensinamentos e bondade permanecerão sempre nos nossos corações.

Ide com Deus, padres, e que a Sua luz brilhe intensamente no vosso caminho.”

Pe. Leonard Dollentas

N.d.R.: O padre Albino Bento Pais, SPP, que dirigiu O CLARIM entre 1985 e 2014, foi o primeiro missionário da Sociedade de São Paulo a chegar a Macau, tendo exercido as funções de Superior dos Padres Paulistas no território.

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