Igreja da Sé abre Porta Santa no Domingo

Cerimónia tem lugar em todas as catedrais no mundo

Igreja da Sé abre Porta Santa no Domingo.

D. José Lai, bispo de Macau, vai presidir à Cerimónia de Abertura da Porta Santa da igreja da Sé Catedral, no próximo Domingo (13 de Dezembro, Terceiro Domingo do Advento), às 20 horas, assinalando desse modo o início do Ano da Misericórdia.

Pela primeira vez, na história dos jubileus, vão ser abertas as Portas Santas de todas as catedrais do mundo, por indicação do Papa Francisco.

A’O CLARIM, o pároco da igreja da Sé Catedral explicou como irá decorrer a cerimónia em Macau. «O bispo e os sacerdotes irão estar reunidos no átrio da igreja, enquanto os fiéis assistem no Largo da Sé. Ainda com as portas fechadas, dar-se-á início à cerimónia», disse o padre João Lau, acrescentando: «Nessa altura, o bispo e os seus ajudantes dão início à Liturgia, com a leitura de um texto do Evangelho e orações. Depois, sob a presidência do bispo, entramos na igreja pela Porta Santa, para agradecer a Deus».

Os fiéis poderão, posteriormente, entrar na igreja, sendo realizado o rito da aspersão da água benta, em sinal do Baptismo; a Adoração do Santíssimo Sacramento e cantado o “Te Deum” (“A Ti Senhor”).

Segundo nota da Diocese, «todos os que atravessarem a Porta Santa podem obter indulgência plenária se preencherem as três condições: Confissão, Comunhão e Oração pelas intenções do Santo Padre».

Na passada terça-feira, em todas as missas celebradas em Macau foi lida a Carta Pastoral de D. José Lai e ao meio-dia tocaram os sinos, assinalando o início do Ano da Misericórdia.

 

Um desejo de Francisco

Em conferência de Imprensa, o arcebispo D. Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização, sublinhou o desejo do Papa para que o Jubileu da Misericórdia «se realizasse antes de tudo nas Igrejas particulares, e foi precisamente por isso que quis abrir a Porta Santa na catedral de Bangui, na República Centro-Africana, no passado dia 29 de Novembro, fazendo-a tornar-se a capital mundial da paz e instrumento de misericórdia». Um gesto muito significativo que faz compreender «quanto valor possui para a vida da Igreja este jubileu extraordinário vivido no dia-a-dia das nossas comunidades».

A partir do dia da abertura da Porta Santa, durante todo o jubileu, na praça de São Pedro será recitado diariamente o rosário junto da estátua de São Pedro. Será animado por turno por algumas paróquias de Roma dedicadas à Virgem Maria e pelos institutos religiosos presentes em Roma com uma particular consagração à Mãe de Deus.

Este jubileu é o primeiro da era digital e por isso assume muita importância o site oficial (www.im.va). Traduzido em sete línguas, permitirá que se possa seguir os grandes eventos que terão lugar em Roma também a quantos não puderem estar presentes fisicamente. No site as pessoas podem-se registar para a passagem da Porta Santa, assim como para se tornar voluntários. Foi aberto também outro portal (www.vatimecum.com) promovido pelo Pontifício Conselho, através do qual os peregrinos poderão obter serviços, em relação a refeições e alojamento em Roma, a preços módicos e muitas outras informações para viver o jubileu.

Com a Bula «Misericordiae Vultus», o Papa Francisco proclamou para toda a Igreja um Jubileu Extraordinário da Misericórdia, entre 8 de Dezembro de 2015 (Festa da Imaculada Conceição) e 20 de Novembro de 2016 (Festa de Cristo Rei).

 

Fátima também presente

O bispo da diocese de Leiria-Fátima presidiu, durante a Festa da Imaculada Conceição, à abertura da Porta Santa no Santuário de Fátima, afirmando que o Jubileu Extraordinário da Misericórdia corresponde «à necessidade de uma grande renovação espiritual» do mundo.

A Cerimónia de Abertura da Porta Santa começou com uma peregrinação simbólica desde a capelinha, no recinto de oração, até à basílica da Santíssima Trindade.

«A peregrinação significa que a misericórdia como dom de Deus é uma meta a alcançar, um caminho a percorrer e convida a pessoa a sair de si, a fazer uma peregrinação interior, de voltar-se para o acolhimento do dom de Deus», explicou D. António Marto.

À agência ECCLESIA, após a celebração, o prelado observou que a Porta Santa recorda que «a porta é o próprio Cristo», que abre o seu coração «no alto da cruz de onde fluiu caudal de amor que atravessa todas as gerações».

Neste contexto, destacou que esta misericórdia se refere «naturalmente ao perdão dos pecados» mas «não só isso», incluindo o «acolhimento do outro».

«Escutá-lo; compreende-lo; acompanhá-lo; perdoá-lo; dar-lhe ânimo e coragem para viver uma vida boa e justa e santa segundo o Evangelho», exemplificou.

A Porta Santa no Santuário da Cova da Iria foi aberta excepcionalmente passadas poucas horas depois do Papa Francisco ter dado início ao Jubileu com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro.

«Sabíamos que este é um dia que reúne aqui em Fátima sempre muitos milhares de pessoas e que seria um dia particularmente festivo», explicou o reitor do Santuário de Fátima.

«Como vimos, estava aqui uma multidão enorme para festejar a Nossa Senhora na sua Imaculada Conceição e para a abertura da Porta Santa», acrescentou o padre Carlos Cabecinhas.

A porta escolhida na basílica da Santíssima Trindade foi a do apóstolo São Tomé porque no Domingo da Misericórdia, o segundo Domingo da Páscoa (03 Abril 2016), se lê em todo o mundo “a aparição de Jesus a Tomé”, relatada pelos Evangelhos.

J.M.E. com OR e AE

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