«As armas semeiam destruição, dor e morte»

MÉDIO ORIENTE: LEÃO XIV TEM MULTIPLICADO OS APELOS À PAZ, PERANTE A ESCALADA DO CONFLITO ARMADO

«As armas semeiam destruição, dor e morte»

O Papa Leão XIV tem apelado nos últimos dias à paz, quando o Médio Oriente entra numa nova fase do conflito armado, a envolver vários países do Golfo Pérsico.

Durante uma visita pastoral à periferia de Roma, realizada no passado dia 1, o Papa voltou a rejeitar a violência registada nos últimos dias. «Estou muito preocupado com o que está a acontecer no mundo: especialmente ontem, hoje e não sabemos por quantos dias, no Médio Oriente. Guerra, de novo», lamentou Leão XIV, ao mesmo tempo que visitava crianças e jovens do bairro de Quarticciolo.

O Santo Padre pediu que «todos nós sejamos anunciadores da mensagem de paz, a paz de Jesus, a paz que Deus deseja para todos. Portanto – continuou – é preciso rezar muito pela paz e procurar viver a unidade e rejeitar sempre a tentação de fazer mal ao outro. A violência nunca é a escolha certa. E devemos sempre escolher o bem».

A tragédia vivida na Faixa de Gaza mereceu uma referência directa na reflexão do Papa sobre as consequências nefastas das guerras: «Neste mundo, muitas crianças não têm família, casa, comida e bebida, uma cama para dormir. Esta é realmente uma tragédia que existe entre nós. Todos nós vimos, nos últimos anos, a tragédia, por exemplo, em Gaza, onde muitas crianças morreram, onde muitas crianças ficaram sem pais, sem escola, sem um lugar para viver».

Já num encontro com idosos e doentes, o Pontífice reforçou a necessidade de unir esforços face aos problemas globais e locais, tendo recordado a persistência do conflito na Ucrânia: «Falei anteriormente sobre a necessidade de rezar pela paz no mundo, pelos problemas no Médio Oriente e na Ucrânia e em muitos outros lugares, mas é realmente importante rezar para que haja paz, a começar na casa de cada um nós».

ARMAMENTO NÃO É SOLUÇÃO

Na quarta-feira, o Papa Leão XIV apelou à procura de «soluções sem armas» para os conflitos globais, alertando para o aumento do ódio no mundo.

Em declarações aos jornalistas, à porta da residência da Villa Barberini, em Castel Gandolfo, o Papa exortou os líderes internacionais a «procurar verdadeiramente promover o diálogo» e a encontrar «soluções, sem armas, para resolver os problemas».

As breves declarações foram ao encontro do que o Santo Padre já havia afirmado no último Domingo, durante a recitação do Ângelus, perante a escalada bélica entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. «A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável», defendeu.

In ECCLESIA – texto editado

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