Papa almoçou com vulneráveis e refugiados
O Papa Leão XIV almoçou com duzentas pessoas vulneráveis nos jardins pontifícios de Castel Gandolfo, numa iniciativa concebida para afirmar a importância do acolhimento.
“Este lugar tão precioso [o Borgo Laudato Si’ – complexo de jardins e área ecológica], por ter estado fechado ao mundo durante quatrocentos anos e depois ter sido aberto pelo Papa Francisco e hoje escancarado pelo Papa Leão, acolhe assim estas pessoas que para nós são os convidados de honra”, destacou a coordenadora de Comunicação do Centro de Alta Formação Laudato si’, Donatella Parisi, em declarações ao portal de notícias do Vaticano.
A responsável sublinhou que a presença do grupo de cidadãos assistidos pela diocese de Roma, entre os quais 35 crianças, se afirma como “uma ocasião para reiterar que a Igreja está aberta a qualquer pessoa e é família, comunidade e porto seguro para quem mais precisa neste momento”.
A dinamizadora rejeitou qualquer perspectiva meramente assistencialista face a este grupo, garantindo de forma peremptória que “são essas mesmas pessoas a dar, e dão mais, dão muito e enriquecem o Borgo e, atrevo-me a dizer, toda a Igreja”.
A integração das margens da sociedade permite oferecer “uma visão diferente sobre a sociedade, um ponto de vista que faça precisamente da fragilidade uma nova força para as nossas comunidades”, defendeu a porta-voz do complexo perante a chegada de antigos formandos, mães solteiras e pessoas com deficiência.
O almoço integrou ainda treze refugiados apoiados pelo Centro Astalli (Serviço dos Jesuítas para os Refugiados), com a responsável pela Comunicação, Francesca Cuomo, a celebrar o facto de a iniciativa permitir que os utentes se “sintam acolhidos como refugiados e protagonistas no centro de um ambiente” desenhado para enaltecer a fraternidade e a dignidade humana.
“O objectivo dos nossos serviços é sempre o de acompanhar as pessoas rumo à inclusão, logo desde o primeiro dia da sua chegada”, explicou a representante da organização católica, frisando que a meta fundamental das estruturas de acolhimento da Igreja consiste em “poder recomeçar uma vida com autonomia num outro país”.
A delegação de refugiados convidados incluiu “três agregados familiares e duas raparigas, provenientes da América Latina”, que aceitaram partilhar publicamente o seu testemunho em Escolas Secundárias italianas para denunciar “a vivência de perseguição e violência que sofreram nos seus países de origem”.
O evento arrancou com Missa presidida pelo director-geral do Centro de Alta Formação, cardeal D. Fabio Baggio, antes do almoço oferecido por um restaurante local.
O Borgo Laudato si foi inaugurado a 5 de Setembro de 2025 pelo actual Pontífice e funciona como um modelo de economia circular e sustentabilidade ambiental, disponibilizando cursos de formação profissional gratuitos a populações marginalizadas numa exploração de 55 hectares nos arredores de Roma.
In ECCLESIA – texto editado

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